Política, cultura e generalidades

domingo, 10 de abril de 2011

Derrotados do referendo de 2005 ainda reclamam do resultado e livram a cara dos governos

É impressionante a capacidade dos oportunistas de toda ordem. Foi só descobrirem que o autor do massacre de Realengo de quinta-feira passada utilizou duas armas ilegais (uma com numeração raspada, outra roubada há 18 anos) para virem os derrotados do Referendo de 2005 reclamando do resultado (quase seis anos depois da derrota) e tentarem, de alguma forma, diminuírem os prejuízos que tiveram depois que a população brasileira disse um sonoro NÃO pra essa cambada.

Hoje, a jornalista Dorrit Harazim escreveu a seguinte pérola em artigo de O Globo:

Foram milhões de brasileiros que se emocionaram com as cenas de Realengo, e milhares os cariocas que se juntaram espontaneamente ao luto.


Quantos deles estavam entre os que votaram contra o artigo 35 do Estatuto do Desarmamento, em 2005? No referendo do 23 de outubro daquele ano, 64% dos brasileiros votaram contra a proibição da comercialização de armas de fogo e munição em todo o território nacional.

Quanta inteligência! O sujeitinho matador de crianças estava usando armas ilegais, pombas. Mesmo que o comércio legal de armas e munição tivesse sido proibido em 2005, sujeitinhos como o atirador continuariam tendo acesso a armamentos por vias ilegais. Também... Os governos federal e estaduais não combatem o tráfico de armas e não dão segurança aos cidadãos, que há décadas estão á mercê de assaltantes, mesmo dentro de casa. Um desses ladrões foi quem roubou uma das armas que foi comprada há cerca de um ano pelo matador de Realengo.

A grande questão é que os picaretas ressuscitaram esse tema de desarmamento como uma cortina de fumaça para não se discutir um problema maior: a falta de segurança que atinge todo o país, notadamente por responsabilidade do desgoverno federal e diversos desgovernos estaduais. Especialmente do desgoverno do Rio de Janeiro, já que a imprensa local (O Globo incluído) é quase toda chapa branca. Acoberta os desmandos do desgovernador Sérgio Cabral Filho. E quando mostra algum problema, dá um jeitinho de jamais citar o nome do desgovernador. Uma boa conversa mole com a ajuda de ONGs oportunistas como o Viva Rico, digo, Viva Rio, vem bem a calhar.

Ainda que o matador de Realengo tivesse usado armas legais, o problema da insegurança pública continuaria.

Quanto à jornalista Dorrit Harazim, tenho uma ideia pra ela. Que tal quebrar o sigilo dos votos? Quem sabe assim poderíamos descobrir os nomes dos 59.109.265 eleitores que rejeitaram o artigo 35 do Estatuto do Desarmamento e coloca-los todos no paredón.

Particularmente o jornal O Globo não se conforma nem com a derrota de 2005 (já que as Organizações Globo apoiaram o SIM no referendo) nem com as derrotas nas eleições presidenciais de 2002, 2006 e 2010.



Falando em insegurança pública: onde estão os responsáveis pelo atentado contra Ricardo Gama? Estão sendo acobertados por alguém?

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