Política, cultura e generalidades

sábado, 30 de abril de 2011

Tribuna da Imprensa: da era da passionalidade para a dureza da independência

Resposta para Tribuna da Imprensa:

André Carvalho
abril 8th, 2011 at 0:59
Delfino, estás desinformado quanto à posição da Tribuna no golpe de 1964

Realmente, é difícil lembrar os pormenores da história política a todo momento. Peço desculpas aos colegas, especialmente o André Carvalho. Carlos Lacerda (o então proprietário da TRIBUNA) apoiou o movimento de 1964. Quando viu que o regime cancelou a eleição direta para a sucessão de Castelo Branco, viu que não poderia ser candidato a Presidente, e passou para a oposição. Queria até fazer uma “frente democrática” com João Goulart, JK e outras figuras… Acabou cassado pelo próprio regime que ajudou a criar. Com dificuldades financeiras, vendeu a TRIBUNA para seu colaborador Hélio Fernandes, que já estava no jornal. Hélio criou uma linha democrática e nacionalista para o jornal. Coisa que o jornal não tinha nos tempos de Lacerda, tempos de passionalidade absoluta. O preço que Hélio pagou pela independência está aí: o jornal virou um blog. A indenização do Banco do Brasil serviria para reerguer o jornal. Mas FHC, Lula e agora Dona Dilma mandam segurar o dinheiro.

Os Melhores Momentos (?) do Casamento Real

Você percebe que esse casamento real do príncipe William de Cambridge com (a agora princesa) Kate de Cambridge já deu o que tinha que dar quando flagra a Globo News (como eu flagrei há pouco mais de uma hora atrás) exibindo um programa com "Os Melhores Momentos (?) do Casamento Real". Os caras espremem o bagaço até sair a última gota dessa laranja. E laranja real.

Desliguei a TV, porque tenho mais o que fazer.

A privatização dos aeroportos

Resposta para a comunidade Rio de Janeiro - RJ:

Concessão da exploração de alguns aeroportos a iniciativa privada, por meio de um contrato de concessão

Eufemismo para privatização. Assim como as famigeradas Organizações Sociais nas secretarias de saúde dos estados do Rio e de São Paulo e na Prefeitura do Rio.

Mas é aquela história: pro Governo Lula-Dilma e seus aliados fisiológicos, só eles podem privatizar. Demos e tucanos? Nem pensar!

O problema é que não se privatiza o que deve ser privado nem se estatiza o que deve ser controlado pelo Estado. Depende do caso, da época e do lugar. E quando fazem, fazem errado.

Essa lambança nos aeroportos entrará na fatura da roubalheira da Copa 2014. Aguardem e cobrem a fatura dos culpados. As próximas eleições estaduais e presidenciais serão feitas em outubro de 2014. Logo depois da Copa.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O fânqui do RJ TV

O RJ TV 1ª Edição está passando esta semana inteira divulgando o famigerado fânqui carioca supostamente bem sucedido a partir da Internet, com supostos 5 milhões de acessos para cada vídeo postado por grupelhos cujos nomes nem me darei ao trabalho de citar aqui, pra não dar destaque a quem não merece. Depois vem os intelectuais de penico, barões do fânqui e os deputados frouxos dizendo que o fânqui é "alternativo", que o fânqui é antimídia (como se a própria Internet não fosse também grande mídia, só que aqui ainda há espaço para contestações) e que não conta com o apoio do Partido da Imprensa Golpista e de seu rival Partido da Imprensa Governista.

Sobre esses vídeos de fânqui que supostamente bombam na Internet, isso confirma o que digo: um carro na mão de um irresponsável vira uma arma. Computadores também.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Governo regressista de Lula e de Dilma jogou fora toda a autoridade moral que pensava ter

Resposta para Mingau de Aço:

Vale lembrar que um dos recentes entrevistados das famosas páginas amarelas da Veja (logo ela!) disse e a revista publicou: a esquerda é mais inteligente. Pensei imediatamente nos livros, nos filmes, na música, nas peças de teatro, nas artes plásticas e mesmo em programas de TV feitos por esquerdistas declarados.

São poucas as obras apreciáveis feitas por direitistas. Elvis Presley apoiou Richard Nixon, Neil Young apoiou Ronald Reagan, Johnny Ramone apoiou Reagan e George W. Bush, e a banda Megadeth apoiou George W. Bush. Leia em http://whiplash.net/materias/curiosidades/064627-megadeth.html. Aqui no Brasil, nossa musa Paula Toller pediu votos para Geraldo Alckmin em um show na Lapa, em 2006. Ferreira Gullar tem apoiado todos os candidatos presidenciais tucanos nas últimas eleições. Dominguinhos tocou nas campanhas de FHC em 1994 e 1998, na de José Serra em 2002 e na de Alckmin em 2006.

No quadro geral, a cultura de massa divulgada pela direita é essa cultura brega-popularesca que conhecemos, que envolve livrinhos de autoajuda, filmes com linguagem de Rede Globo e/ou de blockbusters americanos, música brega-popularesca (gospel ou não) e, claro, toda a produção da TV aberta, da Globo à Record.

Só que esse governo regressista de Lula e de Dilma jogou fora toda a autoridade moral que pensava ter. Adotou a mesma política apátrida de praticamente todos os governos que vieram depois de Getúlio Vargas. O Governo Lula-Dilma gerou mais emprego e renda que o Governo FHC. Pra quê? Pra nova classe mérdia almejar TER mais coisas do que em SER alguém. Pra consumir a cultura brega-popularesca que a direita extirpada do quadro partidário continua promovendo na mídia de massa. Pra adestrar a classe trabalhadora em cursos técnicos e universitários feitos de qualquer maneira por meio dos PruUni da vida, e depois trabalharem para corporações exploradoras e neoliberais. Ou quem sabe prestarem concursos públicos e se tornarem servidores extremo-estatistas (desses que acham que até os supermercados deviam ser estatais) e massa de manobra do PT, que aplicará neles o medo das privatizações se ainda restar alguém da direita na oposição. Um formidável eleitorado cativo.

Com a Copa 2014 e a Olim Piada 2016 chegando, a hora da desmoralização total da esquerda brasileira virá. E não adiantará fazer beicinho, dar pití e bater os pés no chão, dizendo que é tudo culpa do demo-tucanato. A essa altura, os demo-tucanos estarão extirpados, cumprindo a vontade do grande e idolatrado deus pagão de barba branca, que infestou o Palácio do Planalto por oito anos. Voltarei a este tema.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Governos sem oposição são governos obscurantistas

"Começo a ficar muito preocupado. Um país sem oposição forte corteja com o obscurantismo. Sem pluralidade, não se sabe o que ocorre efetivamente nos escaninhos do Estado e nas esferas políticas. Todos governos absolutos trouxeram para seu interior a oposição, sem que se soubesse o que ocorria. Tudo se negocia em salas fechadas. O governismo que toma conta do país é, assim, preocupante."

Resposta para Rudá Ricci:

Mas não foi o próprio Apedeuta que disse que o DEM devia ser extirpado da política brasileira? Provavelmente ele também queria extirpar o PSDB, junto.

