Política, cultura e generalidades

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

É um espanto! Até Marcelo Pereira entrou nessa briguinha de vascaínos e de corinthianos

Mesmo não torcendo pra time algum. Não que eu saiba.

Fonte: Mural de Ernesto Costa Pina.

Marcelo Pereira


É bom ir torcendo para o Vasco. Se o Corinthians ganhar, será a vitória da corrupção, já que o presidente do Corinthians é pupilo de Ricardinho Teixeirinha, o capo da CBF.


Ernesto Pina


Marcelo eu sempre falei desde do inicio do campeonato que só o corinthians seria o campeão do brasileiro pq ja tava tudo combinado!!!!


e não se espante se o tal presidente dos gambás não for o novo presidente da CBF

Marcelo Delfino

Hahahahahahahahahaha... Marcelo Pereira participando dessa palhaçada? Logo o homem do blogue Futebosta, que aliás acabou. Coincidência...

Depois fica caçoando do Ernesto e das demais pessoas que enchem o Facebook de comemorações das vitórias de seus times ou da $eleção da CBF.

Vasco? Parmera? Flamengo? Curintha? Me mantenham fora dessa. Eu tenho mais o que fazer. Na hora do jogo, quem sabe eu me interesse.

Por mim, daria tudo empate e entregariam o troféu para o sr. Ricardo Teixeira, o único que venceu o campeonato, antes mesmo deste começar.

Enquanto isso, a lambança da Copa 2014 continua. Depois virá a fatura.



Além do mais, time brasileiro algum é imune a polêmicas de toda ordem. Nem o Vasco. Não foi o clube presidido por Eurico Miranda? E Cabral Filho vem aí. Aguardem.

É muito fácil cobrar ética apenas como desculpa para fazer guerrinha de torcidas de futebol. A tal ética pela metade, ou ética por conveniência. Quero ver quantos torcedores de futebol continuarão combatendo a cartolagem e a politicagem nacional depois do domingo que vem e mesmo depois da Copa 2014.

Enquanto isso, Lula (o homem que trouxe a Copa 2014) torcerá pelo Curintha e Serra torcerá pelo Parmera e pelo Vascão.

Cada um escolhe seu lado nessa história.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Futebol além da alienação

Ontem vi e ouvi uma amostra grátis daquilo que o amigo Marcelo Pereira escreveu durante algum tempo no seu (extinto) blogue Futebosta. A alienação de torcedores de times de futebol rivais discutindo sobre os jogos do próximo domingo de maneira desmedida, como se tudo aquilo fosse o centro do universo, da mais alta relevância para a vida deles mesmos.

Se levassem a coisa apenas como uma diversão de fim de semana, ainda vá lá. Diversão também é bom.

O problema é quando se perde tempo com coisas sobre as quais ninguém tem influência, a não ser os 22 homens suados que correm em campo atrás de uma bola, os cartolas e patrocinadores que lhes pagam e as TVs que comandam essa coisa toda, influenciando times e arbitragens, escolhendo horários e dias dos jogos e não raramente escolhendo o resultado final das partidas e/ou dos campeonatos.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Matrix é de esquerda? Não exatamente


Já escrevi um texto aqui no blogue: O mais próximo da esquerda que estou hoje é que tomei aquela pílula vermelha que Neo tomou com água em Matrix. Depois vi o que é de fato a Matrix: um sistema em que a esquerda e a direita se unem para dominar a população e subjugar a soberania nacional.

Só que nada na política é cientificamente preciso, nem tem apenas dois lados, como os extremistas gostariam que tivesse. De parte da esquerda, só compartilho da índole progressista. E, blasfemando em cima dos cânones da esquerda, afirmo que há também progressistas e conservadores na direita. Uma minoria, mas existente.

O blogue lulo-dilmista Tudo em Cima usa de retórica sofisticada para insinuar que Matrix é de esquerda. Ponto. O autor do blogue ainda insinua que tudo que seja vermelho é necessariamente esquerda e libertação, e tudo que é azul é o oposto. E ainda usa a famosa cena das mãos de Morpheus na argumentação.

"Se não acredita em mim, repare na cor da pílula que Neo deve tomar para sair da Matrix e na cor da que deve tomar se quiser continuar vivendo na ilusão... Preciso dizer mais?"

Como eu gosto de provocar os autores desses textos falhos, por melhores que sejam, mandei meus pitacos.

Gostei do texto.


Se bem que a Coca-Cola, o Santander, o Bradesco, o América carioca, o Inter de Porto Alegre, o Partido Colorado do Paraguai e o Partido Republicano dos EUA também são vermelhos. Mas não tem nada de esquerda neles. Muito pelo contrário.

domingo, 27 de novembro de 2011

'O Discurso do Rei': um filme de sorte


Não vi O Discurso do Rei no cinema, não baixei nem comprei ou aluguei DVD ou Blu-Ray. Esperei estrear em algum canal de TV para assistir. Isso aconteceu ontem, através do HBO.

Bem fiz eu em esperar lançarem esse filme na TV, sem pagar nada além da assinatura de TV paga que já pago de qualquer maneira. Ô, filme fraco! Bem avisaram os críticos de cinema, tanto os famosos como os anônimos, como o André Lux do blogue Tudo em Cima.

Esse filme britânico com história rala e absolutamente chapa-branca sobre a Família Real só conseguiu a proeza de vencer o Oscar 2011 porque, francamente, o cinema blockbuster americano está vivendo a mais absoluta crise de falta de criatividade e boas ideias da história. Por isso, digo que esse é um filme de sorte. Se fosse em época anterior, o filme não ficaria sequer entre os dez indicados finais para o Oscar. O cinema hollywoodiano sobrevive hoje graças a adaptações de livros (pelo menos vem aí a adaptação do On The Road, sério candidato ao Oscar 2012, ou 2013, se atrasar mais), personagens de quadrinhos, personagens de seriados e desenhos de sucesso, personagens de parques temáticos (como os da saga Piratas do Caribe), refilmagens e filmes ralos concebidos especificamente para ganharem premiações como o Oscar. O Discurso do Rei é um dos mais recentes.

Bem disseram também que esses filmes baseados na Família Real só servem para alienar e animar a população britânica.

Pelo menos os britânicos tem condições de resistir à crise econômica melhor que os países da zona (no mau sentido) do euro. Os britânicos mantiveram a soberania sobre sua moeda: a libra esterlina. E não usarão a Olimpíada de 2012 para alienar a população e saquear os cofres públicos. Ao contrário do que alguns caras e coroas farão na Olimpíada posterior.

sábado, 26 de novembro de 2011

Dá para conversar com um conservador e direitista assumido. Com os outros, é outra história


A pessoa a quem me refiro é o jornalista Aristóteles Drummond. É um dos poucos direitistas assumidos que restaram nesta nação de dissimulados. Dá para conversar com ele numa boa.

