Política, cultura e generalidades

domingo, 5 de junho de 2011

Roqueiros conservadores e/ou de direita no Brasil e no exterior

Outro dia, eu estava conversando com o amigo Alexandre Figueiredo a respeito de Lobão, a quem o amigo atribuiu um mau humor de direita. Pudera. Lobão propôs até uma revisão de conceitos (ou seriam preconceitos?) a respeito do Movimento de 1964, chegando a fazer brincadeira de mau gosto com as torturas que havia na época, como arrancar unhas de presos.



Tudo isso mais de 21 anos depois de Lobão ter ido no Domingão do Faustão pedir votos ao vivo para Lula durante o 2º turno da eleição presidencial de 1989.

Ora bolas. Não é a primeira vez que surge um artista de direita no mundo do rock. A história registra vários deles. Alguns só direitistas, outros apenas conservadores (mas sem serem direitistas), e outros conservadores E direitistas.

Se não me engano, o líder Roger Moreira da banda Ultraje a Rigor chegou a declarar mais de uma vez ter votado em candidatos tucanos a governador de São Paulo. Então trata-se de um direitista não conservador? Porque conservador é algo de que Roger JAMAIS poderá ser chamado. Confiram qualquer disco de inéditas ou ao vivo da banda dele.

Lá fora também há conservadores e/ou direitistas do rock. Muitos deles com talento inquestionável. O Whiplash cita nominalmente quatro deles: Elvis Presley, Neil Young, Johnny Ramone (do Ramones) e Dave Mustaine (do Megadeth). Todos apoiaram presidentes da direita republicana americana, em algum momento da carreira.

Portanto, amigos, nada de continuar achando que o rock tem que ser abrigo só de anarquistas, de esquerdistas, de militantes seja lá de que causa tida como progressista ou de porras loucas em geral. O rock é um gênero musical onde cabe tudo. Não se ultrapassa 55 anos de vida impunemente.

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