Eu penso como você: acredito que precisamos de uma oposição forte. Que não precisa ser necessariamente o DEM nem o PSDB, que não fazem falta. Pode ser uma oposição de direita, uma oposição nacionalista ou ambas.

Parabéns pelo seu texto, Rudá. Você é um dos poucos blogueiros progressistas que eu gosto e que acompanho. A quase totalidade dos demais, francamente, parece pensar com o estômago ou com o bolso. Não com o cérebro.

Angra e Parangolé: matéria sobre plágio na Rede Record

terça-feira, 26 de abril de 2011

ONU acusa Governo brasileiro de desalojar pessoas à força por conta da Copa e Olimpíadas

Mas sobrou também para os governos paulistas dos demo-tucanos de São Paulo e Rio Grande do Norte, o governo neo-PSDista da cidade de Sampa e diversos governos lulo-dilmistas pelo país afora.

Fonte: Yahoo.

Genebra, 26 abr (EFE)- A relatora especial da ONU para a Moradia Adequada, Raquel Rolnik, acusou nesta terça-feira as autoridades de várias cidades-sede da Copa do Mundo e do Rio de Janeiro, que receberá as Olimpíadas, de praticar desalojamentos e deslocamentos forçados que poderiam constituir violações dos direitos humanos.


"Estou particularmente preocupada com o que parece ser um padrão de atuação, de falta de transparência e de consulta, de falta de diálogo, de falta de negociação justa e de participação das comunidades afetadas em processos de desalojamentos executados ou planejados em conexão com a Copa e os Jogos Olímpicos", avaliou.


Raquel destacou que os casos denunciados se produziram em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Natal e Fortaleza.


A relatora explicou que já foram feitos múltiplos despejos de inquilinos sem que se tenha dado às famílias tempo para propor e discutir alternativas.


"Foi dada insuficiente atenção ao acesso às infraestruturas, serviços e meios de subsistência nos lugares onde essas pessoas foram realojadas", afirmou Raquel.


"Também estou muito preocupada com a pouca compensação oferecida às comunidades afetadas, o que é ainda mais grave dado o aumento do valor dos terrenos nos lugares onde se construirá para estes eventos", acrescentou a relatora.


Raquel citou vários exemplos, como o de São Paulo, onde "milhares de famílias já foram evacuadas por conta do projeto conhecido como 'Água Espraiada', onde outras dez mil estão enfrentando o mesmo destino".


"Com a atual falta de diálogo, negociação e participação genuína na elaboração e implementação dos projetos para a Copa e as Olimpíadas, as autoridades de todos os níveis deveriam parar os desalojamentos planejados até que o diálogo e a negociação possam ser assegurados".


Além disso, a relatora solicitou ao Governo Federal que adote um "Plano de Legado" para garantir que os eventos esportivos tenham um impacto social e ambiental positivo e que sejam evitadas as violações dos direitos humanos, incluindo o direito a um alojamento digno.


"Isto é um requerimento fundamental para garantir que estes dois megaeventos promovam o respeito pelos direitos humanos e deixam um legado positivo no Brasil", finalizou.

Fonte: Rádio ONU.

Raquel Rolnik, responsável pelo Direito à Moradia Adequada, afirma que recebeu várias alegações sobre despejos e deslocamentos relacionados à realização dos dois eventos desportivos.


Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.


A relatora especial das Nações Unidas, Raquel Rolnik, afirmou que o Brasil está 'fora de curso' para sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.


A declaração foi feita num comunicado divulgado, nesta terça-feira, em Genebra, sede do Conselho de Direitos Humanos da ONU.


Despejos


A relatora contou que recebeu várias alegações sobre despejos, remoções e desalojamentos de moradores, que segundo ela, levariam à violação dos direitos humanos.


Nesta entrevista à Rádio ONU, Raquel Rolnik, falou, de São Paulo, sobre as denúncias que recebeu.


"Essas remoções não têm acontecido de acordo com os padrões internacionais, estabelecidos pela ONU, para casos desse tipo. Remoções podem acontecer, entretanto, elas devem respeitar uma série de condições para que elas possam ser feitas, respeitando os direitos humanos das pessoas envolvidas. Isso não tem acontecido em grande parte dos casos", afirmou.


Comunidades Afetadas


Raquel Rolnik contou que as alegações incluem as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Natal e Fortaleza.


Ela afirmou que "está particularmente preocupada com um aparente padrão de falta de transparência, consultas, diálogo e negociação justa com as comunidades afetadas pelo processo de organização do Mundial de Futebol e dos Jogos Olímpicos".


A relatora das Nações Unidas contou que muitos moradores estariam recebendo ofertas limitadas de indenização. Segundo Raquel Rolnik, o problema é ainda mais grave quando as propriedades estão sendo valorizadas por causa dos eventos.


Tempo


Ela afirmou que enviou uma carta ao governo brasileiro, em dezembro, mas conta que ainda não recebeu nenhuma resposta. Para a relatora, a divulgação do comunicado deverá abrir um debate sobre as alegações.


"Ainda há tempo, na medida em que todas essas obras estão começando. Ainda há tempo de se elaborar um plano de legado sócio-ambiental, de promoção dos direitos humanos no âmbito da Copa e das Olimpíadas. Ainda há tempo para que o governo brasileiro assuma uma outra postura em relação a esse tema e se torne uma referência no direito relacionada à moradia se mudar radicalmente essa questão em relação aos eventos ligados à Copa e às Olimpíadas", afirmou.


Raquel Rolnik afirmou que em Belo Horizonte cerca de 2,6 mil famílias estariam sendo ameçadas com a remoção. Já no Rio de de Janeiro, várias famílias teriam sido desalojadas em dezembro.

Resposta para os inocentes úteis (ou não) que imaginam a Kiss repetindo todos os erros da Rádio Cidade

Só me desculpem por transcrever os textos dos colegas do Orkut que normalmente escrevem igual a cara deles. Aliás, alguns nem mostram a cara...

Fonte: Comunidade VOLTA Rádio Cidade 102,9!!.

rodrigo


SOBRE A KISS FM NO DIAL CARIOCA
sei q vai ser foda se a kiss vier pro rio(se realmente vier,pois tá demorando),,mas pensa comigo, a KISS só toca CLASSIC,,por isso nós orfãos da radio rock não vamos poder ouvir as musicas q tocavam com frequencia na cidade,,,nesses dias fiquei ouvindo a kiss na met pela manha e a maioria das musicas eram dos anos 70 e 80,,a mais recente foi IRIS do GOO GO DOLLS,,,,eu sei q a maioria das musicas de rock de hj tá uma droga,,mas tmb tem coisa boa por ai, é só procurar,,e a KISS não é radio de tocar novidade,,ñ concordam???


Vitor POTTER -


é
A KISS é mais clássica! Mas de repente mude um pouquinho só aqui no Rio, quer dizer eu acho né!

Amigo Vitor, esqueça essa de Kiss Rio ser diferente da Kiss Sampa. A Kiss Campinas, a Kiss Brasília e a Kiss Litoral (SP) repetem integralmente a programação da Kiss Sampa. Pegam o som do satélite e põem direto no ar. Só tiram os intervalos paulistanos, pra botar intervalos locais ou mesmo deixar a rádio muda. Às vezes até deixam passar esses intervalos.

A Kiss vem para cumprir uma função educativa, como se fosse o filme School of Rock no rádio (já viu esse filme?), mesmo sendo rádio comercial. Tipo: “escute, ISTO aqui é rock”. Na boa: não dá pra fazer isso com aquela programação que a Cidade teve.

Portanto, espere muito classic rock, flash backs ou sons novos de bandas veteranas. Nada de rock recente na Kiss FM. Isso é coisa pra outra rádio, pra Internet ou pra quem cai na noite pra ver as bandas ao vivo.

Texto publicado originalmente no blog Kiss FM 91,9 Rio de Janeiro.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O que falta o tal do coronel Coturno Noturno fazer

Mas não fez ainda porque falta-lhe independência suficiente para isso.

Resposta para Coturno Noturno:

O Coronel deveria denunciar que os autointitulados Blogueiros Progressistas adoram chamar a mídia oposicionista (em relação a Lula e Dilma) de PiG - Partido da Imprensa Golpista: Editora Abril, Estadão, RBS e principalmente Folha e Organizações Globo. Mas as dondocas progressistas não chamam a mídia governista carioca (em relação aos governos Sérgio Cabral Filho e Eduardo Paes) de PiG, Partido da Imprensa Governista. E os dois são lulo-dilmistas. Dois pesos, duas medidas.

A direita é necessária. Não o demo-tucanato

Na barra lateral deste blog, há uma variedade enorme de blogs. Blogs governistas, blogs oposicionistas de direita, blogs oposicionistas de esquerda, blogs liberais, blogs neoliberais, blogs comunistas, blogs socialistas, blogs de esquerda autênticos, blogs de esquerda falsificados, blogs de direita assumida, blogs de direita não assumida, blogs envergonhados, blogs sem vergonha, até mesmo alguns blogs extremistas, da direita ou da esquerda, conforme o caso. Blog politizado totalmente INDEPENDENTE eu só conheço um: este aqui.

Acompanhando esses blogs, percebo que alguns dizem algo com o que concordo: não existe democracia se não há uma esquerda e uma direita bem definidas e assumidas. O Brasil tem esquerda autêntica e assumida. Mas não tem uma direita autêntica assumida. Não no quadro partidário.

Apenas os blogs com um mínimo de honestidade dizem a verdade: o DEM e o PSDB não fazem falta a ninguém com um mínimo de decência. Ninguém MESMO. Nem aos da direita. Só fazem falta a picaretas de toda ordem, saudosos da era neoliberal de Fernando Henrique Cardoso. Picaretas de toda ordem porque, entre eles, há neoliberais e estatistas, fisiológicos (alguns permanecem aí, na Era Lula-Dilma) e gente que pensava que tinha uma ideologia mas que estão prontos a vende-la. Eles simulavam divergências entre si, mas estavam todos juntos chafurdando na lama demo-tucana.

Não será necessário os cretinos lulo-dilmistas extirparem o DEM e o PSDB da política brasileira. Os demo-tucanos estão extinguindo a si mesmos. Francamente: o DEM e o PSDB não farão falta alguma, caso sejam extintos.

Senhores direitistas: favor fundarem um partido político assumidamente de direita e adepto do liberalismo econômico ou do neoliberalismo. Enquanto isso, talvez nós independentes fundemos o nosso, para enfrenta-los, assim que esta Era Lula-Dilma (que vai de José Sarney a Marco Aurélio Garcia) acabar.

sábado, 23 de abril de 2011

Facebook bane 'xarás' da futura princesa Kate Middleton

Resposta para O Globo:

O problema não está no Facebook (o software) nem nos computadores “burros” (o hardware), e sim no peopleware, aquilo que fica entre o computador e a cadeira.

Quanto ao sistema e à forma de governo, é muito melhor ser cidadão que ser súdito. No Terceiro Mundo, milhões de pessoas não são nem uma coisa nem outra.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Nova Classe Média ou Nova Classe Mérdia?

Fiz esse comentário lá no blog das dondocas governistas. Quem quiser conferir, pode ir lá.

Fonte: Os Amigos do Presidente Lula.

PT supera PSDB em briga pela nova classe média


O PT largou na frente do PSDB na disputa pelos votos da chamada nova classe média, faixa que reúne as famílias com renda mensal entre três e dez salários mínimos. Dados da última pesquisa Datafolha mostram que os eleitores deste segmento social, também conhecido como classe C, são os que mais dizem preferir o PT entre todos os partidos políticos.


O PSDB tem o melhor desempenho entre os brasileiros mais ricos, com renda familiar acima de dez salários. A nova classe média virou sonho de consumo das duas legendas, que se revezam no poder desde 1995.


Nas últimas semanas, os ex-presidentes Lula (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) a descreveram como o principal alvo a ser perseguido por seus partidos. Proporcionalmente, os eleitores que formam a base da classe C são os que mais dizem preferir o PT.


A sigla é citada como a mais admirada por 32% dos entrevistados com renda de três a cinco salários mínimos (entre R$ 1.636 e R$ 2.725).


GRATIDÃO


Para o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, o resultado reflete a "gratidão" de brasileiros recém-saídos da pobreza, que ascenderam socialmente nos anos Lula. "São eleitores que acabaram de ganhar acesso aos bens de consumo e creditam sua ascensão social nos últimos anos a Lula e ao PT."


Os petistas alcançam seu segundo melhor resultado (29%) entre os eleitores com renda familiar de cinco a dez salários (R$ 2.726 a R$ 5.450).


Na fatia mais pobre, com orçamento até dois salários (R$ 1.090), a sigla tem 23%. Esta é a faixa mais alheia ao jogo partidário: 58% não têm uma legenda favorita. O menor índice do PT é justamente entre os mais ricos, com rendimento acima de dez salários (R$ 5.450).


Nesta faixa, que compõe as chamadas classes A e B, o partido é citado como o mais admirado por apenas 16%. Isso inclui a elite econômica e a classe média tradicional. O PSDB alcança seu melhor índice (10%) entre os eleitores da classe B, com renda entre dez e vinte salários (R$ 5.451 a R$ 10.900).


O pior resultado dos tucanos aparece entre os mais pobres. O partido é citado como o favorito por apenas 4% dos brasileiros das classes D e E.Na classe C, as citações oscilam entre 6% e 8%, conforme a faixa salarial.


Em artigo recente, o ex-presidente FHC disse que o PSDB "falará sozinho" se tentar disputar o "povão" com o PT e deve se concentrar na nova classe média. "É um desafio grande", diz Paulino. "O PSDB terá que encontrar um discurso para esses eleitores, que querem garantias de que continuarão a melhorar de vida."


Pouco mais da maioria dos entrevistados (54%) diz não preferir nenhuma legenda. Estes eleitores tendem a escolher os candidatos sem considerar seus partidos. O PT aparece à frente das outras siglas em todas as faixas de renda. No total, registra 26% de preferência, contra 6% do PMDB (sem candidato à Presidência desde 1994) e 5% do PSDB.


No debate da reforma política, o PT defende a adoção da lista fechada, em que o eleitor só pode votar na sigla em eleições parlamentares. Nas condições atuais, isso daria mais vagas a petistas.

