Política, cultura e generalidades

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Disney faz lambança histórica com seu 50º longa de animação


No sábado passado vi na TV o filme Enrolados. Tá, o filme é da Disney, é pop até dizer chega, mas pelo menos tem uma história interessante e divertida. Mais um filme que brinca com contos infantis tradicionais, na mesma linha de filmes como Deu a louca na Chapeuzinho e Shrek. Enrolados tem ainda um marco histórico: é o 50º longa de animação da Disney.

Assisti o filme com o som original. Definitivamente, me recuso a ver filmes dublados, sempre que o som original está disponível. E agora tenho mais um motivo para recusar ouvir dublagens brasileiras, mesmo em animações. As produtoras instaladas no Brasil estão colocando profissionais de fora do mercado cênico para trabalharem nesses filmes. Marieta Severo (que dublou uma personagem de A Nova Onda do Imperador, outro filme da Disney), Bussunda (o primeiro dublador do personagem Shrek) e outras celebridades também eram de fora do mercado de dublagens, mas já eram atores quando dublaram filmes gringos. Bussunda era humorista, o que o ajudou ainda mais em seu trabalho.

Pra quem não sabe, a profissão de dublador é um segmento da profissão de ator. Não basta ser um bom locutor para ser um bom dublador. Tem que ser ator, também.

A Disney cismou de colocar uma celebridade global de fora do ramo da dublagem para dublar o personagem Flynn Rider, par romântico da protagonista Rapunzel. Quem teve ouvidos, estômago e paciência para ouvir a dublagem brasileira do personagem anotou falhas gritantes no trabalho do empresário e apresentador Luciano Huck. Aquele que, dizem, pode se tornar um dia o candidato presidencial do PSDB.

Alguns ezecutivos da Disney no Brasil conseguiram enxovalhar o 50º longa de animação da companhia para a qual trabalham. Se fosse combinado com a matriz americana, não ficaria tão ridículo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário