Política, cultura e generalidades

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Relações Igreja-Estado, megaeventos internacionais no Brasil, Bento XVI e a Teologia da Libertação

Respostas para Tribuna da Imprensa:

Hoje em dia a própria ICAR apóia e se beneficia da separação Igreja-Estado. No Século XIX, o imperador do Brasil queria se meter até na nomeação dos bispos do Brasil. Hoje mesmo o presidente Rafael Correa quer interferir na nomeação de bispos do Equador, vetando nomes, inclusive. Na China o caso chegou ao extremo do rompimento das relações diplomáticas, à clandestinidade da ICAR e à fundação da Igreja Patriótica (sic). Não devíamos ficar preocupados com instruções de Bento XVI a seus subordinados (os bispos). Devíamos nos preocupar com políticos brasileiros vendendo a soberania nacional para terem eventos internacionais no Brasil e fazerem bandalheira neles, como a Copa 2014, a Olim Piada 2016 e agora a Jornada Mundial da Juventude 2013. Ou algum otário acredita que os sorrisos de Sérgio Cabral Filho e Eduardo Paes lá em Madrid durante a JMJ 2011 foram sorrisos de católicos devotos?

Não vou negar que tenho algumas discordâncias políticas (sem discordâncias teológicas) com relação ao papa Bento XVI. Ao meu ver, ele foi muito bonzinho com os bispos Lorscheider (Aloísio e Ivo), o cardeal Arns, o Frei Betto e outras figuras da Igreja Vermelha. Eles não deviam ter voz nem vez na Igreja. Nesse ponto, respeito Leonardo Boff, que pelo menos teve a honradez de cair fora pra procurar sua turma.

Um comentário:

  1. Rapaz, eu lembro do episódio com o Tom Morello, e até retuitei na época sua resposta a ele.

    Até gosto de RATM, mas é pretensiosismo demais querer vir se meter na politica de um país que ele nem conhece. Pregar socialismo vendendo discos é algo que chega a ser tragicômico.

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