Sinceridade sobre ter visto ou não ter visto certos filmes antigos

Resposta para reportagem de O Globo:

Gente, sejamos sinceros. Façamos aqui uma lista de filmes que vimos e que não vimos. O Poderoso Chefão: não vi nenhum dos três da trilogia. E nem tenho pressa em ver. Casablanca: também não vi. Taxi Driver e 2001: vi ambos em DVD. São sensacionais. 2001 é acachapante e arrebatador. Não é chato, como esses viciados em filmes video-game gostam de dizer. A TV Globo fez uma cartada de mestre, quando exibiu 2001 depois do famigerado Show da Virada, em 1/1/2001. Não vi Cães de Aluguel.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O "milagre econômico" do Governo Lula-Dilma

Resposta para Mingau de Aço:

Não é à toa que, da mesma forma que comparamos os atuais projetos tecnocráticos de algumas secretarias municipais de transporte com o projeto de Jaime Lerner de 1974, há quem compare o atual momento econômico do Govenro Lula-Dilma com o "milagre econômico" do regime militar. Ambos farsantes, portanto.

A autocensura do PiG governista sobre Copas e Olim Piadas anteriores

Resposta para a comunidade Rio de Janeiro - RJ:

Me incomoda também a autocensura da imprensa vendida brasileira (que eu prefiro chamar de PiG - Partido da Imprensa Governista) sobre as instalações da Copa 2010 e das Olimpíadas de 2004 e 2008, que caíram em desuso. Governos e empresas privadas que assumiram a gestão dos aparelhos encontram enorme dificuldade para dar viabilidade aos espaços construídos.

Lembram do famoso Cubo D'Água de Pequim? Virou um parque aquático, com tobogã e o escambau. Não tem mais competições aquáticas. E não tem nenhuma criancinha se tornando atleta lá, não.

Mas a China é uma demo-cracia socialista, não é mesmo? O Governo mandou? Tá mandado. Não se fale mais no assunto.

E a Copa 2014 e a Olim Piada 2016 estão chegando. Quanto riso! Oh! Quanta alegria! Mais de mil palhaços no salão.

Copa 2014: Governo Lula-Dilma vs. TCU

Daqui a pouco virão os analfabetos funcionais dizendo que este blog é de um petralha.


terça-feira, 19 de abril de 2011

Uma possibilidade: Alemanha, sede da Copa de 2014

Daqui a pouco, virão as dondocas progressistas dizendo que isso é coisa do Partido da Imprensa Golpista. Ainda mais porque tem um senador tucano citado na história.

Fonte: ICFUT - Internet Com Futebol, a partir do Jornal de Gramado:

Posted: abril 19, 2011 by icfut in Copa 2014


Por Martin Behrend


Esta informação recebi de dois empresários com relações nos Conselhos Deliberativos de Grêmio e Inter: a Fifa teria notificado a Alemanha para ficar de sobreaviso. Se as obras no Brasil seguirem no ritmo atual, a Copa de 2014 não ocorrerá aqui. A Fifa não titubeará em levar o torneio para a Alemanha. Estes empresários gaúchos estiveram na Europa e também verificaram que algumas redes hoteleiras estão com quartos bloqueados para maio a julho de 2014.


A diferença entre o atraso nas obras do Brasil e da África do Sul é simples: as distâncias gigantescas em nosso país. Enquanto, na África, o voo mais longo entre uma sede e outra era, no máximo, de duas horas e meia, no Brasil os voos entre as sedes podem durar 4, 5 ou 6 horas. Fazer uma Copa com estas condições é muito mais delicado.


A Fifa está muito preocupada com a logística que envolve esta Copa de 2014. Os desafios são cinco ou dez vezes maiores que na África do Sul.


A Alemanha, diga-se de passagem, está tão preparada que nos próximos meses abrigará a Copa do Mundo de 2011 – das mulheres. É possível imaginar a pressão que patrocinadores começam a fazer para que um eventual fracasso no Brasil seja substituído por exemplar competição na Alemanha.


Este quadro preocupa quando liderança nacional como o senador paranaense Álvaro Dias declara o seguinte, após relatórios confirmando o completo atraso nas obras dos aeroportos: “Vamos ligar para a Fifa, agradecer o convite e a lembrança, e devolver o direito de ser sede do Mundial…” Acorda, Brasil!


PS: Em 1986, a Copa era pra ser na Colômbia, mas a Fifa levou pro México.


Opinião Pessoal – Amigos ICFUTISTAS, é claro que a fonte é meio desconhecida, mais se pensarmos friamente, não é impossível que isso ocorra devido a todo atraso que estão as obras para a Copa de 2014, principalmente aqui em São Paulo que querem na marra construir o estádio da galinhada com dinheiro público, às vezes da vontade de torcer contra só pra esse estádio não sair do nosso bolso.

Resposta final de ┼Яιcλяdø╚╬╝Иuиэϟ

Eis um texto do primeiro candidato ao Troféu Tolo do Ano 2011:

Fonte: Comunidade Rio de Janeiro - RJ:

┼Яιcλяdø╚╬╝Иuиэϟ


Marcelo
pra fechar... bom pra vc é a Carta Capital, ne? ou que tal o blog do "reconhecidissimo" vendido do PHA.


ou que tal o Luis Nassif que agora ta feliz, pois conseguiu um programinha na tv Brasil.


Estes vermelhos são um bando de vendidos.... o PHA deve estar tdo alegre depois que o seu "brog" conseguiu o patrocinio de algumas estatais, não? ooo lele.. país de vendidos.


a esquerda brasileira é tão bizonha que o tal do PSOL tinha um dos maiores conservadores, Plinio de Arruda Sampaio - um homem milionario - pagando de esquerdista.


tsc tsc tsc....


ooooo demencia coletiva vermelha que me causa vergonha alheia.

Aécio Neves para dirigente do PSDB!

PSDB devia mudar seu número de 45 para 51

Não entendeu? Confira aqui.

Desarmamento

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O nazismo era ou não era socialista? Internautas debatem

Debate feito a partir de texto publicado em postagem anterior.

Fonte: Comunidade Rio de Janeiro - RJ.

┼Яιcλяdø╚╬╝Иuиэϟ


bom...ja que o Marcelo insiste nesta tese...
uma prova cabal de que o capitalismo não existia em sua forma plena na economia da Alemanha Nazista.


vou repassar as principais passagens deste belo texto do Instituto Von Mises:


para quem não sabe do que se trata este instituto:


Instituto Ludwig von Mises Brasil (IMB) é uma organização sem fins lucrativos brasileira voltada à "produção e à disseminação de estudos econômicos e de ciências sociais que promovam os princípios de livre mercado e de uma sociedade livre"[1]. Possui, como ação, a divulgação do pensamento da Escola Austríaca, da qual pertence o economista Ludwig von Mises.
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Aqui vai um breve estudo da economia nazista a qual mostra, claramente, se tratar de uma economia socialista:

