Política, cultura e generalidades

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Projeto de lei visa que empresas ligadas a igrejas evangélicas não precisem pagar qualquer imposto!

Resposta para Fatos Gerais:

Afirmo desde já que sou contrário a esse projeto de lei, ainda que ele beneficie gente que divulgue o que há de bom na cultura de certos credos. Esse projeto acabará beneficiando aqueles que já são estelionatários da fé. O que vai ter de gente transformando empresas seculares em empresas atuantes no mercado religioso será uma grandeza. Pelo menos que apareça um corajoso para instalar uma rádio FM que imagino para o Rio: uma rádio não ligada a nenhuma igreja, que não tenha anúncio de nenhuma delas mas que seja musical e toque tanto músicas católicas como evangélicas. Boa música e variada, de preferência.

Mais sobre o projeto de lei em Gnotícias.

3 comentários:

  1. E eu também sou contra, pois entendo que isso além de ser concorrência desleal, fere a economia popular, pois quem paga impostos vai se prejudicar, enquanto que quem não paga vai crecer de forma assustadora. O maior exemplo disso é a Record onde esta cresce as custas do dízimo da IURD e não por conta da venda de publicidade em sua programação como a Globo. Isso ja está produzindo efeitos devastadores no mercado de Tv aberta.
    Vale lembrar que iss favorece também a lavagem de dinheiro e muitos outros crimes graves na sociedade. E ainda cria uma sociedade de classes sob religiões onde quem não tem religião fica na marginalidade. Portanto temos que nos voltar contra isso.
    Infelizmente as religiões que não apenas as evangélicas, mas até a maçonaria, estão sendo um celeiro seguro para estelionatários, ondeestes se aproveitam da boa fé e da fraquesa física e emocional das pessoas para rouba-las, assim como facilita a prática do estelionato real, aquele com punição em lei. As religiões infelizmente também viraram celeiros de estelionatários porque alí a chance de eles serem presos por estelionato e outros crimes reduz drásticamente, pois são defendidos por estes fieis de espirito enfraquecido e porque religião tem peso moral positivo na sociedade. Com isso, facilita a prática de crimes punidos em lei. Um exemplo disso é o caso da Renascer e da própria IURD.
    Cabe as religiões, como a evangélica, que é mais atingida por estes bandidos, fazer um imenso processo de depuração, expulsão e até denuncia criminal contra estes estelionatários. A grande questão é que os evagélicos pensam cada um por sí, muitos são influenciados por estes estelionatários, a maioria é desunida e acha que não ha nada a fazer, pois o mundo irá acabar com volta de Cristo, na crença deles. Com isso esta religião se afunda cada vez mais moralmente e seus seguidores acabam virando massa de manobra destes estelionatários.
    Não critico da mesma forma a Católica, pois a mesma depois de séculos cometendo crimes, procurou se redimir através do Concilio Vaticano II, ocorrido no final da década de 60 so século passado. Isso acabou levantando a reputação da Igreja Católica.
    Esse é o quadro das religiões no mundo, onde a dominação e a exploração prevalece. Cabe a quem tem boa fé lutar contra tudo isso para preservar a ideologia inicial de suas religiões. E só!

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  2. Onde está o Estado laico dito na constituição? mais uma vez rasga-se a lei para servir aos interesses dos novos fariseus.

    Alias, eu afirmo que todas as atuais igrejas pentecostais são lideradas por gente que em nada se diferem dos religiosos envolvidos com a politica e subservientes a Roma descritos na Bíblia.

    Uma das características dos antigos fariseus era que a religião era antes um meio de prosperar do que objetivo de fé sincera. Qualquer semelhança com a teologia da prosperidade não é mera coincidência.

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  3. Vale lembrar que, tanto para o caso das empresas religiosas já existentes como para aquela hipotética FM que imaginei, acredito que elas devam se sustentar se submetendo às mesmas regras das demais empresas. Ou busquem clientela cativa no mercado comercial ou se tornem fundações dependentes de doações dos interessados na manutenção de seus serviços. Já existe legislação para isso. Essa lei proposta é indevida, pois cria incentivos fiscais em um Estado que teoricamente é laico (como costuma lembrar o amigo MV Shogum), incentivos não oferecidos para empresas seculares. O Estado não é formalmente CONTRA nenhum credo (e jamais deverá ser), devendo se abster de apoiar um ou outro credo ou a falta de credo em Deus, que é a fé dos ateus, e essa fé no "não há Deus" também deve ser respeitada.

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