Política, cultura e generalidades

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Mais uma obra artística para os neoliberais se esbaldarem

Costuma-se afirmar que os neoliberais foram extirpados do protagonismo do Governo Federal, permanecendo no poder na dita grande mídia e no mercado cultural, e como coadjuvantes no Governo Lula-Dilma.

Algo diferente do que acontecia durante o regime militar e na Era Sarney, época em que a direita estava no poder, com a esquerda tendo que se contentar com o poder na cultura brasileira. Chico Buarque chegou a ser contratado da Rede Globo, onde tinha com Caetano Veloso o programa Chico & Caetano...

Hoje são os neoliberais que tem que se contentar em fazer gracinhas na cultura brasileira. Está chegando o filme Agamenon - O Filme, mais um do grupo Casseta e Planeta, que terá a participação de Marcelo "Millenium" Madureira e de FHC, o príncipe dos sociólogos e dos neoliberais. Vem mais bajulação por aí.

Mas não é com esse filme que os neoliberais mais se esbaldarão neste começo de ano. O filme que trará gozo pra essa gente é o britânico A Dama de Ferro, cinebiografia da ex-primeira ministra Margaret Thatcher. Não me comove nem um pouco o fato de ter sido uma das primeiras mulheres líderes nos segmentos mais reacionários da política britânica e mundial. O que chama mais a atenção é o fato de Thatcher ter sido praticamente a matriarca do neoliberalismo a nível mundial, com as atitudes que tomou em seu Governo. Teria sido a pioneira entre todos (mulheres e homens), se antes não tivesse havido seu aliado chileno Augusto Pinochet, protagonista do provável primeiro governo neoliberal da História. Dos poucos méritos de Thatcher, um deles foi ter recusado colocar o Reino Unido na Zona do Euro, alegando que a nação precisava manter sua soberania sobre sua moeda. Se a Dama de Ferro tivesse capitulado até nesse ponto, o Reino Unido estaria hoje numa situação econômica pior em que está hoje. Vide o que acontece na Zona do Euro. E olha que a situação britânica hoje também não é nada animadora.

Dizem que Meryl Streep vem com tudo nesse filme. Já é candidata ao Globo de Ouro de melhor atriz de drama. E dizem que ela pode concorrer ao Oscar. Como o filme deve ser uma boa obra artística, pretendo conferi-lo. Independente da personagem principal, que, sinceramente, não merecia tal honraria. Margaret Thatcher está mais para documentários, que geralmente são mais frios, e são mais precisos, mesmo quando são parciais. Thatcher não merece ser glamourizada na telona com um filme dramático. E pode ser esse um dos objetivos dos produtores do filme. A conferir.

Segundo a Wikipedia, o filme tem lançamento nacional e mundial previsto para 13 de fevereiro.

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