Política, cultura e generalidades

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O absolutismo lulo-dilmista

Certas formas de absolutismo chegam a ser ridículas. É atribuída ao rei Luís XIV de França a frase "L'État c'est moi" ("O Estado sou eu"), embora alguns historiadores achem que essa frase é um mito, que o rei jamais disse isso.

O regime militar brasileiro era pródigo em frases de efeito absolutista, embora tenha sido um regime centrado em si mesmo, não numa personalidade específica, mesmo o general-presidente da ocasião. Uma frase marcante do regime era "Brasil, ame-o ou deixe-o". Que estava longe de ser uma frase nacionalista, pois o regime era em si mesmo internacionalista, pois chegou e ficou no poder com a ajuda de espiões estrangeiros e de tropas navais dos Estados Unidos estacionadas perto do litoral brasileiro. A frase era também uma forma de tripudiar pra cima dos milhares de brasileiros exilados no exterior.

Só os dissimulados, os otários, os iludidos e os mal intencionados não admitem que o atual regime lulo-dilmista atingiu um estágio próximo do absolutismo. Experimente fazer uma mínima discordância a qualquer aspecto do Governo, mesmo que você seja um governista e um eleitor deles. Como eu mesmo fui, em 2002. Virão com dez mil pedras nas mãos para apedrejar a ti, ó grande herege traidor, que ousa levantar qualquer dúvida a respeito do supremo ex-presidente Lula ou de sua sucessora Dilma Rousseff, pelo menos enquanto ela se mantiver fiel ao criador.

O mais engraçado nessa história toda é observar lideranças e parlamentares de igrejas evangélicas apoiando o Governo Lula-Dilma. Eles que tanto acusam católicos, umbandistas e candomblecistas de serem idólatras fazem o mesmo com a figura divinizada do ex-presidente da República e promovem cultos à presidenta, fechando questão em torno dela. Ainda mais agora que a presidenta reconheceu a música gospel como manifestação cultural.

Deveriam se ater à única obrigação dos cristãos com relação aos governantes: orar por eles. Para que, se não fizerem nada que preste, que pelo menos não façam merda no Governo.

Um nacionalista de verdade deve apoiar sua pátria sempre. Mesmo que isso signifique discordar do governo do próprio país, ou que isso signifique apoiar atitudes de interesse nacional promovidas pelo Governo, mesmo que não seja ainda o governo de seus sonhos, que seria defensor incondicional da soberania nacional.

Esse governo que está aí está longe de representar integralmente os interesses nacionais.

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