Política, cultura e generalidades

domingo, 27 de novembro de 2011

'O Discurso do Rei': um filme de sorte


Não vi O Discurso do Rei no cinema, não baixei nem comprei ou aluguei DVD ou Blu-Ray. Esperei estrear em algum canal de TV para assistir. Isso aconteceu ontem, através do HBO.

Bem fiz eu em esperar lançarem esse filme na TV, sem pagar nada além da assinatura de TV paga que já pago de qualquer maneira. Ô, filme fraco! Bem avisaram os críticos de cinema, tanto os famosos como os anônimos, como o André Lux do blogue Tudo em Cima.

Esse filme britânico com história rala e absolutamente chapa-branca sobre a Família Real só conseguiu a proeza de vencer o Oscar 2011 porque, francamente, o cinema blockbuster americano está vivendo a mais absoluta crise de falta de criatividade e boas ideias da história. Por isso, digo que esse é um filme de sorte. Se fosse em época anterior, o filme não ficaria sequer entre os dez indicados finais para o Oscar. O cinema hollywoodiano sobrevive hoje graças a adaptações de livros (pelo menos vem aí a adaptação do On The Road, sério candidato ao Oscar 2012, ou 2013, se atrasar mais), personagens de quadrinhos, personagens de seriados e desenhos de sucesso, personagens de parques temáticos (como os da saga Piratas do Caribe), refilmagens e filmes ralos concebidos especificamente para ganharem premiações como o Oscar. O Discurso do Rei é um dos mais recentes.

Bem disseram também que esses filmes baseados na Família Real só servem para alienar e animar a população britânica.

Pelo menos os britânicos tem condições de resistir à crise econômica melhor que os países da zona (no mau sentido) do euro. Os britânicos mantiveram a soberania sobre sua moeda: a libra esterlina. E não usarão a Olimpíada de 2012 para alienar a população e saquear os cofres públicos. Ao contrário do que alguns caras e coroas farão na Olimpíada posterior.

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