A base do argumento de que a Alemanha Nazista era capitalista é o fato de que a maioria das industrias foram aparentemente deixadas em mãos privadas.
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O que Mises identificou foi que a propriedade privada dos meios de produção existia apenas nominalmente sob o regime Nazista, e que o verdadeiro conteúdo da propriedade dos meios de produção residia no governo alemão. Pois era o governo alemão e não o proprietário privado nominal quem decidia o que deveria ser produzido, em qual quantidade, por quais métodos, e a quem seria distribuído, bem como quais preços seriam cobrados e quais salários seriam pagos, e quais dividendos ou outras rendas seria permitido ao proprietário privado nominal receber. A posição do que se alega terem sido proprietários privados era reduzida essencialmente à função de pensionistas do governo, como Mises demonstrou.
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A propriedade governamental "de fato" dos meios de produção, como Mises definiu, era uma conseqüência lógica de princípios coletivistas fundamentais adotados pelos nazistas como o de que o bem comum vem antes do bem privado e de que o indivíduo existe como meio para os fins do Estado. Se o indivíduo é um meio para os fins do Estado, então, é claro, também o é sua propriedade. Do mesmo modo em que ele pertence ao Estado, sua propriedade também pertence.
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Mas o que especificamente estabeleceu o socialismo "de fato" na Alemanha Nazista foi a introdução do controle de preços e salários em 1936. Tais controles foram impostos como resposta ao aumento na oferta de dinheiro [N.T.] praticada pelo regime nazista desde a época da sua chegada ao poder, no início de 1933. O governo nazista aumentou a oferta de dinheiro no mercado como meio de financiar o vasto aumento nos gastos governamentais devido a seus programas de infra-estrutura, subsídios e rearmamento. O controle de preços e salários foi imposto em resposta ao aumento de preços resultante desta inflação.

O efeito causado pela combinação entre inflação e controle de preços foi a escassez, ou seja, a situação na qual a quantidade de bens que as pessoas tentam comprar excede a quantidade disponível para a venda.
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As escassezes, por sua vez, resultam em caos econômico.Não se trata apenas da situação em que consumidores que chegam mais cedo estão em posição de adquirir todo o estoque de bens, deixando o consumidor que chega mais tarde sem nada - uma situação a que os governos tipicamente respondem impondo racionamentos. Escassezes resultam em caos por todo o sistema econômico. Elas tornam aleatória a ditribuição de suprimentos entre as regiões geográficas, a alocação de um fator de produção dentre seus diferentes produtos, a alocação de trabalho e capital dentre os diferentes ramos do sistema econômico.
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Face à combinação de controle de preços e escassezes, o efeito da diminuição na oferta de um item não é, como seria em um mercado livre, o aumento do preço e da lucratividade, operando o fim da diminuição da oferta, ou a reversão da diminuição se esta tiver ido longe demais. O controle de preços proíbe o aumento do preço e da lucratividade. Ao mesmo tempo, as escassezes causadas pelo controle de preços impedem que aumentos na oferta reduzam o preço e a lucratividade de um bem. Quando há uma escassez, o efeito de um aumento na oferta é apenas a redução da severidade desta escassez. Apenas quando a escassez é totalmente eliminada é que um aumento na oferta necessita de uma diminuição no preço, trazendo consigo uma diminuição na lucratividade.
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Como resultado, a combinação de controle de preços e escassezes torna possíveis movimentos aleatórios de oferta sem qualquer efeito no preço ou na lucratividade. Nesta situação, a produção de bens dos mais triviais e desimportantes, como bichinhos de pelúcia, pode ser expandida às custas da produção dos bens importantes e necessários, como medicamentos, sem efeito sobre o preço ou lucratividade de nenhum dos bens.

O controle de preços impediria que a produção de remédios se tornasse mais lucrativa conforme a sua oferta fosse diminuindo, enquanto a escassez mesmo de bichinhos de pelúcia impediria que sua produção se tornasse menos lucrativa conforme sua oferta fosse aumentando.
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Como Mises demonstrou, para lidar com os efeitos indesejados decorrentes do controle de preços, o governo deve abolir o controle de preços ou ampliar tais medidas, precisamente, o controle sobre o que é produzido, em qual quantidade, através de quais métodos, e a quem é distribuído, ao qual me referi anteriormente. A combinação de controle de preços com estas medidas ampliadas constituem a socialização "de fato" do sistema econômico. Pois significa que o governo exerce todos os poderes substantivos de propriedade.
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Este foi o socialismo instituído pelos nazistas. Mises o chama de modelo alemão ou nazista de socialismo, em contraste ao mais óbvio socialismo dos soviéticos, ao qual ele chama de modelo russo ou bolchevique de socialismo.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=98

Marcelo
a Alemanha ja teve varias bandeiras antes desta atual. Antes da bandeira com a suástica promulgada por Hitler como a atual, naquele instante, a bandeira da República de Weimar era fiel a Federação da Alemanha do Norte que possuia as cores preta, branca e vermelha. Semelhante ao imperio de Guilherme II.
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Hitler tinha, como conceito de nação, recuperar os territórios que o Primeiro e o Segundo Reich possuia. Desnecessário eu afirmar que o que o bigode desejava era a instalação do Terceiro Reich.
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Portanto...talvez fosse interessante vc rever o que posta no seu blog, pois ha, COMO MOSTREI AQUI, diversos equivocos sobre o que foi o NAZISMO.
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valeu e não precisa me agradecer não

Marcelo

Pouco importa se a economia na Alemanha nazista era planificada. Os meios de produção eram privados e os trabalhadores estavam totalmente afastados das esferas de poder.

A planificação de toda a economia fazia do regime nazista um regime estatista, mas não socialista. Se fosse um regime socialista, um simples e pobre (em dinheiro) proletário poderia entrar no Partido Único (no caso, o nazista) e teria alguma influência, ainda que pequena, em plenárias e votações internas sobre os rumos da economia.

E eu digo que era estatista no sentido de que o Estado é que decidia tudo (ou quase tudo) sobre a economia. Como é a China atual. Não no sentido de todos os meios de produção (inclusive as empresas) serem da União, porque isso já seria comunismo.

┼Яιcλяdø╚╬╝Иuиэϟ


Pouco importa se a economia na Alemanha nazista era planificada. Os meios de produção eram privados e os trabalhadores estavam totalmente afastados das esferas de poder.
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Como assim, pouco importa? A economia era tda ela dirigida pelo governo nazista. ELE quem determinava o que cada empresa deveria ou nao fabricar e a qual preço. As empresas serviam ao governo. E, apesar disso, não é vista como socialista ? ahhhh meu caro, dai é vc não querer dar o braço a torcer.
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Em qual nação direitista um estado pode intervir, desta forma, sobre os meios de produção?? ISSO NÃO EXISTE. Alias, só ocorre em empresas estatais ou de economia mista.
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Acho q vc nao leu mto bem sobre os efeitos na cadeia produtiva e economica da Alemanha. A ponto de ter o controle total do preço. Sem a maxima capitalista que é o valor que se da devido a lei da oferta e da procura.
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Mas tdo bem... prefiro enxergar este seu argumento como uma negação da verdade rs..


A planificação de toda a economia fazia do regime nazista um regime estatista, mas não socialista. Se fosse um regime socialista, um simples e pobre (em dinheiro) proletário poderia entrar no Partido Único (no caso, o nazista) e teria alguma influência, ainda que pequena, em plenárias e votações internas sobre os rumos da economia.


Não existe isso !! Nem em Cuba, ha esta aproximação dos cidadãos com o partido. Socialismo não é comunismo. Ha uma esfera de poder de um partido unico frente a população.