E olha que discordo dele em várias coisas. Vez ou outra ele defende coisas indefensáveis como o Golpe de 1964 e passa panos quentes sobre figuras notoriamente direitistas (só que do mal), como Augusto Pinochet e Paulo Maluf, alegando supostos benefícios do governo do general para o Chile e a inocência (?) de Maluf.

Escrevi resposta num blogue que também dedicou uma postagem inteira para o Aristóteles: o Observatório da Política:

Marcelo Delfino disse...


Pelo menos o Aristoteles se assume como direitista e conservador. Dá para debater com ele nesses termos. Piores são os dissimulados dos partidos políticos da direita lulo-dilmo-cabralista (incluindo o PP ao qual Aristóteles é filiado) e também da direita oposicionista, que não se assumem como direitistas. Esses são realmente perigosos.


25 de novembro de 2011 11:35

Outros leitores daquele blogue também responderam:

Daniel Homem de Carvalho disse...


Aristóteles é um jornalista corajoso e sai dessa mesmice desse jornalismo boboca e politicamente correto. Culto, preparado ele honra seus amigos. Só nesse país dementalidade caipira ser chamado de conservador é ofensa. Precisamos de mais jornalistas como Aristóteles!


25 de novembro de 2011 17:43


Resistência Cultural disse...


Como era de se esperar, muito superficial e gratuito o texto. Uma prosa ginasiana a serviço de insinuações pueris. Indigno de se comentar, mesmo porque nada há para ser comentado. O Aristóteles tem mais o que fazer, como, por exemplo, escrever mais um de seus preciosos artigos (em que pesem eventuais pontos discutíveis)e continuar trabalhando em seu novo livro, o qual estou tendo a honra de organizar e editar. Quanto a assuntos relacionados a conservadorismo e direitismo, o imprudente articulista deveria saber que democracia se constrói com direita, centro e esquerda se revesando no Poder, ao sabor das aspirações populares. A propósito, nunca demais lembrar, a nossa independência política e posterior consolidação e unidade nacionais, devemo-las a espíritos fundamentalmente conservadores, como Cairu, Evaristo da Veiga, Pimenta Bueno e o próprio Patriarca, José Bonifácio.


25 de novembro de 2011 17:58

Aristóteles ficou sabendo do texto sobre o Observatório e de meus comentários, e respondeu no seu mural do Facebook:

Caro Marcelo De Jesus Delfino - Achei o blog (Observatório da Política) interessante e honesto ao ser textual nos meus textos escolhidos . Esclareço que não sou filiado ao PP mas sim membro de seus diretorios Nacional e Regional, em seguida a militância que vem desde a ARENA. Quanto as simpatias pelo Prefeito e Governador, estas não são politicas, mas de carioca e fluminense pelo que estão fazendo. E o fato de ser conservador não me impede de apludir- e até ter dado meu voto- a Presidente Dilma. Respeito quem pensa de maneira diferente, mas nunca votaria no sr José Serra como candidato contra a esquerda de vez que o considero mais a esquerda do que esta turma que está no Poder. Mas ele gosta de pescar votos é no centro-conservador e adora um milionario paulista.....

Mais leitores escreveram no mural do Aristóteles no Facebook:

Daniel Homem de Carvalho


Já deixei me comentário no blog


José Loredo


Também já deixei o meu, Aristóteles. Pensei que o texto fosse mais substancial... Dá até desgosto discutir com uns "cabra desse"... O Brasil merece mais. Abraço!

Marcelo Cid Heráclito Queiroz


Apoiado Dr. Aristoteles. O blogueiro defende o Freixo que se auto-exilou por uma semana na Europa. Só aí já perdeu a razão.


Claudio Da Rocha Miranda


Caro Aristoteles concordo plenamente com suas ponderaçöes. Faço minhas suas palavras, especialmente quando falas do Serra. Um abraço, Claudio da Rocha Miranda

Marcelo De Jesus Delfino


Valeu pelo comentário, Aristoteles Drummond. Aquele blogue não é meu, como pode ser observado. Apenas deixei um comentário. Quando eu disse que dá para debater com conservadores e direitistas assumidos, eu disse a mais pura verdade. Vc mesmo Aristóteles talvez lembre do dia em que eu mandei recado pro programa Vox Populi dizendo que falta um partido de direita assumida no Brasil. Até me mandou o livro Um Conservador Integral, livro que gostei de ler e com o qual concordo parcialmente, discordando em uma coisa ou outra.


Eu também prefiria mil vezes a Dilma que o Serra, que não é digno de confiança pra ninguém, nem à direita nem à esquerda. Mas não votei em ninguém no 2º turno de 2010. Quanto ao apoio a Cabral e Paes, não tenho essa visão adesista e ufanista que alguns amigos tem. Mas respeito. Abraços.


Aristoteles Drummond


Está na cara que o blog, embora feito com educação e moderação , é da oposição de esquerda ao governo federal e aos estaduais. Qual o problema de um conservador como eu, fiel aos ideais e a obra de 64, apoiar A ou B? Será que estão "patrulhando" em pelo século XXI ? PREFIRO ACHAR QUE ELES DEFENDEM IDEAIS EM QUE ACREDITAM. Mas o que realmente lamento são as pessoas mal educadas, embora eu entenda o que´seja" ter ou não berço", e por isso sou muito tolerante e até solidario com quem não teve uma familia e uma educação, como o sr Marco Aurélio que diz " ficar de estomAgo embrulhado com meu artigo" e que vai boicotar o jornal no dia de meu artigo. Que pena que ele não acredite em democracia. Eu acredito e defendo o direito dele de ser um equivocado, recalcado e totalitario. Fizemos 64 e depois vencemos os lacaios do radicalismo para isso. Dar o direito de cada um ter sua opinião. Lamento que o meu lado seja mais timido. Mas já não é problema meu.


Marcelo De Jesus Delfino


Eu continuarei lendo os textos do Aristoteles Drummond. Vale a pena. Assim como vale a pena o livro que citei antes.


Tem gente que faz um patrulhamento ideológico, mesmo. Só fazem críticas por serem radicais do lado oposto, nunca por terem alternativas ou por ponderação. Eu lembro agora do Dom Eugenio, que disse uma vez que era conservador em algumas coisas (desconfio do católico que diz não ser conservador em nada) e era progressista em outras. Aí caíam em cima do Dom Eugenio. Hoje nem tanto, porque preferem cair em cima de personalidades católicas mais novas.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Sérgio Cabral Filho fora do programa televisivo do PMDB nacional

Ontem foi ao ar em cadeia de televisão mais uma edição do programa do PMDB. Uma ausência notada foi a de qualquer político filiado ao PMDB do estado do Rio de Janeiro. Sequer o governador Cabral Filho deu as caras. Do Rio de Janeiro, só botaram o ator Milton Gonçalves, que é filiado do PMDB-RJ há vários anos. Dos políticos mesmo, só apareceram os velhos e novos caciques dos outros estados, tipo Sarney, Renan, Michel Temer, até mesmo o carismático de alma tucana Gabriel Chalita, pré-candidato a prefeito de São Paulo.

