Política, cultura e generalidades

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Esquerda apoiaria movimento trabalhista dos militares federais? Duvide-o-dó

É engraçado quando algum político ou parlamentar de esquerda apoia pessoalmente o movimento trabalhista que os bombeiros militares do Rio de Janeiro estão fazendo para reivindicar salários justos e melhores condições de trabalho junto ao governador Sérgio Cabral Filho.

E por que acho graça? Porque duvido que qualquer esquerdista apoiasse um movimento trabalhista semelhante se esse fosse promovido pelos militares das FFAA (Exército, Marinha e Aeronáutica) junto à presidenta que a esquerda inventou. E não estou me referindo a golpe porríssima nenhuma, mesmo porque o movimento dos militares do Rio está longe de derrubar o governador Cabral Filho.

Pelo menos desde a gestão Collor, todos os governos federais tem promovido sistematicamente o sucateamento das FFAA e o achatamento salarial dos vencimentos dos militares. A ponto de muitos jovens oficiais preferirem trocar a carreira nas FFAA por carreiras no serviço público civil ou mesmo no setor privado, pois ambos os setores pagam salários mais adequados a profissionais qualificados no mesmo nível que esses militares.

O achatamento salarial e o sucateamento das FFAA começou lá atrás no Governo Collor, seguindo a tendência neoliberal de sucatear todo o serviço público, civil ou militar. Continuou com Itamar. Com o ex-exilado FHC, o ex-preso Lula e a ex-presa e ex-torturada Dilma, a coisa adquire ares de uma doce vingança contra os golpistas de 1964. Só que as vítimas não são quem deveriam ser (ex-torturadores, ex-carcereiros, escroques, estrupícios, etc), mas as FFAA e os militares de hoje sem relação com os golpistas. A coisa teria continuado da mesma maneira, se o presidente hoje fosse o ex-exilado José Serra ou qualquer outro dessa geração de ex-presos, ex-torturados, ex-exilados, escroques, estrupícios...

Se esse movimento militar iniciado no Rio de Janeiro se nacionalizar, não vai adiantar os politiqueiros chorarem ou ficarem de mi mi mi, como faz o governador do Rio. Aliás, já estou ouvindo deputados de direita se borrando com essa possibilidade. Logo, logo os de esquerda se borrarão, também.

Nenhum comentário:

Postar um comentário