E eu digo que era estatista no sentido de que o Estado é que decidia tudo (ou quase tudo) sobre a economia. Como é a China atual. Não no sentido de todos os meios de produção (inclusive as empresas) serem da União, porque isso já seria comunismo.


Comunismo é uma outra coisa... seria a extinção total do estado. A China faz o seu socialismo com caracteristicas bem peculiar. Mas ainda não ha partido de oposição e sequer eleições ditas "democraticas". Fora o controle total dos meios de comunicação.
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Socialismo é o Estado forte e grandioso!!

Leandro Rocha


Ricardo Nunes, enquanto vc debater a partir de premissas falsas, vc sempre chegará a um resultado final falso.

Direita não é sinônimo de Estado liberal. Uma das vertentes da direita (a direita liberal) sim, mas direita de um modo geral, não. Assim como Capitalismo não é sinônimo de liberalismo econômico. Geralmente o capitalismo é justificado pela ideologia liberal, mas na prática existem formas de Capitalismo onde não há liberdade econômica.


Não adianta ficar misturando conceitos. O Instituto Mises não é fonte fiável, é a mesma coisa que eu colocar uma fonte do Vermelho.org dizendo que "esquerda é sinônimo de democracia" (uma das vertentes da esquerda, a social democracia, sim, mas nem todas).

Marcelo

Pouco importa, sim. O nazismo era estatista, não socialista. Ponto final.

Em qual nação direitista um estado pode intervir, desta forma, sobre os meios de produção??

Em países com governos estatistas e mesmo em países com governos direitistas que querem jogar para a galera. Lembra o governo do presidente José Sarney? Era um governo dado a tabelar preços e estabelecer "gatilhos salariais". No entanto, ninguém aqui vai dizer que o Governo Sarney era de esquerda. Ainda que o homem tenha virado lulo-dilmista.

Agora, concordo no ponto em que se diz que comunismo não é socialismo. É possível ser socialista e não comunista. Tanto que há governos socialistas que não aplicam o comunismo. Continuam sendo governos capitalistas. Enquanto há outros que usam o caminho socialista para chegar ao comunismo.

Extinção do Estado não seria comunismo. Seria anarquismo, que seria um passo além do comunismo. Os comunistas originais do Séc. XIX chegaram a citar o fim do Estado, mas era do que até hoje chamam de estado burguês.

A China faz o seu socialismo com caracteristicas bem peculiar. Mas ainda não ha partido de oposição e sequer eleições ditas "democraticas". Fora o controle total dos meios de comunicação.

Esse processo avança na Venezuela. Outro país com um governo socialista e estatista, mas não comunista. Se fosse comunista, não haveria mais nenhuma empresa privada nacional ou estrangeira operando por lá. O Governo já teria estatizado todas, sem exceção.

A China teve um governo socialista e comunista. Mas largou o comunismo depois de Mao. Virou um país capitalista e estatista, como eu disse antes.

Socialismo é o Estado forte e grandioso!!

Concordo. Mas boa parte das nossas empresas estatais brasileiras foram criadas pelo regime militar de 1964: Furnas, Telebrás (e suas subsidiárias), Embratel, Eletronuclear, Itaipu Binacional... Mas ninguém diz que o regime de 1964 era socialista. Só a ultradireita e parte da extrema direita afirmariam isso.

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Leandro Rocha
Bom, vc em momento algum rebateu os argumentos por mim veiculados e extraídos do Instituto Von Misses. Se vc acha que é mais interessante fugir pela tangente do debate, blz, porem se mostra fraco o suficiente para rebater tais argumentos.
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Agora, em qual momento um estado de direita ira ter o controle total da produção de uma nação? Digo total, não em assuntos, digamos, estratégicos.
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Creio que os senhores sequer sabe algo sobre o nazismo, pois o próprio Hitler, sim, farei questão de expor um video a qual o mesmo cita o capitalismo como um dos sintomas da degradação social. Creio que deva haver este video no youtube e prometo que aqui irei expor aos vossos olhos.
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Hitler, mtas vezes, afirma que a nação sonhada pelos nazistas, isso em discursos, seria uma nação sem divisões de classes. Agora NAÇÃO CAPITALISTA sem divisões de classes é impensável.
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Como uma nação capitalista iria ODIAR os judeus que, desde mto tempo, são os donos dos principais meios de comunicação e instituições bancarias no mundo????
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voces fazem uma avaliação mto pequena e nada minuciosa sobre o tema. Lamento, pensava que teria um debate mais maduro. Mass... é como debater com ortodoxos.. nao dá !!!
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so me resta rir, as vezes rss..

Marcelo

O Partido Nacional Socialista Alemão dos Trabalhadores, ou simplesmente Partido Nazista (no original alemão: Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei - NSDAP) é mais um partido na História em que o nome não corresponde à atitude da maioria de seus membros, e um nome contradito pelos governantes filiados ao partido. O Brasil é pródigo nessas incongruências:

PMDB: esses atuais governos do Rio (o estadual e o municipal) não são nem um pouco democráticos. Se o fato de ser eleito indicasse que um governante é democrata, teríamos que admitir que Hitler também era democrata.

Aliás, cadê os nomes dos mandantes dos atentados contra Ricardo Gama?

PSDB: o partido conseguiu ser tão neoliberal quanto o outrora Partido da Frente Liberal, atual Democratas.

PTB e o atual PDT: têm alguma coisa a ver com o trabalhismo de Getúlio Vargas? O que Paulinho da Farsa Sindical tem a ver com trabalhismo?

PC do B: o único partido comunista do mundo que permite aos seus filiados fazerem acordos com capitalistas e ruralistas.

PSB: um partido que abriga nomes como Paulo Skaf e Gabriel Chalita deixa de ser socialista.

PPS: não é nem um pouco popular e muito menos socialista. Só Roberto Freire manda lá.

Partido Progressista: abriga toda sorte de viúvas de 1964. Incluindo o clã Bolsonaro.

PSOL: já tive discussões sérias com um deputado desse partido. Tem políticos que ficam com o rei na barriga, só porque são campeões de votos. Não aceitam opiniões diferentes. Liberdade, mesmo, só para os que pensam como o Partido.

Vai ver, o L do PSOL é uma referência a Cesare Battisti, que, dizem, é um dos fundadores do partido.

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olha q argumentozinho mais cretino!!
Pouco importa, sim. O nazismo era estatista, não socialista. Ponto final.
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ta batendo o pé porque "fio". Fará biquinho só porque não consegue rebater um UNICO ponto?? rss... pra mim é expor a derrota sem ao menos aceita-la.
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Em países com governos estatistas e mesmo em países com governos direitistas que querem jogar para a galera. Lembra o governo do presidente José Sarney? Era um governo dado a tabelar preços e estabelecer "gatilhos salariais". No entanto, ninguém aqui vai dizer que o Governo Sarney era de esquerda. Ainda que o homem tenha virado lulo-dilmista.
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Claro que não iremos afirmar que era um governo de esquerda, porem, jamais o iremos ver como um governo de direita. O tabelamento de preços sempre foi visto como uma ação temporaria ja que era o unico jeito de se ter um minimo controle pela economia.
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O país sempre seguiu as premissas de keynes...na verdade uma visao economica de centro-esquerda. Alias, uma social democracia. Os sociais-democratas jamais negaram o capitalismo e, no entanto, jamais os fizeram ser direitistas


Agora, concordo no ponto em que se diz que comunismo não é socialismo. É possível ser socialista e não comunista. Tanto que há governos socialistas que não aplicam o comunismo. Continuam sendo governos capitalistas. Enquanto há outros que usam o caminho socialista para chegar ao comunismo.
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Extinção do Estado não seria comunismo. Seria anarquismo, que seria um passo além do comunismo. Os comunistas originais do Séc. XIX chegaram a citar o fim do Estado, mas era do que até hoje chamam de estado burguês.
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seria a extrema-esquerda, a não existencia do estado regulada, somente, pelos proletários. Comunismo seria o invernso da extrema-direita que é o libertarianismo que seria uma "nação" regulada pelas leis do mercado.
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ps: o regime militar foi um regime de centro-direita a qual algumas areas estrategicas do governo eram tomadas por algumas estatais. Mas jamais houve a estatização da economia brasileira.