Arrisco um palpite. Além de Cabral Filho ser um péssimo negociador pelos interesses do estado do Rio e ser um político histriônico, os caciques do PMDB nacional são todos favoráveis ao saque dos recursos dos royalties do petróleo do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, para estados e municípios que jamais terão danos ambientais com acidentes causados por atividades petrolíferas do pré-sal ou do pós-sal.

A Chevron emporcalhou o mar do norte fluminense. Se o óleo atingir o litoral do estado, mandem os caciques do PMDB nacional limparem tudo. Com a língua.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Mais uma vez, eleitores espanhóis trocam governo neoliberal de esquerda por governo neoliberal de direita

Fonte: Yahoo.

O que não fazer!
Por Walter Hupsel | On The Rocks – ter, 22 de nov de 2011


A crise se espalha por toda a Europa. O que começou na Grécia, bate em Portugal, Itália e Espanha. Mesmo a França corre o risco de ter seu "rating" rebaixado pelas agencias de risco, o que implicaria mais dificuldade para pegar empréstimo no mercado, e com juros mais altos.


A crise da Zona do Euro, esta que ronda a Europa, vem derrubando governos. Berlusconi, o "macho" italiano que fazia festinhas com Kadafi e enfermeiras, relutou, sobreviveu durante um tempo, mas não resistiu à crise. "Il Cavaliere" caiu do cavalo.


Na Espanha, onde os índices de desemprego alcançam 20% e o preço da dívida é o maior dos últimos 18 anos, o PP, partido conservador, conseguiu a maioria das cadeiras no Parlamento, substituindo o PSOE, partido da esquerda que estava no poder desde os atentados ao trem de Madrid.


A vitória do PP, partido que abriga os ex-franquistas, foi esmagadora, nunca nenhum partido espanhol, desde a redemocratização, tinha ganho com tamanha margem. O jornal espanhol El País disse que o PP tem, agora, "poder absoluto".


A esquerda espanhola não deu respostas satisfatórias à crise, ao contrário, apresentou praticamente o mesmo receituário dos liberais. Caiu porque seu eleitorado não foi às urnas, se absteve de escolher entre programas parecidos para enfrentar a crise que se avizinha.


Assim o PSOE perdeu, em comparação à eleição anterior, cerca de 4,5 milhões de votos. O PP não ganhou sequer 500 mil, mas, mesmo assim, saiu com o tal "poder absoluto".


Se por um instante esquecermos da economia na Zona do Euro, o PP representa um enorme retrocesso. É um partido das viúvas de Franco, ultracatólico, com forte influência da Opus Dei, e também ultraconservador e nacionalista.


Com Mariano Rajoy no comando, há risco de retrocesso nas questões dos direitos civis, como, por exemplo, na flexibilização da lei do aborto, que o permitiu até as 14 semanas (quando antes só era permitido em caso de estupro, má formacão ou de risco à mãe), e a aprovação, em 2005, do casamento igualitário, inclusive com direito à adoção.


É isto que a Espanha nos alerta. Se a esquerda comecar a mimetizar, a adotar o receituário conservador-liberal para enfrentar esta crise econômica, com cortes sociais, diminuição dos impostos dos mais ricos, desmantelamento do Estado de Bem-Estar, ela estará assinando seu atestado de óbito.


O risco, bem entendido, vai muito além do meramente econômico, ou da Zona do Euro. Adotar este caminho, como fez o PSOE, é jogar fora o bebê, a água, a bacia e as conquistas igualitárias. Que sirva, ao menos, de lição a todos.

Comentários do blogue:

O famigerado PP espanhol não tem nada de nacionalista. É um partido das viúvas de Franco, ultracatólico, com forte influência da Opus Dei, e também ultraconservador. Mas não nacionalista. Qualquer um pode ser nacionalista, exceto os comunistas, os liberais e os neoliberais. O PP foi, desde a época de Franco, favorável ao liberalismo econômico, ao contrário dos comunistas que eles depuseram na guerra civil, e hoje é neoliberal. Acompanhem o arrocho neoliberal que virá por aí com o novo governo espanhol.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Renan Calheiros exalta índole caridosa do Governo Lula-Dilma para com o Primeiro Mundo e Luís Nassif critica caridade governista com múltis

Duas abordagens completamente opostas.

De um lado, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) estava nos últimos dias nas chamadas televisivas do partido fazendo elogios à caridade do governo brasileiro, que anda disposto a dar uma de FMI: emprestar dinheiro para os combalidos países europeus. Disse ironicamente que o Brasil tem condições de ajudar os países em crise.

Do outro lado, Luís Nassif faz em seu blogue pesadas críticas ao mesmo Governo, que via BNDES (cada vez mais econômico e cada vez menos social) empresta dinheiro público para combalidas empresas multinacionais instaladas no Brasil. Muitas delas empresas gringas (algumas daqueles combalidos países europeus) que não obtém tanta facilidade e tanta caridade em seus países de origem.

Os dois textos inspiraram um debate memorável no blogue Com Texto Livre:

zcarlos disse...


A própria presidenta Dilma já disse que o Brasil tem condições de ajudar, via FMI.


segunda-feira, 21 de novembro de 2011 15h26min00s BRST


Anônimo disse...


Pois é... com o nosso dinheiro!


segunda-feira, 21 de novembro de 2011 16h49min00s BRST


zcarlos disse...


Ajudar, quer dizer emprestar; não 'doar'.


segunda-feira, 21 de novembro de 2011 16h54min00s BRST

Marcelo Delfino disse...

Mas esse era o discurso internacionalista do FMI: "Nós não estamos dando dinheiro. Estamos emprestando". E emprestando mediante a imposição de políticas neoliberais.

Não é o caso do Governo brasileiro.

Mas se ainda restar alguma pendência no pós-Lula-Dilma-PT-esquerda (exemplos: alguma família miserável, educação deficiente, SUS caótico, etc), já sabem pra onde terá ido o dinheiro necessário para tirar essas pendências.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011 20h39min00s BRST

zcarlos disse...


Marcelko, não será esse dinheiro que irá solucionar os grandes problemas brasileiros.
Quando o Brasil da era FHC precisou, recebeu $ do FMI. Porque não ser solidário quando outros precisam?


segunda-feira, 21 de novembro de 2011 20h44min00s BRST

Marcelo Delfino disse...

É difícil convencer a população carente daqui do Brasil de que esses empréstimos devam mesmo ser feitos. População necessitada de educação, de trabalho, de saúde...

