Política, cultura e generalidades

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Qual é o Deus da Constituição que diz que o Estado é laico?

Resposta para Com Texto Livre:


zcarlos disse...


Estávamos discutindo religião até aqui.
Se é pra debater Política e Religião, então o papo é outro.
Por que são eleitos parlamentares representantes de igrejas?
Por acaso eles não representam uma parte da população?
O mais importante nisso é manter o Estado laico. Coisa que nem na Constituição é respeitado. Basta ver seu preâmbulo.


quinta-feira, 30 de junho de 2011 13h40min00s BRT

Pois é, Zé Carlos. Chegamos num ponto em que concordamos: a política brasileira está uma zona, e não é de hoje. Eu digo que nem lulo-dilmistas botaram ordem nesta zona, e não seriam os demo-tucanos que botariam, ao contrário do que as dondocas reacionárias disseram durante a campanha José Serra 2010. Haja vista a citação de Deus no preâmbulo da Constituição que lá na frente afirma o laicismo do Estado, coisas que os constituintes (de Lula aos tucanos) deixaram passar tranquilamente. Parece que querem agradar a todos, exceto os ateus, já que quem não é ateu (se for mesmo ateu, não reconhece nem a si mesmo como Deus) pode dizer que o Deus citado na Constituição pode ser qualquer coisa: o Deus de Abraão, o Deus de Isaac, o Deus de Jacó, a Santíssima Trindade dos cristãos, o Allah do Islã, as divindades dos credos politeístas ou panteístas, a Deusa Gaia da última Campanha da Fraternidade e dos ecochatos de butique, talvez o próprio Estado ou o próprio indivíduo que reconhece a si mesmo como Deus e Senhor de sua vida... Parece que interessa à classe política que aí está manter a farsa política já a partir do início da Constituição, com a própria Carta Magna contradizendo a si mesma. Não nos surpreendamos com os demais anacronismos da legislação brasileira e nem com o descumprimento da mesma. A zona se reflete em todas as legislaturas do Parlamento brasileiro (federal, estadual e municipal), onde sempre tivemos as bancadas só de alguns: a bancada evangélica, a bancada espírita, a bancada católica, a bancada ruralista, a bancada do futebol, as bancadas da saúde (a dos defensores do SUS e os defensores da rede privada), a bancada dos empresários, a bancada da radiodifusão, a bancada dos sindicalistas... A única bancada que nunca houve é a bancada de defesa soberania nacional e da população brasileira como um todo.

zcarlos disse...


Considero que essas bancadas fazem parte do jogo democrático. É natural que existam.
Não se pode é aceitar que queiram ganhar no grito; e não no voto.


quinta-feira, 30 de junho de 2011 18h19min00s BRT

Pois é, Zé Carlos. Mantenhamos nossa conversa disponível nos blogues, para todos acompanharem. Abs

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