Marcelo

Adolf Hitler podia até querer acabar com o capitalismo. Mas sem substitui-lo pelo socialismo, muito menos pelo comunismo. O que Hitler queria colocar no lugar não se concretizou. Ainda bem que não se concretizou! Ou alguém não nazista gostaria de ver o nazismo consolidado?

O regime nazista caiu capitalista, mesmo. Algumas empresas alemãs da época continuam aí, firmes e fortes, até hoje. Algumas viraram multinacionais.

Poxa, Ricardo. Tá dizendo que escrevi algo cretino? Esse argumento é mais profundo que uma colher de chá.

Suas pretensões são muito modestas, se pensa que ganhar um mero debate de Orkut fará alguém aqui ganhar alguma coisa além disto. Tou me lixando pro resultado disto aqui. Ninguém aqui é candidato a nada. Ainda.

Se esta discussão durar até o fim do ano, você pode até conseguir um prêmio. O Troféu Tolo do Ano, que Vanusa ganhou em 2009 e Hélio Costa ganhou em 2010.

Só estou esperando o papo acabar para lançar a sua candidatura para a edição de 2011.

┼Яιcλяdø╚╬╝Иuиэϟ


Marcelo
se vc quiser expor as ideologias-partidarias brasileiras para um debate, ficará ruim para nós dois, pois estes jamais aplicaram algum conceito ideologico eficaz na economia brasileira.
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O próprio DEM, veja agora, ta se desmanchando seguindo para um tal de PSD, chega a ser bizarro.
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Qto a Hitler, não caiu no capitalismo, coisa alguma, afirmar isso é negar as evidencias do controle ABSOLUTO que o nazismo tinha sobre a cadeia produtiva alemã.
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O intervencionismo é tamanho, que Hitler invadiu terras norueguesas afim de extrair o ferro daquele território afim de abastecer as empresas que fabricavam armamentos.
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Agora, sera que um raciocinio logico, por mais pifio que seja, ira enxergar que todos aqueles que não estavam com o nazismo seriam considerados seus inimigos? Que diabos de capitalismo é esse que se uma empresa se recusasse a fabricar o que o governo "mandava", assim pelos preços e, até mesmo, determinando o valor da venda, sera uma nação capitalista plena??
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a verdade é que voces não sabem bem o que é a direita...alias, bem menos do que eu imaginava.
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Hitler fez uma economia socialista. Alias... o Partido dos Trabalhadores Alemães, antes de admitir Hitler, tem origem no sindicalismo...vou dizer isso pela ULTIMA VEZ.
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só pra ficar bacaninha... vou afirmar aqui, conforme provei, ao contrario de voces, o Nazismo era socialista e ponto final.
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e mostro a linguinha ainda seus bobos e feios.


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kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk..................


...


falowww... a mais tarde tamo ai.... ja caiu mesmo o nivel....

Marcelo

Vocês nem imaginam como aproveitarei este papo animado. Se ninguém apagar as postagens e o tópico antes...

┼Яιcλяdø╚╬╝Иuиэϟ


Marcelo
O trofeu tolo do ano é seu, fio. Até porque, imagino eu, sequer tirou aquelas bizarrices do blog q é bem a sua cara.
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Alias... ja deu uma lidinha sobre a bandeira Alemã? rss,,


tire aquilo para não ficar passando vergonha rsss.... rss..


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mass vou nessa.... pena ter compromisso agora. Mass... procure argumentos sólidos. Os seus sao de uma tristeza....


fique aí preso aos chavões, afinal, a esquerda tem uma premissa que até funciona, uma mentira dita mil vezes se torna uma verdade.


falow "cumpanheru"

Marcelo

Não é a primeira vez que aparece um otário insinuando que eu seja um esquerdista, afeito a chavões esquerdistas e a mentiras esquerdistas, tão falsas quanto as mentiras propagandistas de Hitler e Goebbels, como aquelas de se dizerem nacionalistas e socialistas ao mesmo tempo.

Já tive o prazer de dizer na cara do Anibal do Engenhão que não preencheria a ficha de filiação do PT que ele me ofereceu porque não concordava com algumas coisas do partido.

Tenho um amigo que certa vez comentou que só um analfabeto funcional lê meu blog e acredita que eu seja alguém de esquerda. Um esquerdista jamais faria gracinha com o slogan do Governo Lula, logo no nome do blog. E nem escreveria o que escrevo nas postagens.

Já estou aproveitando o texto do debate. Agradeço a todos. Embora nem todos aceitem o agradecimento.

♰ §£)@|\|£ ♰


"Já estou aproveitando o texto do debate."


Hummm... então não foi uma grande falácia... né?
rsrsrsrsrs


Estevam


A única filosofia que os políticos brasileiros seguem, é o ROUBISMO

Marcelo

Só voltei para dizer que esse Instituto Von Mises é tão risível quanto o Instituto Millenium, o Mídia Sem Máscara e os textos da Veja, de Olavo de Carvalho e de Diogo Mainardi. Querem dissociar o nazismo da direita a qual fazem parte, e impo-lo para a esquerda.

Me lembram a cambada da esquerda, que insiste em negar as atrocidades dos governos soviético, chinês e cubano, ou mesmo das Brigadas Vermelhas.

Filho feio não tem pai.

Para esquecer o voto distrital

Fonte: Congresso em Foco.

15/04/2011 - 07h05


“O voto distrital é um sistema de seleção de poderosos, não de inclusão política dos diversos segmentos sociais”


O texto que você lerá a seguir é uma adaptação de ideias que expus em debates travados em meus perfis no Facebook e no Twitter. Peço-lhes, assim, que compreendam o tom direto das reflexões.


Tudo começou quando fiz uma postagem que dizia mais ou menos o seguinte: "o distrito eleitoral é o ambiente perfeito para o clientelismo e a corrupção". Depois dessa afirmação recebi diversas mensagens de apoio e de reprovação.


O que se vê agora é uma lista de considerações que apresentei na oportunidade, submetidas a uma edição e ampliadas. Foi da Lucrecia Anchieschi Gomes, da Policidadania e do Movimento de Combate à Corrupção (MCCE) de São Paulo a iniciativa de realizar a coletânea das minhas primeiras ponderações. A ela os meus sinceros agradecimentos.