Em todo caso, nada impedirá esses empréstimos. O Governo tem aprovação popular. Isso é que interessa. Pro Governo.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011 21h37min00s BRST

zcarlos disse...


Se o governo tem aprovação popular, então não é difícil convencer a população carente, não é mesmo?
O PIG é que faz de tudo para desfazer essa aprovação. Mesmo sabendo que o empréstimo é necessário por questões humanitárias e geopolíticas, principalmente, eles distorcem o objetivo e procuram jogar a população contra o governo.
Essa é a imprensa 'republicana' que temos.


segunda-feira, 21 de novembro de 2011 21h48min00s BRST

Marcelo Delfino disse...

Se há alguma manipulação do PiG Governista, é pros telespectadores/ouvintes/leitores continuarem apoiando o Governo, não pra reprovar. A não ser casos crônicos, tipo Veja e Folha.

Esse G do PiG é de Governista. Já disse.

No dia em que essa imprensa governista comprada com publicidade oficial e relações amistosas virar golpista MESMO (o MESMO é só se chegar ao objetivo final com eficácia), saiamos de baixo que lá vem porrete.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011 22h02min00s BRST

zcarlos disse...


Uai Marcelo, pensei que vc fosse democrata e não udenista!


segunda-feira, 21 de novembro de 2011 22h11min00s BRST

Marcelo Delfino disse...

Uns dizem que sou udenista, outros dizem que sou petista, comuna safado e vermelhinho. E olha que nem colorado eu sou. Ao contrário do nobre blogueiro.

Gostei do papo. Mais um que vou guardar de lembrança. Mais um da blogosfera brasileira e suas classificações totalmente opostas sobre a minha pessoa.

Não sei como é a imprensa em Balneário Camboriú, mas a imprensa carioca é toda ela PiG Governista, sim. E nos três níveis: com Dilma, com Cabral Filho e com Eduardo Paes. Só quem mora aqui sabe como a banda toca no Rio. Fora isso, a realidade que o Governo do Estado não quer que os forasteiros saibam só é mostrada em veículos tendenciosos contra o Rio (não necessariamente contra Cabral), como a Folha. Que ainda por cima é PiG de Golpista.

Só pra finalizar, que tenho mais o que fazer. Aquele cornudo noturno da blogosfera brasileira diz que mora em Balneário Camboriú, também. Quem sabe os dois blogueiros não sejam amigos ou ao menos conhecidos, e não se encontrem por aí. Afinal, o cornudo é anônimo... Nunca se sabe.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011 22h28min00s BRST

zcarlos disse...


Imprensa carioca governista com Dilma???
Rede Globo, Globo News, CBN, O Globo... ???
O Cornudo Noturno mora em Floripa e não é tão anônimo assim.
Já postei foto dele aqui no blog.
Abs Marcelo!


segunda-feira, 21 de novembro de 2011 22h34min00s BRST

Marcelo Delfino disse...

Abraços. Boa noite.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011 22h40min00s BRST

terça-feira, 22 de novembro de 2011

TV Canção Nova extirpa programas de politiqueiros

Antes tarde do que mais tarde. Há anos a TV Canção Nova está colocando cada vez mais programas de politiqueiros de vários partidos, governistas e oposicionistas, do âmbito estadual e dos âmbitos estaduais de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Invariavelmente, são políticos que tentam transformar a Igreja Católica (e particularmente o segmento da Renovação Carismática) num curral eleitoral, como fazem picaretas de Cristo de várias igrejas pós-pentecostais no Brasil. A última gracinha da TV Canção Nova foi um programa (também extirpado) destacado em reportagem da Folha:

Conexões "Justiça e Paz", o programa de Edinho (deputado estadual Edinho Silva, PT-SP), estreou em 3 de novembro tendo como convidado Gilberto Carvalho. Principal mentor político do deputado petista, o secretário-geral da Presidência foi também articulador da aproximação entre a campanha de Dilma Rousseff e a Canção Nova no segundo turno da eleição presidencial. Até então, a candidata vinha sendo duramente combatida por religiosos da Renovação Carismática.

Mas a hora do Juízo Final desses caras chegou. Pelo menos na Canção Nova. Tomara que não seja só um factóide da emissora carismática pra dar satisfação para os sócios do Clube da Evangelização.

Aliás, há meses as campanhas mensais do Projeto Dai-Me Almas não fecham. Coincidência ou não?

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

E se a ventania europeia chegar à América do Sul, terra da bandalheira bolivariana?

Resposta para Com Texto Livre e Carta Maior - Blog do Emir:

O engraçado é que, na Europa, governos de esquerda (como Zapatero) são substituídos por governos neoliberais e governos de direita (como Berlusconi) são substituídos por governos tecnocratas neoliberais.

Enquanto isso, a cumpanherada continua sua ciranda bolivariana na América do Sul. Com direito a lambanças olímpico-futebolísticas com dinheiro público no maior país da região.

zcarlos disse...


Os neoliberais tomam conta da Europa. Criam as crises e prontificam-se a sanar a economia.
O risco é grande. Há quem fale em guerra civil.
Situação muito diferente da encontrada na América do Sul e, especialmente, no Brasil.

Claro que são situações diferentes. Por enquanto, são duas situações extremamente opostas. Lá a população vai pra rua. Aqui fica na frente da TV, acreditando no que os jornalistas amestrados, os políticos dos programas partidários e os cretinos e cretinas dos pronunciamentos em cadeia nacional dizem.

Sobre os jornalistas gringos que esconderam as críticas de Obama e Sarkozy a Benjamin Netanyahu

Resposta para Altamiro Borges:

Essa atitude bizarra foi cometida por repórteres de veículos de países com mídia regulada, sonho de consumo da esquerda brasileira, tanto a lulo-dilmista como a oposicionista. Ficou claro agora toda a falácia e a farsa que seriam a regulação da mídia no Brasil. Seria a troca do poder de mando dos barões da imprensa pseudo-golpista para barões ligados a ideologias de esquerda.

domingo, 20 de novembro de 2011

Populacho americano também rejeita filmes legendados

Já muito se falou que a maioria do público de cinema no Brasil rejeita filmes legendados, por não saberem idiomas estrangeiros e por não quererem ler legendas, por preguiça ou analfabetismo.

Daí acontecem fatos descritos por amigos como o xará Marcelo Pereira, como o fato de até mesmo canais de TV paga como o Sony só exibirem filmes e seriados dublados com vozes de desenho animado, e sem oferecerem som original com legenda. Há exceções no mercado brasileiro, como o canal Megapix e a rede Telecine, onde os canais dublados oferecem o áudio original e legendas em português como opções.

