Política, cultura e generalidades

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Cesar Maia com Garotinho, Eduardo Paes com Lula, Dilma e Cabral... Alguém tem um saco de vômito?

Embora esteja há 37 anos a bordo deste planeta, ainda fico embasbacado com a capacidade que alguns políticos tem de fazerem acordos de arrepiar até os cabelos mais íntimos. Outro dia mesmo os caciques do DEM e do PR do Rio de Janeiro se aliaram para disputar as eleições municipais no Estado em 2012. Na capital, farão a proeza de lançar uma chapa das mais indigestas: o deputado Rodrigo Maia (filho do ex-prefeito Cesar Maia) para prefeito e Clarissa Garotinho (filha dos ex-governadores Anthony e Rosinha) para vice-prefeita.

Como sabemos, a capital é governada por um adversário político ferrenho de Cesar Maia (seu ex-guru) e Garotinho: o peemedebista Eduardo Paes. Mesmo sendo um peemedebista de alma demo-tucana, a presidenta Dilma e seu antecessor Lula vivem aos sorrisos e abraços com o atual parceiro político do governador Sérgio Cabral Filho.

Só que essa chapa Rodrigo-Clarissa está fazendo muita gente boa perder a cabeça. Há mesmo quem não goste de Eduardo Paes disposto a reeleger o alcaide só por causa dessa chapa demo-republicana. Pombas, gente. Se for para apenas votar contra o prefeito, não faltarão opções. E gente que tem ao menos vergonha na cara e um tiquinho de dignidade suficiente para seguir trajetórias políticas lineares, na vitória e na derrota. Como Otavio Leite (que sairá candidato pelo PSDB sem coligação) e alguns caras da ultraesquerda, que sempre lança candidatos em todas as eleições.

Eu digo que, desses candidatos todos, os melhores serão os derrotados. Porque quem perde eleição não faz merda nenhuma no Governo. Só quem pode fazer merda no Governo são os eleitos e seus nomeados políticos.

De minha parte, me mantenham fora de qualquer envolvimento com campanhas para prefeito, nem se metam a besta de pedir voto para qualquer estrupício desses citados aqui. Enquanto não houver um partido nacionalista e democrático disputando eleições, pretendo não mais declarar voto pra cargo executivo algum, nem fazer campanha pra candidatos a presidente, governador ou prefeito.

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