Política, cultura e generalidades

segunda-feira, 25 de julho de 2011

A estranha relação de paixão e ódio do Governo Lula-Dilma com a Arquidiocese do Rio de Janeiro

Há meses o Conselho Curador da EBC prometia acabar com os programas católicos dominicais Santa Missa e Palavra de Vida e o evangélico Reencontro, este aos sábados, todos transmitidos pela TV Brasil, além de outros programas religiosos nas rádios da empresa estatal. Prometiam substitui-los por programas religiosos plurais, na linha do Sagrado, da Rede Globo.

Só que ontem de manhã flagrei a TV Brasil transmitindo a Santa Missa. Não mais a produzida pela Arquidiocese do Rio de Janeiro, como a antiga missa transmitida desde a criação da TV Educativa (nome original da TV Brasil Rio), mas a retransmissão ao vivo da missa da Basílica de Aparecida do Norte já transmitida pelas TVs Aparecida, Rede Vida e Cultura.

O Governo Lula-Dilma deve ter uma relação de paixão e ódio com a Arquidiocese do Rio de Janeiro, mesmo nesta fase sob gestão de Dom Orani Tempesta, tido como um bispo "moderado", ou seja, que tenta agradar tanto a ala conservadora como a ala esquerdista da Igreja, ao contrário do que faziam seus antecessores conservadores Dom Eugenio e Dom Eusébio. Primeiro prometeram banir os programas religiosos da TV Brasil, especialmente os da Arquidiocese do Rio. Mas preferiram trocar a missa da Arquidiocese do Rio pela de Aparecida, reduto histórico dos eventos da Igreja Vermelha (como alguns eventos da CNBB, entre eles o "Grito dos Excluídos"). Deve ser uma gentileza, porque a Igreja Vermelha é devota de Nossa Senhora da Igreja Vermelha, leia-se, Dilma Rousseff. Ao mesmo tempo, o Governo (através da Aeronáutica) concede voos suspensos para bispos e padres do Rio e de Petrópolis, mesmo os conservadores, caso que comentei aqui.

Enquanto isso, permanece o carinho do Governo Lula-Dilma com o grupo Record-IURD, de Edir Macedo, seus pastores-deputados e seu bispo-senador. A recíproca não é verdadeira, já que o grupo Record-IURD ensaia um divórcio. Quem acompanha o jornalismo da Rede Record, do R7 e da Record News (agora com o neoliberal e ex-CBN Heródoto Barbeiro) sabe do que estou dizendo.

É uma atitude subversiva ser um católico fiel num país comandado por católicos infiéis, pastores picaretas, bolcheviques lulo-dilmistas, ateus e à toas.

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