Política, cultura e generalidades

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Organizadores da Bienal do Livro desconheciam campanha radiofônica do Pe. Marcelo Rossi

A Bienal do Livro terminou no domingo passado batendo recordes: de público (670 mil pessoas em 11 dias), de faturamento (R$ 58 milhões) e de exemplares vendidos (2,8 milhões).

A quarta-feira, feriado de 7 de setembro, teve a presença do Pe. Marcelo Rossi, autor do livro Ágape (Editora Globo, 6 milhões de exemplares vendidos). E o padre passou a semana toda no seu programa Momento de Fé na Rádio Globo chamando os ouvintes, fãs e fiéis para encontra-lo na Bienal. O resultado, segundo O Globo:

Com isso, o dia, que já prometia ser de Riocentro lotado, foi bastante confuso: o estacionamento de 8 mil lugares teve que ser fechado à tarde por falta de vagas disponíveis, o fornecimento de água foi prejudicado, as filas para lanchonetes e caixas eletrônicas demoravam ao menos meia hora e foi necessário paciência até mesmo para caminhar pelos três pavilhões que abrigam a Bienal. O local de autógrafos de Rossi teve que ser mudado, do estande da editora para um pavilhão vazio do Riocentro.


— A Bienal tem um limite, já estamos na nossa capacidade máxima. O que aconteceu na quarta-feira foi que se fez uma campanha muito forte no rádio, da qual não tínhamos conhecimento. Vamos ter que criar algumas regras para autores que não estão na programação oficial. Temos outros espaços no Riocentro que poderiam abrigar esse tipo de evento — disse Arthur Repsold, presidente da GL Events Brazil, holding que controla a Fagga Eventos, organizadora da Bienal em parceria com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL).

Não vou nem entrar aqui no mérito do padre, do quê ele escreve e de quem acompanha seu trabalho. Apenas digo que Pe. Rossi é autor, mas não propriamente escritor. É apenas um padre que vez ou outra escreve livros.

Me admira que os organizadores da Bienal do Livro não tomem conhecimento da campanha de comparecimento feita pelo seu maior vendedor em uma rádio de massa e ainda fiquem surpresos com a superlotação da feira.

Isso é demonstrar total desconhecimento a respeito de um de seus autores mais destacados e ignorância a respeito do potencial midiático que o rádio brasileiro tem, apesar do advento de tudo que veio depois, particularmente da TV e da Internet.

Depois dizem que os fãs do Pe. Marcelo Rossi é que são alienados.

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