O populacho americano também rejeita filmes legendados. Até mais que o populacho brasileiro. Tanto que praticamente nenhum cinema americano exibe filmes em idioma estrangeiro com legendas. Só exibem cópias dubladas em inglês. Aqui é que aparentemente há um público mais culto, já que vários cinemas só exibem filmes gringos se estiverem com som original e legendas.

O cineasta americo-australiano Mel Gibson penou para arrumar uma empresa que aceitasse distribuir seu filme independente A Paixão de Cristo nos Estados Unidos, já que Gibson insistia que o filme (onde o elenco fala apenas aramaico e latim do século I) não poderia em hipótese alguma ser dublado. No máximo, legendado. E olha que a ideia inicial do Gibson era lançar o filme nos idiomas do século I e sem legendas em país ou mídia alguma.... Gibson conseguiu um contrato de distribuição com a New Market nos EUA, e com a Fox no resto do mundo. Gibson também conseguiu com a Fox um contrato para distribuir o filme em todo o mundo em DVD e Blu-Ray somente com o áudio original, mas com legendas nos idiomas locais. O mesmo procedimento está valendo para TV fechada e aberta, pelo menos no Brasil.

Imagino que o filme brasileiro Tropa de Elite 2 (que está sendo lançado por enquanto em apenas três salas nos EUA, em Nova York, Los Angeles e São Francisco, para poder ser inscrito no Oscar 2012) esteja sendo lançado somente em cópias dubladas por lá. O "nosso Schwarza" (© Marcelo Pereira) deve estar intragável, com seus dubladores ianques tentando reproduzir o palavreado dos polêmicos personagens da película.

sábado, 19 de novembro de 2011

Sertanejo MESMO e sertanejo universiotário na Canção Nova

Está acontecendo neste fim de semana o acampamento V Canção Nova Sertaneja, promovido pela sede da comunidade Canção Nova em Cachoeira Paulista. O tema deste acampamento é "Mãos Calejadas". Essa comunidade nasceu no fim dos anos 70, num curral numa fazenda em Areias, no estado de São Paulo. De modo que a cultura de raiz sertaneja está nas origens da Canção Nova.

Só que nem tudo tem perfume do campo nesses acampamentos Canção Nova Sertaneja. Se em acampamentos anteriores havia os famigerados rodeios (troço capcioso importado da cultura dos caubóis americanos, ausente nesta 5ª edição), neste teremos uma apresentação com uma dupla do famigerado sertanejo universiotário. No caso, 'sertanejo universitário católico' ou seja lá o que isso signifique. A dupla em questão é Rinaldo Rosa e Samuel. Ontem às 21h se apresentou uma dupla sertaneja MESMO: Toninho e Jonas, que dividem com Rinaldo Rosa e Samuel o lançamento de um novo CD duplo, em que a dupla de raiz gravou um disco e os universiotários gravaram o outro disco.

A apresentação de Toninho e Jonas teve transmissão da TV Canção Nova. Não vi a apresentação toda. Só o início. Os caras me pareceram gente boa. Não vi tudo porque queria mais saber de descanso depois do serviço. Jantei e fui dormir. Nada de TV. Quanto aos sertanejos universiotários, eles se apresentarão hoje às 21h, também com transmissão ao vivo na TV. Esses é que não verei MESMO! Prefiro deixar sua música com os dejetos dos animais do curral, de onde deve ter vindo.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Colaborador da DVD Magazine escreve sobre Blu-Ray nacional de Ben-Hur atendendo a sugestão de blogueiro

Desde 2004 eu acompanho a revista DVD Magazine, que publica resenhas sobre lançamentos nacionais de DVDs e incluiu nos últimos anos resenhas de Blu-Rays nacionais. No dia 21 de outubro passado, tive a oportunidade de conferir o Blu-Ray nacional de Ben-Hur. Na verdade, até agora só tive tempo de conferir o próprio filme, não tendo visto ainda nenhum dos extras do terceiro disco.

Foi depois do lançamento do Blu-Ray do filme (o dia 21 de outubro passado) que escrevi para a DVD Magazine sugerindo uma resenha sobre o lançamento. Um dos editores retornou, agradecendo a sugestão e informando que não tinham feito a resenha porque eles não tinham tido acesso aos discos do filme.

Mas eis que a resenha de Jorge Saldanha está aqui. Esse lançamento é de longe um dos mais importantes do mercado de home video brasileiro em 2011, junto com o da hexalogia Star Wars também em Blu-Ray. Ben-Hur é o maior clássico do cinema nos gêneros épico e bíblico. E uma aula de cinema.

O possível fim dos comentários no Globo Online

Gostaria que os amigos que costumavam escrever comentários nas matérias do Globo Online me dissessem onde os caras enfiaram o formulário para comentários, nesse raio de reforma que fizeram no portal do jornal.

Eu participei de discussões memoráveis nas áreas de comentários do Globo Online. Os leitores do jornal (alguns com nome exposto, outros usando pseudônimos) caíam de pau uns em cima dos outros. Não raramente, sobrava porrete até para o jornal e as Organizações Globo como um todo, particularmente a nave-mãe Rede Globo.

O Globo Online acabou com a área de comentários sem justificativa alguma. Parece que os caras tem a ilusão de que acabarão com os debates em torno das notícias trazidas pelo jornal. Ledo engano da parte deles. Debateremos em outros lugares.

Como eu sou precavido contra trollagens e coisas do gênero, este blogue aqui mantém sua área de comentários aberta, ao contrário de outros blogues e de O Globo. Só veto lixo cibernético, como links maliciosos e propaganda de coisas ilícitas. Se quiserem baixar o porrete, podem baixar. Até na minha pessoa.

Não satisfeitos em acabar com a área de comentários, os caras do Globo Online copiaram direitinho o portal do irmão gaúcho Zero Hora. Nada se cria. Tudo se copia.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O Aprendiz 13

Não perca! Logo mais, no canal 13.

Protestos ditos 'apartidários' são etéreos e frescos demais

Resposta para Com Texto Livre:

"Maldito São Pedro né?"

Vai ver, o tuiteiro acredita que o primeiro Papa apoie os governos brasileiros (federal, os estaduais e os municipais).

Como eu disse antes, não participo de protestos "contra a corrupção". Essa coisa xexelenta que se autointitula "apartidária". É algo etéreo e fresco demais. Como seria também um protesto "contra a dengue", "contra o câncer", "contra a SIDA/AIDS", etc.

Protesto de verdade tem que ser contra alguém ou a favor de algo. Sendo protesto político, não pode ser apartidário. Tem que ser contra um partido ou vários. Ou a favor de um partido, se não for contra nenhum. Em todos os Estados, tem que ser, nominalmente, contra o Governo Federal e os picaretas do Congresso, situacionistas ou oposicionistas. Em estados governados pelo demo-tucanos, teria que ser contra esses governos estaduais e suas bancadas nas assembleias. Como em São Paulo, Minas e Paraná. Ou algum estrupício acredita que esses governos estaduais são imunes a protestos e à corrupção?

