Política, cultura e generalidades

domingo, 24 de julho de 2011

Em plena mídia golpista, jornalistas lamentam assédio midiático em torno das celebridades

Ontem de tarde eu cheguei em casa após ter almoçado fora. Liguei a TV e logo vi que todos os canais noticiosos estavam fazendo a cobertura do falecimento da cantora londrina Amy Winehouse, encontrada morta ontem em casa. Um acontecimento lamentável, por se tratar de uma vida humana, precocemente perdida (aos 27 anos) e também por se tratar de uma talentosa cantora de R&B e Soul que conseguiu vencer no difícil circuito mundial de música pop com uma música que tem qualidade.

Na Globo News, a âncora já estava entrevistando Tom Leão, veterano jornalista do Segundo Caderno de O Globo. Além das esperadas observações sobre a carreira de Amy e sobre os dramas da cantora em torno do abuso de drogas entorpecentes, os dois jornalistas disseram lamentar "o assédio da mídia em torno das celebridades". No caso da Amy, a mídia não deixou de mostrar exaustivamente as gafes cometidas por Amy em público, inclusive em apresentações ao vivo, e os detalhes de seu drama com as drogas. Um grupo de paparazzi da imprensa sensacionalista foi responsável pelo acidente automobilístico em Paris que matou a Princesa Diana e seu então namorado Dodi Al-Fayed.

Chega a ser engraçado ver duas figuras de ponta da mídia golpista (no caso, duas empresas globais: Globo News e O Globo) reclamando na própria Globo News do assédio da mídia em torno das celebridades. O assédio é praticado tanto na grande imprensa ou mídia gorda (da qual fazem parte os citados veículos das Organizações Globo) como na imprensa sensacionalista (parte dela propriedade da grande mídia), que foi chamada em outros tempos de imprensa marrom e hoje inclui desde tablóides sensacionalistas gringos (como os britânicos e os americanos) aos jornais populistas do Brasil (como os cariocas Meia Hora e Expresso e o mineiro Supernotícia).

Podíamos aproveitar esta hora em que o grande coiote golpista Rupert Murdoch está sendo questionado judicialmente no Reino Unido e nos EUA e fazer uma faxina ética nos meios de comunicação. Tanto patrões da mídia como seus empregados deveriam obedecer um código de ética minimamente democrático. Se eles não querem fazer a faxina, nós clientes (leitores, ouvintes, espectadores, internautas e anunciantes) deveríamos força-los a fazer. E quem pode fazer veículos de mídia alternativos (este blogue se insere neste contexto), que dê o exemplo.

A velha máxima de que "o cliente sempre tem razão" é cumprida no setor de bares e restaurantes. Deveria valer também no mercado midiático.

Um comentário:

  1. Farra global
    23 de julho de 2011


    A indecente doação de dinheiro público, R$ 30 milhões, feita pelo estado do Rio de Janeiro à Rede Globo, para serem utilizados numa festa, que provavelmente será banhada a ouro, demonstra cada vez mais quanto os “parceiros” lucrarão até 2014, e, conseqüentemente, o tamanho de rombo que está por vir em nossos bolsos.
    Uma situação indecente, facilitada pelo medo de nossos governantes, todos com rabo preso, de serem citados na programação da emissora.
    Sem contar os órgãos fiscalizadores, cada vez mais desmoralizados, incapazes de impedirem qualquer sacanagem, por menor que seja.

    isso foi postado no blog do paulinho q alias esta sob censura!! www.blogdopaulinho.net

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