Política, cultura e generalidades

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Ainda o 11 de setembro americano e o 11 de setembro chileno

Me recusei a tratar do tema do 11 de setembro americano ontem no blogue, pelos motivos que eu e o Zé Carlos descrevemos ontem no blogue dele: saturação do assunto e muito cinismo da mídia de massa a respeito. Agora trago os meus comentários (e a resposta dele) pra cá:

E quem chora as vítimas do imperialismo americano???
Até quando o cinismo vai prevalecer...

Teremos que esperar o ano de 2013 para responder a estas questões fundamentais. Estamos em 11/9/2011, data em que o 11/9 americano completa 10 anos e o 11/9 chileno completa 38 anos. A data americana é redonda. Mas em 2013 a situação se inverterá. O 11/9 americano completará 12 anos e o chileno completará 40 anos, uma data redonda e uma excelente data para lembrarmos a cafajestagem do carniceiro Pinochet e sua turma. Se o nível de saturação em torno dos 40 anos do 11/9 chileno não for no mínimo igual à saturação de hoje em torno do 11/9 americano, aí sim poderemos perder as esperanças. O cinismo terá saído vitorioso e eterno. Hoje me recuso a acompanhar o noticiário. A coisa está ridícula. Parece até que Nova York e Washington são cidades brasileiras, e a Pensilvania um estado brasileiro.

zcarlos disse...


É a subserviência da mídia tupiniquim ao imperialismo.

O imperialismo americano não respeita ideologia alguma que não seja o liberalismo. Qualquer coisa um pouquinho diferente do liberalismo ou que lhe seja frontalmente contrário é tratada à base de porrete. E um grande porrete, aquele famoso big stick.

P.S: Esta postagem é ilustrada pela foto de Salvador Allende, presidente do Chile eleito em 1970 pela coalizão liderada pelo Partido Socialista. Foi morto em 11 de setembro de 1973 durante um golpe militar liderado pelo próprio chefe das Forças Armadas no governo Allende: o general Augusto Pinochet. Foi só o começo da carnificina.

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