Política, cultura e generalidades

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Direita raivosa quer a morte de Lula, fanáticos lulo-dilmo-cabralistas querem a morte de Marcelo Freixo e ultraesquerda se une à direita cultural na defesa do fânqui

Tudo isso veio em mente após ler os textos escritos desde segunda-feira pelo ativista e blogueiro Raphael Tsavkko. Depois de saber do desejo de vários fanáticos lulo-dilmo-cabralistas de verem a morte do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ), escrevi um longo texto, que teve várias réplicas e tréplicas, que transcrevo abaixo. Cheguei à conclusão que Freixo não é o único uutraesquerdista que defende o malfadado fânqui carioca.

Resposta para Raphael Tsavkko:

Até isso os fanáticos lulo-dilmo-cabralistas aprendem dos fanáticos oposicionistas de direita: torcer pela morte dos discordantes. Se há direitistas torcendo pela morte de Lula, tem lulo-dilmo-cabralistas torcendo pela morte de Marcelo Freixo, Que, repito, é gente boa. Apesar da derrapada da parceria com os barões do fânqui, a nova e alienante música de protesto de direita.


No que diz respeito à Globo, aquele filme Tropa de Elite 2 (coproduzido pela Globo Filmes) tem um personagem chamado Diogo Fraga, o único apresentado como honesto e pacifista, ao contrário do protagonista Roberto Nascimento e do capitão André Matias. A produção do filme diz francamente que Fraga foi inspirado em Freixo. Seria a Globo tentando cooptar o Freixo e quem sabe o PSOL? A Globo é assim mesmo: sempre procurou cooptar todos os governos e todos aqueles que tem acesso ou possibilidade de acesso ao poder.

Raphael Tsavkko


Funk é mt mais q política, é manifestação cultural, goste-se ou não disso. O q ele virou é outro assunto, mas o funk de raiz é diferente e parte da cultura da favela. Há décadas se falava o mesmo do samba...


Quanto à Globo, o diretor e o principal ator dos filmes são de esquerda, não tme nada a ver o Freixo com Globo ou coisa do tipo. A Globo financia projetos não-ideologicamente alinhados a ela, deve ser reserva de mercado ou cota pra não ser chamada de fascista.

@mjdelfino

Faço a diferenciação entre o funk (o que chamam de funk de raiz: a geração de Tim Maia, Gerson King Combo, Cassiano e mesmo os primeiros bailes cariocas dos anos 70, música de qualidade) daquilo que começaram a fazer no fim dos anos 80: uma versão do miami bass americano e parceira do gangsta rap com tudo que de pior possa haver (como sexismo, machismo, rebaixamento das mulheres, etc). Este último é o funk carioca, a que eu só me refiro textualmente como fânqui, assim mesmo, abrasileirado. Com a concordância dos amigos do Rio, inclusive os irmãos Pereira.



A Globo não é a única mega corporação midiática a investir em obras ideologicamente opostas. Tem também sua irmã ideológica Fox (da News Corp), que acaba de confirmar a 23ª temporada dos Simpsons. Aquele seriado em que vários vilões e personagens elitistas são republicanos (do apresentador de telejornal ao sr. Burns, este não por acaso sósia de José Serra) e onde a heroína Lisa Simpson é democrata. Uma heresia para a Fox, declaradamente republicana.

Raphael Tsavkko


Conehces o Rap da felicidade? Uma bela música precursora do funk carioca, é uma musica de protesto.


De qualquer forma, acredito ue cabe à população da favela considerar ou não seu estilo musical válido. Funk não se resume a sexo ou violência e o Freixo não fez nada além de reconhecer isto.

@mjdelfino

Esse tal répi da felicidade é a coisa mais conformista que ouvi no Rio de Janeiro nos anos 90. Por isso que digo que fânqui é música de protesto de direita. Pra fazer o pobre se consolar com suas condições de vida precárias.

Fica tranquilo, que não vou ficar discutindo fânqui contigo. Prefiro fazer isso com os irmãos Pereira, amigos de verdade e cientes de toda a farsa por trás do fânqui.

Um comentário: