Política, cultura e generalidades

domingo, 7 de agosto de 2011

Enfurecida com o Sindsprev/RJ, gestora do Alice Tibiriçá aumenta perseguições contra servidores

Fonte: Sindsprev/RJ.

01/08/2011
Por: Sindsprev/RJ


Na foto, a gestora Adriana (ao centro) sai escoltada após protesto dos servidores, em março deste ano


Foto: Nicolas Magalhães


Servidores do Centro Municipal de Saúde Alice Tibiriçá, em Irajá, denunciaram nessa segunda-feira, 1/08, que a gestora Adriana Andréa dos Santos Silva vem intensificando as perseguições movidas contra eles desde a publicação do mais recente Jornal do Sindsprev/RJ, em julho. Adriana é representante da Organização Social (O.S.) ‘Viva Comunidade’, que em março deste ano assumiu a gestão do Alice Tibiriçá contra a vontade de servidores e usuários. A referida edição do Jornal do Sindsprev/RJ denunciou as arbitrariedades cometidas pela gestora na direção da unidade e a queda na qualidade do atendimento após a entrada da O.S. Viva Comunidade, o que teria enfurecido Adriana Silva. Desde então, cinco servidores — uma médica do Ministério da Saúde, dois administrativos municipais e dois enfermeiros municipais — foram removidos ‘de ofício’ para outras unidades.


“As remoções foram arbitrárias e caracterizam perseguição porque em nenhum momento a administração pública explicitou a finalidade dessas remoções, o que é obrigatório segundo o regime jurídico do funcionalismo nas três esferas. Por isso já estamos estudando as medidas administrativas e até jurídicas cabíveis para garantir o retorno desses servidores que foram removidos contra a vontade”, explicou o diretor do Sindsprev/RJ Sidney Castro. Segundo ele, há cerca de 20 dias, a gestora Adriana colocou seguranças armados e a paisana no interior da unidade, intimidando os trabalhadores e até usuários da unidade. “O clima na relação entre os servidores e a diretora é de medo e receio. Todo mundo sabe que é ilegal a presença de pessoas armadas e a paisana no interior das unidades de saúde, mas as autoridades não fazem absolutamente nada e exigimos providências. Os servidores já não agüentam mais essa situação e nossa idéia é em breve fazermos um grande ato público de protesto em frente ao Alice Tibiriçá, com participação de servidores de várias outras unidades”, diz Sidney.


As chamadas ‘Organizações Sociais’ (O.S) são, na verdade, formas disfarçadas de privatização. Através das O.S. o município do Rio quer acabar com o regime jurídico único do funcionalismo e com o próprio serviço público gratuito, universal e de qualidade para toda a população.

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