A Primavera Brasileira não acontecerá como esses estrupícios querem. Começará lentamente, com pequenas atitudes. Já começou no DCE da UnB, por exemplo.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A intolerância religiosa subjugando a nacionalidade brasileira

Resposta para Fatos Gerais:

Os caras ameaçam subjugar um dos pilares da nacionalidade brasileira: a tolerância mútua, embora ninguém seja obrigado a concordar sempre com todo mundo. Esse aspecto é motivo de admiração por parte de cidadãos de centenas de outras nacionalidades. Como esses maus brasileiros subjugam a nacionalidade, deviam ser enquadrados por crime de lesa-pátria.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Valores da República são muito frouxos desde sempre no Brasil

Gravação de comentário de Lucia Hippolito hoje na CBN.

Ruralistas vs. ecochatos: não tem inocentes nessa história

Não mesmo! Os ruralistas fazem a política da machadinha: derrubar todas as florestas para transformar tudo em pasto ou plantação de soja para exportação, para alimentar o gado do exterior ao invés do povo brasileiro. Já os ecochatos daqui e de fora querem que o Brasil não tenha soberania alguma sobre seus recursos naturais, sequer para usa-los racionalmente numa estratégia de desenvolvimento regional e nacional. Os ecochatos querem que tudo fique intocável, para servir de objeto de biopirataria, e para que as ricas jazidas minerais sejam gerenciadas única e exclusivamente por pseudo-nações indígenas e seus aliados gringos.

Tudo isso veio em mente depois das críticas do blogue Brasil 247 repercutidas no Com Texto Livre, a propósito dos ecochatos e do SWU. Mandei meus comentários para lá:

Junto com esses ecochatos de direita neoliberal internacionalista citados, inclua-se a esquerda ecochata internacionalista, que no Brasil inclui figuras como Leonardo Boff, aquele padre que deixou a Igreja Católica para ter liberdade de adorar a Terra tida como Deusa Gaia, a deusa de todos os ecochatos internacionalistas neoliberais da direita à esquerda.


Não tem inocente nessa história.


segunda-feira, 14 de novembro de 2011 11h53min00s BRST

zcarlos disse...


Não tem mesmo, Marcelo.


segunda-feira, 14 de novembro de 2011 11h57min00s BRST

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O cinema brasileiro de pernas pro ar

Meu amigo e xará Marcelo Pereira escreveu um texto magistral em seu blogue, em cima de outro escrito por Valério Bemfica. O texto trata com um absoluto e correto pessimismo o momento atual do cinema brasileiro.

Inevitavelmente, lembrei desse texto do xará no sábado passado, quando assisti no canal Telecine Premium o lançamento em TV paga (exceto sistemas PPV) do filme De Pernas pro Ar. Tinha visto no cinema o trailer desta produção, em seções de filmes realmente interessantes.

Já no trailer, decidi não assistir De Pernas pro Ar no cinema. A sinopse e as cenas apresentadas no trailer antecipavam o vexame cinematográfico: Alice é uma mulher com um casamento em crise (enfiada que estava no trabalho, dando pouco tempo ao filho de uns 10 anos e ao marido, mesmo para o sexo) é deixada pelo marido por uns meses, disposto a "dar um tempo para ela pensar". Ao mesmo tempo, a sujeita conhece Marcela (Putizgrila! Tinham outro nome pra dar, não?) , uma vizinha de prédio e dona de uma loja de produtos eróticos. As duas resolvem ser sócias no negócio.

Com tamanha bobagem, decidi só assistir o filme quando o liberassem para a programação normal da TV. Não ia pagar ingresso de cinema, nem comprar ou alugar DVD ou Blu-Ray, não pagaria PPV nem gastaria franquia de Internet baixando ele. Decidi ver só na TV paga, que de qualquer forma já pago, normalmente.

Me forrei de paciência e me postei na frente da TV para ver as estripulias de De Pernas pro Ar. Eu e meu senso crítico. Um escrito de Marcelo Pereira para o atual cinema brasileiro serve perfeitamente para esse filme: "uma versão carola, mas mercenária das pornochanchadas, onde no lugar dos corpos nus, vemos o tilintar das caixas registradoras em historinhas burras e malfeitas, dirigidas com preguiça e interesses mesquinhos". Se bem que, devido à própria história do filme, o que mais se vê no filme é uma profusão de toda sorte de piadinhas e produtos eróticos, principalmente de vibradores, de vários modelos, cores e tamanhos. Nudez? Pra quê?

Eu juro que assisti esse filme esperando encontrar alguma coisa positiva. Só encontrei a atuação do elenco, com exceção de uma única atriz, que jamais considerei como tal e me recuso a citar o nome. Só que elenco sozinho não tem condições de salvar um filme com uma história idiota e porca como a que foi apresentada. Fico até pasmo de terem envolvido uma criança (o ator mirim intérprete do filho da Alice, personagem principal) nessa bobajada. Aqui o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) não valeu?

O cinema brasileiro do século XXI repete todos os erros e acertos do cinema de Hollywood. Muito mais os erros que os acertos, diga-se de passagem.

Ah, De Pernas pro Ar é mais uma bobajada da Globo Filmes. Com todos os defeitos de outros filmes-TV já coproduzidos pela empresa global. O cinemão pipoca brazuca só vai pra frente se tiver o selinho da Globo Filmes ou de alguma múlti americana ou japonesa. E se tiver dinheiro público envolvido. Dinheiro do próprio bolso esses caras dificilmente põem. E tome 1 minuto e meio de patrocínios no início de tudo quanto é filme brasileiro!

domingo, 13 de novembro de 2011

Fausto Silva antes do Domingão

Houve um tempo em que o apresentador Fausto Silva (ex-Rádio Cultura de Campinas, ex-Record AM SP, ex-Jovem Pan AM, ex-Globo AM SP, ex-Excelsior AM SP, ex-TV Gazeta SP, ex-TV Record SP e ex-Rede Bandeirantes) estava longe de ser o apresentador do programa Domingão do Faustão, principal vitrine da Música de Cabresto Brasileira e de toda sorte de futilidades globais. A trajetória pregressa do Faustão pode ser conferida na Wikipedia.

O que quero destacar aqui é o único período em que acompanhei a carreira de Fausto Silva antes de ele virar o Faustão da Globo. Foi o período final e mais bem sucedido de seu programa Perdidos na Noite, quando foi apresentado em rede nacional pela Rede Bandeirantes. Antes era um mero programa local de São Paulo, apresentado inicialmente na TV Gazeta, e depois na Record.

