Política, cultura e generalidades

sábado, 12 de novembro de 2011

Contra a injustiça - Em defesa do Rio - 10 de novembro de 2011

Na quinta-feira passada houve uma manifestação no Centro do Rio, entre a área próxima à Igreja da Candelária e a Cinelândia, pela defesa dos royalties do petróleo para o estado do Rio de Janeiro e seus municípios produtores. O movimento foi convocado pelo Governo do Estado, de modo que fui para lá com um único objetivo: tirar fotos para o blogue, com uma visão diferente dos propagandistas do que os críticos chamam jocosamente de "a micareta do petróleo".

Só o município de Macaé (o maior produtor de petróleo do Estado e maior dependente dos royalties) enviou 7 mil manifestantes para o centro do Rio. Eles eram visíveis pela camisa uniforme que usaram.



A Furacão 2000 (velha aliada do Governo do Estado) marcou presença com um de seus caminhões de som soltando o pancadão na Avenida Rio Branco, com letras alusivas ao movimento, aos royalties e ao Rio de Janeiro. Ainda bem que não fiquei muito tempo perto.


A Força Sindical foi a primeira central sindical que vi representada na passeata. Havia várias outras, como a CUT, a maior do país.


Dilma Rousseff foi lembrada em faixas. Esperem a resposta sentados, porque em pé cansa.


Uma dupla de anônimos que estava na Cinelândia bem antes da passeata chegar protestava contra o Governo do Estado e os deputados da Assembleia Legislativa, lembrando as discrepâncias salariais entre professores, bombeiros e deputados.


Um dos destaques do dia foi sem dúvida o movimento Ocupa Rio, que incluía um acampamento na Cinelândia. O movimento seria responsável pelo maior protesto do dia: contra o desgovernador Cabral Filho. Movimento que ecoou no Centro e abafou as vozes do desgovernador e de seu cordão de puxa-sacos, de políticos a artistas, como pode ser conferido aqui.

Neste blogue, publico algumas fotos do acampamento Ocupa Rio, inclusive cartazes possivelmente colocados por membros deste e de outros movimentos sociais do Rio de Janeiro.










Foi na Cinelândia que encontrei os primeiros manifestantes do Sindicato dos Petroleiros, que exibiam este cartaz:


A Firjan também se fez presente na passeata, representando o segmento industrial.


Este grupo aqui ligado a uma escola de artes era de longe o mais animado e divertido.


Grupos de servidores com bandeiras e faixas era o que mais se via na Avenida Rio Branco.


Clube de Engenharia marcando presença.


A Associação de Moradores de Vicente de Carvalho e o diretório local do PDT foram juntos. Defendendo os royalties e o ministro Carlos Lupi, como era de se esperar.


Um grupo grande de pessoas uniformizadas representou a cidade de Campos dos Goytacazes, outro município produtor de petróleo.


São João de Meriti também estava representada.


O pequeno partido PTN também mandou representantes uniformizados e com bandeiras.


Cartaz do Serviço Geológico do Estado:


Cartaz dos empresários da região da Costa do Sol:


A UGT, outra central sindical, não tinha muitos representantes quando os encontrei.


Mais militantes do PDT defendendo Carlos Lupi:


Perto do Buraco do Lume, encontrei um grupo do Sindicato dos Petroleiros.



Uma foto da Avenida Rio Branco, com a multidão na metade do caminho entre a Candelária e a Cinelândia:


Esta foi minha seleção de fotos do movimento Contra a injustiça - Em defesa do Rio. Como vocês podem ver, não pude ficar até a noite. Mas consegui traçar um panorama de parte da manifestação, trazendo inclusive manifestos contrários às próprias autoridades que convocaram a passeata. Quem mandou quererem se apossar da indignação popular?

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