Política, cultura e generalidades

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Rodrigo Pimentel: de caveira a líder do Governo do Estado no RJ TV

Nessa história toda de a imprensa carioca ser quase toda governista (apoiar o governador e o prefeito e esconder suas falhas), o papel mais ridículo cabe a uma figura com um passado glorioso de bons serviços prestados à Nação: Rodrigo Pimentel, ex-oficial da Polícia Militar, ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e hoje uma espécie de líder do Governo do Estado no RJ TV. É simplesmente patético que a Rede Globo de Televisão (a fina-flor do Partido da Imprensa Governista, o PiG do Rio de Janeiro) tenha contratado esse senhor (que deu baixa da PM, agora tendo que arrumar um patrão privado) para fazer a defesa da política de insegurança pública do senhor Sérgio Cabral Filho, de quem jamais ele apontou falha alguma nesses mais de quatro anos de Governo. Se o governador foi reeleito tão facilmente, agradeça à Rede Globo (que propagou essa ficção de pax armada no Estado do Rio de Janeiro) e a Lula.

A propaganda oficial diz que situações acontecidas na carreira policial de Rodrigo Pimentel inspiraram parte da personalidade do controverso Roberto Nascimento, protagonista dos filmes Tropa de Elite. Ok, o sucesso dos dois filmes foi merecido, a despeito de eles serem os equivalentes brasileiros de filmes tipo os de Schwarzenegger ou de franquias tipo RoboCop, cujo novo filme será, aliás, dirigido pelo mesmo José Padilha da franquia Tropa de Elite. Mas observem que os dois filmes da franquia contam com o indefectível apoio do Governo do Estado, sendo que o segundo filme tem o requinte de contar com helicóptero de verdade da PM, caveirões de verdade do Bope e militares do Bope na figuração, de uniforme e tudo.

NUNCA os filmes Tropa de Elite fariam referência satírica ou irônica ao atual Governador de Estado. Apesar de que o "mocinho" Diogo Fraga do segundo filme foi assumidamente inspirado naquele deputado frouxo que fala grosso com os milicianos e convive harmoniosamente com os líderes do fânqui carioca, a facção fluminense da Música de Cabresto Brasileira. O Governo do Estado é podre, e sua oposição na Alerj também é.

Se querem acompanhar a verdadeira situação do Governo do Estado do Rio de Janeiro, não recorram à grande imprensa carioca. Nem a filmes patrocinados pelo Governo do Estado ou com o selinho da Globo Filmes.

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