Política, cultura e generalidades

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O apodrecimento da política carioca

O Coronel deixa passar verdadeiras calamidades ditas por anônimos no blogue dele. Raramente aparece algo aproveitável vindo de anônimos. O texto abaixo tem algo aproveitável. É necessário separar o aproveitável das coisas discutíveis publicadas neste texto. Mas, no geral, o autor acertou na constatação do apodrecimento da política carioca.

Até entendo os motivos que levam o anônimo abaixo a ser anônimo. Num texto desses, ele contrariou interesses mesquinhos de toda a atual classe política carioca, e alguns da política nacional.

Anônimo disse...


É assim pela pusilanimidade e covardia intrínsecas do atual povo do Rio de Janeiro, especialmente dos setores formadores de opinião, como imprensa e classe média da Zona Sul. Com um cenário assim, um discurso fiscalizador, crítico e oposicionista não ganha espaço. E quem teria espaço, prefere aderir a combater.


Um exemplo? O próprio Eduardo Paes. De prefeitinho do Cesar Maia e deputado tucano, com destacada participação na CPI do Mensalão, se ajoelhou ao governismo, pediu desculpas a Marisa Leticia por ter chamado de corrupto o governo de seu marido e acabou recompensado.


Outro exemplo, mais recente? Indio da Costa. Também cria de Cesar Maia, com boa participação como vice de Serra na campanha de 2010, saiu do DEM para o PSD e colocou seu nome e o novo partido debaixo das asas do governismo, com direito a apoio antecipado a Paes em 2012 e ao sucessor que Cabral indicar em 2014 (provavelmente o próprio Paes), independentemente do vice do Paes ser do PT, o que entregaria a Prefeitura do Rio aos petistas em pleno 2014.


Nesse cenário, quem surge como nome de dissenso? Marcelo Freixo, daquele partideco que apóia Chavez, que apóia o MST e cujo correligionário, dublê de ex-BBB e Dep.Federal Jean Wyllys, chama o líder máximo dos católicos de nazista na maior sem-cerimônia.


O Rio de Janeiro vive uma fase de extrema arrogância e extrema ignorância, dois ingredientes que, quando misturados, nunca dão em boa coisa. Tenho muito a lamentar pelos rumos políticos e comportamentais de minha cidade e meu Estado.


20 DE JANEIRO DE 2012 17:51

Marcelo Delfino disse...

E a imprensa carioca lulo-dilmo-eduardo-cabralista é a prova cabal de que no nível local nunca houve o tão falado Partido da Imprensa Golpista, e sim o PiG - Partido da Imprensa Governista.

21 DE JANEIRO DE 2012 09:13

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