Política, cultura e generalidades

sábado, 28 de maio de 2011

Jean BBB: na votação do Código Florestal, a coragem se esvaziou como uma bexiga solta na Parada do Orgulho Gay

Esse partido de desterrados do PT (ainda assim, linha auxiliar do petismo) chamado Partido Socialismo e Liberdade (???) está virando um partido pródigo em abrigar deputados picaretas. O que faz o partido ser tão comprometido com a bandalheira nacional como todos os outros 20 e tantos partidos representados no Congresso Nacional.

O que o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) fez na semana passada e nesta semana fez cair por terra toda essa imagem de ídolo e bom defensor dos direitos civis, que vem sendo divulgada tanto pela ultra esquerda como pelo Partido da Imprensa Golpista. Quando é pra fazer bandalhas, a esquerda e o PiG se unem rapidinho.

Jean Wyllys é um professor de História baiano, que segundo amigos meus que moraram em Salvador, era um bom sujeito. Até acredito neles. Nos meus amigos, não no Jean, que fique claro. Ele pode ter sido um bom professor. E bons professores são, de fato, heróis, já que levam sua vocação adiante, apesar da falta de infraestrutura e dos baixos salários. Entra Governo, sai Governo e a situação dos professores continua a mesma.

Mas aí o professor cismou de entrar para o famigerado Big Brother Brasil, da Rede Globo. Com as costumeiras edições tendenciosas do BBB, o professor angariou simpatia popular, e acabou vencendo a edição do programa.

O agora "Jean do BBB" não voltaria para a Bahia. Ficou no Rio de Janeiro. Não quis ficar na Rede Globo ou iniciar carreira de artista, como alguns picaretas brothers and sisters sem talento costumam fazer. Menos mal. Jean Wyllys assinou contrato com a Rádio Globo, onde foi um dos colaboradores do programa Amigas Invisíveis, que ia ao ar de 13 a 15h. O programa foi extinto para dar lugar ao Se Liga Brasil.

Jean saiu do rádio, continuou a ser professor e resolveu enveredar na carreira política. Entrou no PSOL-RJ, e se candidatou a deputado federal em 2010. Teve uma votação que talvez não fosse suficiente para elege-lo sequer vereador da capital, mas graças à votação estupidamente alta do mentor Chico Alencar, os votos da legenda catapultaram Jean BBB para uma segunda cadeira de deputado federal pelo PSOL-RJ. Enquanto isso, a gaúcha Luciana Genro (PSOL-RS) teve uma votação bem maior, foi a primeira colocada da legenda mas ficou de fora da Câmara porque a legenda não obteve sequer uma cadeira no Rio Grande do Sul.

Jean Willys teria feito bem se tivesse permanecido apenas defendendo os direitos civis da comunidade que ele representa, que no caso é a comunidade GLBTT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Transgêneros). Não há de se negar direitos civis a uma comunidade de cidadãos, enquanto esses direitos não afetarem os direitos dos demais.

Só que, nesta semana, caiu a máscara do novo super-herói inventado pela esquerda brasileira e pela mídia golpista. Tivemos a votação do novo Código Florestal, aquele que anistia de multa aqueles que devastaram florestas nos últimos anos para criar gado e plantar de tudo, inclusive produtos transgênicos e soja para exportação. Quase todos os partidos liberaram suas bancadas para votarem como bem entendessem. Foi uma mixórdia. O código foi aprovado com votos de deputados de quase todos os partidos, e os mesmos partidos tiveram deputados votando contra. O quem é quem da votação está aqui. Apenas dois partidos fecharam questão, e votaram NÃO com unanimidade: o PV e o PSOL.

Unanimidade só entre os que apareceram no plenário. Porque, dos três deputados do PSOL, só dois apareceram: Chico Alencar e o paulista Ivan Valente. Adivinhem quem faltou à votação?







Diga-se de passagem: ele foi o ÚNICO dos 46 deputados federais do Rio de Janeiro que faltou à votação.

Pois é, gente. Jean Wyllys só vira macho para brigar com Jair Bolsonaro (PP-RJ), picaretas de Cristo, a extrema direita e homofóbicos em geral. Mas, pra dizer um NÃO pros ruralistas e pra bancada da machadinha, ele falta à votação. A coragem do ex-BBB se esvaziou como uma bexiga solta nessas Paradas do Orgulho Gay que acontecem todo ano.

Pra quê nós pagamos um deputado federal que falta nas votações mais importantes???

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