Política, cultura e generalidades

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Mais um derrotado de 2005 quer reverter resultado do Referendo

Fonte: Agência Senado.

11/04/2011 - 11h32


Sarney vai levar aos líderes partidários revisão do Estatuto do Desarmamento

Logo ao chegar ao Senado, na manhã desta segunda-feira (11), o presidente do Senado, José Sarney, disse que vai submeter às lideranças partidárias, a proposta de elaboração de uma lei que revise o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003).


Sarney também disse ser possível a realização de novo referendo para tratar do desarmamento. Na última sexta-feira, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) defendeu a retomada da discussão sobre o desarmamento e sugeriu, inclusive, a convocação de um novo referendo.


- Desde o princípio, tenho dito a vocês que acho possível e acho que temos que tomar uma iniciativa nesse sentido. Vou tratar disso na próxima reunião com os líderes dos partidos para ver se nós imediatamente temos condições de votar uma lei modificando o que foi decidido no referendo, e fazendo um novo referendo - afirmou o parlamentar.

Na consulta popular realizada em 2005, mais de 60% da população votou contra a proibição do comércio de armas de fogo e munições no país.


- O Rui Barbosa dizia que só quem não muda são as pedras. O que não se deve é mudar do bem para o mal e do mal para o pior. Nós estamos mudando do mal para o bem, de maneira que eu acho que a população vai ser sensível - assinalou o presidente do Senado.


Sarney também elogiou a iniciativa do Ministro da Justiça de convocar uma reunião com organizações não governamentais para debater a realização de uma nova campanha do desarmamento.


- Acho que qualquer iniciativa no sentido de promover, de criar uma consciência nacional contra o desarmamento, é muito bem vinda. Toda vez que temos armas no país, evidentemente que elas têm por finalidade aumentar o crime - afirmou.


Rodrigo Baptista / Agência Senado

Fonte: Agência Senado.

11/04/2011 - 11h12


Plebiscito, só depois de debates, diz Jucá


Matéria atualizada às 11h22


"Entrar direto num novo plebiscito sem uma prévia discussão, isso não. O plebiscito deve ser resultado de um debate". Assim o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) manifestou-se na manhã desta segunda-feira (11) sobre a ideia de a população brasileira ser novamente convocada a decidir a respeito da posse de armas por civis.


Em 23 de outubro de 2005, foi realizado um referendo acerca do tema. A maioria dos votantes (59 milhões de pessoas ou 64% dos votos válidos) optou por não proibir o comércio de armas e munições.


O Ministério da Justiça reúne-se ainda nesta segunda com organizações não-governamentais empenhadas no combate à violência para discutir estratégias destinadas a antecipar a campanha de desarmamento deste ano. Inicialmente prevista para junho, a campanha será antecipada em razão do massacre que vitimou 12 crianças no Rio de Janeiro na semana passada.


Um novo referendo para que a população se pronuncie sobre a retirada de armamento e munição das mãos de civis também está em discussão.


- Eu defendo o desarmamento, acho que deve haver menos armas nas ruas. Sou a favor de uma ampla discussão desse assunto com a sociedade. Sou a favor de ampliarmos a conscientização a respeito desse assunto. Mas esse plebiscito deve acontecer apenas como resultado de um amplo debate - opinou Jucá.


Teresa Cardoso / Agência Senado

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