Política, cultura e generalidades

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Uma oposição que o Brasil precisa não é a oposição neoliberal tucana

Resposta para Com Texto Livre:

Uma oposição que o Brasil precisa (e que foi objeto de texto de Marcos Coimbra) não é a oposição neoliberal tucana. Eu disse UMA oposição, já que pode haver várias: a de esquerda (PSOL e partidos menores), a nacionalista e a direitista assumida (ambas sem representação partidária). Pode ser uma oposição tucana também, mas não neoliberal. Até mesmo porque há neoliberais também na base lulo-dilmista, e com o Governo Lula-Dilma bem avaliado, a população prefere escolher os neoliberais governistas, não os oposicionistas. O governador e o prefeito eleitos pelo Rio que o digam.

No caso do tucanato, acredito que os que participaram da privataria e que ainda acreditam naquela coisa toda fazem bem ao país e a si mesmos se defenderem o que fizeram, ao invés de dissimularem, como fizeram em 2010. Aí a população formará seu juízo de valor sobre eles. Hoje o que há é mais uma aprovação do lulo-dilmismo que uma reprovação ao demo-tucanismo. Quanto aos tucanos mais jovens e os que ficaram de fora da privataria, deveriam resgatar o próprio nome do partido: Partido da Social Democracia Brasileira. O PSDB era uma resposta ao fisiologismo do já então apodrecido PMDB, do qual vieram os fundadores do PSDB. Esse PSDB de hoje não zela pela sociedade e está tomado por gente com viés autoritário, como José Serra. E se tornou exatamente o que o PMDB se tornara nos anos 80.

Quando o PSDB deixar o neoliberalismo para trás, aposentar a velharia do partido e se tornar efetivamente social e democrata, talvez possa ser uma alternativa para suceder o lulo-dilmo-esquerdismo e mesmo o antigo demo-tucanato que de qualquer maneira não deve voltar, mesmo. Pode ser uma mudança como a do PTB e do PSD de hoje que não têm nada a ver com seus homônimos do passado. Só que a mudança do PSDB deverá ser uma mudança para melhor, não para pior, como acontece com os outros dois partidos.

Não vale o tucanato achar que Aécio Neves seja renovação de coisa alguma, pois é o que menos ele é. É, sim, herdeiro político direto do avô, aquele primeiro-ministro mandrake da fase parlamentarista da época do presidente João Goulart. Por uma tragédia pessoal, Tancredo virou o primeiro e único presidente a não assumir o mandato. Aécio tem relações estranhas com a imprensa governista mineira, daí não poder representar o D do PSDB. Quanto ao S do PSDB, o que Aécio entende por ser social é dar material para colunas sociais e andar com socialites. Só isso.

Zé Carlos disse...


PSDB não neoliberal é difícil. Isso está no DNA do partido.
Aécio pode até ser herdeiro político de Tancredo, sem esquecer que também é herdeiro político do Aécio Cunha; mas para por aí porque não tem a astúcia política do avô e do pai.


quinta-feira, 29 de dezembro de 2011 12h07min00s BRST

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