Nas três emissoras, o Perdidos na Noite ficou famoso pela estrutura (até intencionalmente) precária, pelo humor, pela irreverência (às vezes lançando mão de palavrões) e pela absoluta liberdade concedida aos participantes do programa. Além dos aspectos descritos no texto da Wikipedia e no blogue Ou será que não?, lembro que os cantores, cantoras e músicos que se apresentavam por lá não usavam playback. Tocavam e cantavam ao vivo. Aspecto que fez o programa ser um dos preferidos para as bandas do rock oitentista. Ao contrário de outros programas (como o Cassino do Chacrinha), onde geralmente só deixavam as bandas fazerem mímica com playback.

O que faz o Domingão do Faustão ser tão inferior ao Perdidos na Noite? Acredito que seja fundamentalmente a produção. Não a estrutura, que de fato era inferior no Perdidos. O problema de hoje é a mentalidade da produção do Domingão, muito mais ligada ao estabelecido, do qual a própria Rede Globo é a principal divulgadora. Com o tempo, o próprio Faustão se moldou à mentalidade estabelecida, de modo que é quase impossível imagina-lo hoje voltando a divulgar alternativas culturais e políticas, como ele fazia antes de ingressar na Rede Globo.

Raramente vejo algo que preste nas poucas vezes em que sintonizo o Domingão, que se tornou um programa extremamente desagradável, principalmente a partir dos anos 90.

Mas há quem goste. Só lamento.

sábado, 12 de novembro de 2011

Contra a injustiça - Em defesa do Rio - 10 de novembro de 2011

Na quinta-feira passada houve uma manifestação no Centro do Rio, entre a área próxima à Igreja da Candelária e a Cinelândia, pela defesa dos royalties do petróleo para o estado do Rio de Janeiro e seus municípios produtores. O movimento foi convocado pelo Governo do Estado, de modo que fui para lá com um único objetivo: tirar fotos para o blogue, com uma visão diferente dos propagandistas do que os críticos chamam jocosamente de "a micareta do petróleo".

Só o município de Macaé (o maior produtor de petróleo do Estado e maior dependente dos royalties) enviou 7 mil manifestantes para o centro do Rio. Eles eram visíveis pela camisa uniforme que usaram.



A Furacão 2000 (velha aliada do Governo do Estado) marcou presença com um de seus caminhões de som soltando o pancadão na Avenida Rio Branco, com letras alusivas ao movimento, aos royalties e ao Rio de Janeiro. Ainda bem que não fiquei muito tempo perto.


A Força Sindical foi a primeira central sindical que vi representada na passeata. Havia várias outras, como a CUT, a maior do país.


Dilma Rousseff foi lembrada em faixas. Esperem a resposta sentados, porque em pé cansa.


Uma dupla de anônimos que estava na Cinelândia bem antes da passeata chegar protestava contra o Governo do Estado e os deputados da Assembleia Legislativa, lembrando as discrepâncias salariais entre professores, bombeiros e deputados.


Um dos destaques do dia foi sem dúvida o movimento Ocupa Rio, que incluía um acampamento na Cinelândia. O movimento seria responsável pelo maior protesto do dia: contra o desgovernador Cabral Filho. Movimento que ecoou no Centro e abafou as vozes do desgovernador e de seu cordão de puxa-sacos, de políticos a artistas, como pode ser conferido aqui.

Neste blogue, publico algumas fotos do acampamento Ocupa Rio, inclusive cartazes possivelmente colocados por membros deste e de outros movimentos sociais do Rio de Janeiro.










Foi na Cinelândia que encontrei os primeiros manifestantes do Sindicato dos Petroleiros, que exibiam este cartaz:


A Firjan também se fez presente na passeata, representando o segmento industrial.


Este grupo aqui ligado a uma escola de artes era de longe o mais animado e divertido.


Grupos de servidores com bandeiras e faixas era o que mais se via na Avenida Rio Branco.


Clube de Engenharia marcando presença.


A Associação de Moradores de Vicente de Carvalho e o diretório local do PDT foram juntos. Defendendo os royalties e o ministro Carlos Lupi, como era de se esperar.


Um grupo grande de pessoas uniformizadas representou a cidade de Campos dos Goytacazes, outro município produtor de petróleo.


São João de Meriti também estava representada.


O pequeno partido PTN também mandou representantes uniformizados e com bandeiras.


Cartaz do Serviço Geológico do Estado:


Cartaz dos empresários da região da Costa do Sol:


A UGT, outra central sindical, não tinha muitos representantes quando os encontrei.


Mais militantes do PDT defendendo Carlos Lupi:


Perto do Buraco do Lume, encontrei um grupo do Sindicato dos Petroleiros.



Uma foto da Avenida Rio Branco, com a multidão na metade do caminho entre a Candelária e a Cinelândia:


Esta foi minha seleção de fotos do movimento Contra a injustiça - Em defesa do Rio. Como vocês podem ver, não pude ficar até a noite. Mas consegui traçar um panorama de parte da manifestação, trazendo inclusive manifestos contrários às próprias autoridades que convocaram a passeata. Quem mandou quererem se apossar da indignação popular?

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Universal Music comprou EMI


The Beatles, o mais valioso nome do catálogo da EMI

Com essa, a nova Universal vai passar fácil a Sony, que já havia incorporado a BMG, ex-RCA. Ainda mais que o catálogo da EMI é infinitamente superior ao de qualquer outra gravadora da história.

O que eram cinco grandes gravadoras (Universal, Sony, BMG, Warner e EMI) agora são só três (Universal, Sony e Warner). E com o anunciado (há anos) fim do CD, daqui a pouco não sobrará nenhuma.

Fonte: Exame.

Universal e consórcio liderado por Sony compram EMI por US$ 4,1 bi


Valor do negócio ficou acima das expectativas


São Paulo – A EMI, uma das mais tradicionais gravadoras do mundo, foi vendida pelo Citigroup nesta sexta-feira por um total de 4,1 bilhões de dólares. A empresa foi dividida em duas. A gravadora, propriamente dita, foi arrematada pela Universal por 1,9 bilhão. Já a parte de publicações ficou com um consórcio liderado pela Sony, por 2,2 bilhões.


De acordo com a imprensa internacional, o valor total do negócio ficou acima das expectativas de mercado. O motivo é que os analistas estavam céticos quanto ao interesse dos compradores de apostar alto em um mercado - o de música - que passa por uma profunda transformação. Outra razão é a atual crise mundial, que já enxugou o crédito para as empresas e, portanto, dificulta a obtenção de grandes somas para bancar aquisições de vulto.


Além disso, o resultado supreendeu os observadores pelo fato de que, nos últimos meses, nem a Universal, nem a Sony eram cotadas como favoritas à compra da EMI. As apostas recaíam sobre um consórcio formado por investidores financeiros - o fundo de private equity KKR e o grupo de mídia alemão Bertelsmann, que haviam se unido para adquirir a gravadora.


