Política, cultura e generalidades

domingo, 20 de novembro de 2011

Populacho americano também rejeita filmes legendados

Já muito se falou que a maioria do público de cinema no Brasil rejeita filmes legendados, por não saberem idiomas estrangeiros e por não quererem ler legendas, por preguiça ou analfabetismo.

Daí acontecem fatos descritos por amigos como o xará Marcelo Pereira, como o fato de até mesmo canais de TV paga como o Sony só exibirem filmes e seriados dublados com vozes de desenho animado, e sem oferecerem som original com legenda. Há exceções no mercado brasileiro, como o canal Megapix e a rede Telecine, onde os canais dublados oferecem o áudio original e legendas em português como opções.

O populacho americano também rejeita filmes legendados. Até mais que o populacho brasileiro. Tanto que praticamente nenhum cinema americano exibe filmes em idioma estrangeiro com legendas. Só exibem cópias dubladas em inglês. Aqui é que aparentemente há um público mais culto, já que vários cinemas só exibem filmes gringos se estiverem com som original e legendas.

O cineasta americo-australiano Mel Gibson penou para arrumar uma empresa que aceitasse distribuir seu filme independente A Paixão de Cristo nos Estados Unidos, já que Gibson insistia que o filme (onde o elenco fala apenas aramaico e latim do século I) não poderia em hipótese alguma ser dublado. No máximo, legendado. E olha que a ideia inicial do Gibson era lançar o filme nos idiomas do século I e sem legendas em país ou mídia alguma.... Gibson conseguiu um contrato de distribuição com a New Market nos EUA, e com a Fox no resto do mundo. Gibson também conseguiu com a Fox um contrato para distribuir o filme em todo o mundo em DVD e Blu-Ray somente com o áudio original, mas com legendas nos idiomas locais. O mesmo procedimento está valendo para TV fechada e aberta, pelo menos no Brasil.

Imagino que o filme brasileiro Tropa de Elite 2 (que está sendo lançado por enquanto em apenas três salas nos EUA, em Nova York, Los Angeles e São Francisco, para poder ser inscrito no Oscar 2012) esteja sendo lançado somente em cópias dubladas por lá. O "nosso Schwarza" (© Marcelo Pereira) deve estar intragável, com seus dubladores ianques tentando reproduzir o palavreado dos polêmicos personagens da película.

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