Política, cultura e generalidades

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A grande apresentação do R.E.M. que eu presenciei

Diante do anúncio oficial do fim do R.E.M., só consigo lembrar o único show da banda em que fui. Foi na Arena Multiuso da Barra da Tijuca, durante a turnê do CD Accelerate. O disco em si é uma obra prima: R.E.M. contundente, R.E.M. tocando muito, Michael Stipe cantando como nunca, R.E.M. no segundo mais alto ponto da carreira (ponto mais alto, só o da turnê do Out Of Time).

Com uma banda dessas e um disco de inéditas histórico, o show da Barra só poderia ter sido o que foi: dos melhores que esta cidade já teve. Só uma banda como o R.E.M. tinha autoridade para, depois de trocentos anos e vários discos de inéditas, subir no palco pra tocar quase todo o Accelerate, resgatar músicas esquecidas (mas reconhecidas pelos fãs de carteirinha), brindar a plateia com grandes sucessos (que ninguém é de ferro) e deixar de fora um sucesso tido como bobo, como Shinny Happy People.

Fica aqui o agradecimento do blogue pela contribuição da banda para a história do rock. Não farei aqui a tripudiação que as hienas do Apocalipse já estão fazendo: de que a banda voltará para várias "turnês de despedida", quando a grana faltar.

Escolhi uma imagem não convencional para ilustrar o texto: o R.E.M. em sua versão simpson. Sensacional.

Texto publicado originalmente no blogue Kiss FM 91,9 Rio de Janeiro.

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