A EMI foi comprada pelo Citigroup em fevereiro, quando sua antiga controladora, a Terra Firma Capital, resolveu sair do negócio. A Terra Firma havia comprado a gravadora em 2007.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Direita raivosa quer a morte de Lula, fanáticos lulo-dilmo-cabralistas querem a morte de Marcelo Freixo e ultraesquerda se une à direita cultural na defesa do fânqui

Tudo isso veio em mente após ler os textos escritos desde segunda-feira pelo ativista e blogueiro Raphael Tsavkko. Depois de saber do desejo de vários fanáticos lulo-dilmo-cabralistas de verem a morte do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ), escrevi um longo texto, que teve várias réplicas e tréplicas, que transcrevo abaixo. Cheguei à conclusão que Freixo não é o único uutraesquerdista que defende o malfadado fânqui carioca.

Resposta para Raphael Tsavkko:

Até isso os fanáticos lulo-dilmo-cabralistas aprendem dos fanáticos oposicionistas de direita: torcer pela morte dos discordantes. Se há direitistas torcendo pela morte de Lula, tem lulo-dilmo-cabralistas torcendo pela morte de Marcelo Freixo, Que, repito, é gente boa. Apesar da derrapada da parceria com os barões do fânqui, a nova e alienante música de protesto de direita.


No que diz respeito à Globo, aquele filme Tropa de Elite 2 (coproduzido pela Globo Filmes) tem um personagem chamado Diogo Fraga, o único apresentado como honesto e pacifista, ao contrário do protagonista Roberto Nascimento e do capitão André Matias. A produção do filme diz francamente que Fraga foi inspirado em Freixo. Seria a Globo tentando cooptar o Freixo e quem sabe o PSOL? A Globo é assim mesmo: sempre procurou cooptar todos os governos e todos aqueles que tem acesso ou possibilidade de acesso ao poder.

Raphael Tsavkko


Funk é mt mais q política, é manifestação cultural, goste-se ou não disso. O q ele virou é outro assunto, mas o funk de raiz é diferente e parte da cultura da favela. Há décadas se falava o mesmo do samba...


Quanto à Globo, o diretor e o principal ator dos filmes são de esquerda, não tme nada a ver o Freixo com Globo ou coisa do tipo. A Globo financia projetos não-ideologicamente alinhados a ela, deve ser reserva de mercado ou cota pra não ser chamada de fascista.

@mjdelfino

Faço a diferenciação entre o funk (o que chamam de funk de raiz: a geração de Tim Maia, Gerson King Combo, Cassiano e mesmo os primeiros bailes cariocas dos anos 70, música de qualidade) daquilo que começaram a fazer no fim dos anos 80: uma versão do miami bass americano e parceira do gangsta rap com tudo que de pior possa haver (como sexismo, machismo, rebaixamento das mulheres, etc). Este último é o funk carioca, a que eu só me refiro textualmente como fânqui, assim mesmo, abrasileirado. Com a concordância dos amigos do Rio, inclusive os irmãos Pereira.



A Globo não é a única mega corporação midiática a investir em obras ideologicamente opostas. Tem também sua irmã ideológica Fox (da News Corp), que acaba de confirmar a 23ª temporada dos Simpsons. Aquele seriado em que vários vilões e personagens elitistas são republicanos (do apresentador de telejornal ao sr. Burns, este não por acaso sósia de José Serra) e onde a heroína Lisa Simpson é democrata. Uma heresia para a Fox, declaradamente republicana.

Raphael Tsavkko


Conehces o Rap da felicidade? Uma bela música precursora do funk carioca, é uma musica de protesto.


De qualquer forma, acredito ue cabe à população da favela considerar ou não seu estilo musical válido. Funk não se resume a sexo ou violência e o Freixo não fez nada além de reconhecer isto.

@mjdelfino

Esse tal répi da felicidade é a coisa mais conformista que ouvi no Rio de Janeiro nos anos 90. Por isso que digo que fânqui é música de protesto de direita. Pra fazer o pobre se consolar com suas condições de vida precárias.

Fica tranquilo, que não vou ficar discutindo fânqui contigo. Prefiro fazer isso com os irmãos Pereira, amigos de verdade e cientes de toda a farsa por trás do fânqui.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A segurança que Tim Lopes não teve

Fiquei sabendo no blogue parceiro Pizzaria do Poder que a Rede Globo, diante dos inofensivos protestos dos pangarés da Merd TV, resolveu simplesmente tomar estas providências, copiadas pelo xará Marcelo Pereira do blogue Palavras Insurgentes:

'A primeira resposta da Globo foi, pasmem, demitir os trabalhadores que faziam a segurança da equipe. E a segunda atitude foi anunciar que agora os repórteres que entrarem ao vivo serão cercados por um aparato de proteção contra vândalos'.

Ok, os caras da Merd TV são uns Zé Ruelas, mesmo. São meros humoristas sem a genialidade dos humoristas do passado e são, involuntariamente, vassalos da concorrência da Globo. Um deles berrou ao vivo no Jornal Nacional (vide primeiro vídeo, abaixo) o nome da concorrente Rede TV!, aquela emissora da Luciana Gimenez, do Pânico...





Só que mais Zé Ruelas ainda são esses dirigentes da Rede Globo. É fácil colocar empregados para afastar protestos inofensivos (que não mudarão uma vírgula na linha neoliberal da emissora), protestos justos (O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo) e papagaios de pirata em geral. Aliás, os caras já podiam ter feito isso antes no RJ TV, onde toda sorte de papagaios de pirata costumam aparecer ao lado ou atrás dos repórteres do telejornal. Me dano se esses papagaios não tiverem algum conhecimento dentro da Globo para saber, antecipadamente, onde serão feitas as inserções ao vivo no RJ TV.

Difícil é a Globo dar segurança para seus repórteres nessa guerra civil carioca. Um tipo de segurança que o cinegrafista Gelson Domingos não teve na Band, nem Tim Lopes, na própria Globo.

O poderio global ainda é tanto que os contratos de transmissão de partidas de futebol no Brasil costumam ter cláusulas em que as emissoras tem o "direito" de terem retirados de campo os repórteres de rádio que, como os da TV, buscam entrevistar os jogadores, especialmente após as partidas. A Globo diz que os radialistas e seus microfones "sujam a imagem" deles. A imagem em HD ou SD, que fique claro. Não a imagem corporativa, suja desde o caso Time-Life.

Mas a Globo não manda mais na população brasileira. Os caras estão com medinho até da Merd TV... Com medo de sujarem a imagem, em HD ou SD.

ERRATA: Ao contrário do informado anteriormente às 6h nesta postagem, o blogue Planeta Laranja tem link apontando para este blogue aqui. O blogue que não tem link para cá é o Pizzaria do Poder. Fica meu pedido de desculpas para meu xará Marcelo Pereira.