Antes de tudo, peço-lhe que abra mão de ideias preconcebidas. Esqueça os sistemas eleitorais dos outros países e pense no Brasil como você o conhece. Compare-o com o que lerá adiante. Pense. Então decida se é isso mesmo o que você quer para o nosso país.


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Imagine o seu município dividido em distritos eleitorais. Considere que serão tantos distritos quantas são as vagas em disputa para a Câmara de Vereadores. Sua cidade e a zona rural estarão recortadas em unidades políticas que incluirão diversos bairros e, às vezes, vilas e povoados. Agora responda: quem serão os eleitos em cada um desses distritos? Resposta: vencerão os poderosos locais.


Esse é o rosto desnudado do voto distrital. Nele, vence o mais forte. As Câmaras de Vereadores ficarão cheias de aliados do prefeito. Quem votará nos candidatos de oposição, que nada poderão conseguir com o prefeito, responsável pela execução do orçamento? Imaginando que ainda assim um ou outro oposicionista consiga vencer a terrível disputa contra a situação, resta imaginar quanto tempo ele resistirá antes de ceder e ingressar na situação, como forma de garantir "benefícios" para sua comunidade e assegurar sua reeleição futura.


Se um sistema não funciona bem no âmbito local, não pode servir também em esferas mais elevadas.


É preciso discutir o mito de que o voto distrital ‘aproxima o eleito dos seus eleitores”. Esse lugar-comum carrega consigo inúmeros perigos, bem conhecidos de muitos políticos tradicionais que o defendem, mas ignorados por grande número de brasileiros que vêm propondo de boa-fé a implantação, entre nós, desse sistema.


A adoção do voto distrital - ou da sua versão mais perversa, o “distritão” - teria um efeito prático inevitável: o sufocamento político das minorias e grupos de oposição.


Os partidos políticos, hoje já relegados a um plano secundário, teriam ainda mais reduzida sua pequena influência, já que nesse sistema a eleição se baseia exclusivamente na personalidade do candidato, com franco prejuízo para a construção de identidades políticas e ideologias desenvolvidas coletivamente.


Num país com uma história marcada por vínculos clientelistas, a introdução de sistemas eleitorais baseados no culto à personalidade constituiria um grave dano para a democracia, com sérias repercussões nos campos social e econômico.


O voto distrital, quando adotado em democracias recentes, não facilita o controle social dos mandatos, mas o clientelismo. Nesse modelo, os patronos assumem o comando político dos distritos. Sua reeleição, sem limites, torna-se cada vez mais simples à medida em que a oposição vai percebendo que não adianta disputar com quem detém o poder político e econômico num reduto concentrado.


O distrito é, assim, o reconhecimento oficial do reduto. Ele é o ambiente perfeito para a compra de votos, prática infelizmente comum em nosso país. Só para se ter uma ideia, quarenta e três por cento dos entrevistados em uma pesquisa realizada pelo IBOPE/AMB em 2010 afirmaram conhecer casos de políticos que compram votos. E quarenta e um por cento disseram conhecer pessoas que votaram em troca de benefícios pessoais.


Práticas políticas baseadas na outorga efetiva ou prometida de ofertas personalistas são encontradas em todos os estados brasileiros. Os agentes desse comércio são chefes políticos locais que mantêm o eleitorado sob vínculos de dependência mais ou menos sofisticados. A moeda de troca pode ser uma dentadura ou a promessa de legalização de um condomínio de luxo construído em área ilegal. Esse intercâmbio de favores é a tônica da política realizada em âmbito local.


Muitos se queixam hoje do fato de que alguns parlamentares recebem grande número de votos em um lugar onde sequer fizeram campanha. Pensam que o voto distrital seria capaz de solucionar esse problema, vinculando o eleito ao distrito. Nem para isso esse modelo serve.


A conquista de votos por candidatos sem base na comunidade, tal como ocorre hoje, é o fruto da ação de mercadores de votos (cabos eleitorais, líderes associativos, prefeitos, vereadores etc.) que atuam em redutos eleitorais determinados. A cada eleição, o "passe" desses agentes vai se tornando mais caro, expulsando dos mandatos políticos vocacionados que não aceitam essa condição. No sistema atual esses patronos locais não possuem na sua comunidade votos suficientes para serem eleitos, pois a circunscrição é todo o estado. Mas, se o país for dividido em distritos, o problema estará resolvido: esses mercadores se converterão eles mesmos em nossos deputados.


Por outro lado, deputados federais eleitos em distritos assumiriam a condição de meros despachantes de interesses locais, empenhados apenas em carrear recursos para o distrito, conferindo importância secundária aos debates estratégicos de interesse da nação. Isso faria com que o debate eleitoral se amesquinhasse, com os candidatos tentando demonstrar quem pode "trazer mais coisas de Brasília". Seriam quinhentos e treze “Vereadores Federais” na capital federal.


A lógica dos eleitores passaria a ser a seguinte: quem entre os candidatos poderá angariar mais vantagens para o distrito? Obviamente, saem na frente os políticos ligados ao governo, pois no nosso sistema constitucional é o Executivo quem dá a palavra final sobre a destinação das verbas. Votar num oposicionista é correr o risco de ver a comunidade alijada de novos investimentos públicos.


O voto distrital também tem o demérito de reduzir a política a um debate bipolar entre governistas e antigovernistas. Na votação majoritária – modelo adotado no sistema distrital – vence o que obtém mais apoios, ou seja, não há espaços para os portadores de bandeiras específicas, tais como ambientalistas, feministas e defensores dos direitos humanos. Índios, negros e mulheres veriam ainda mais reduzida a sua possibilidade de eleição, já que a votação adotada serve para verificar quem é capaz de arregimentar o maior número de votos.


O voto distrital é um sistema de seleção de poderosos, não de inclusão política dos diversos segmentos sociais.


Milhões de votos concedidos aos candidatos derrotados ficam sem nenhuma importância. É possível que a oposição fique com quarenta por cento dos votos nas eleições nacionais e que isso se converta, mesmo assim, em pouquíssimas cadeiras no Parlamento.


Agora vamos pensar em qualquer político escandaloso, daqueles que nos provocam sensações de repugnância ou indignação quando nos lembramos que estão entre os nossos dirigentes. Felizmente, são poucos. Pois bem, com o voto distrital esse nosso "herói" terá seus problemas definitivamente resolvidos. Bastará se vincular ao principal reduto eleitoral (eles os têm, em grande número), espaço onde continuará sendo eleito e reeleito com grande tranquilidade.


Outro problema para as oposições no voto distrital é o favorecimento da perseguição aos líderes oposicionistas. O distrito, para a liderança oposicionista de destaque, converte-se na sua prisão, para a qual se dirigem todas as forças políticas do governo. Todas as energias são dedicadas à derrota dos adversários mais ilustres. Considerando-se que esse esforço é empreendido por quem está no poder, pode-se imaginar o resultado.


Ainda temos que lembrar o Gerrymandering. Pode parecer algo chato, mas é até divertido. A origem desse termo se deve à observação feita por um cartunista sobre o formato adquirido por um distrito em Massachussets. De tão alterado para beneficiar o governador, Elbridge Gerry, ficou parecido com uma salamandra (salamander). O editor do jornal apelidou o distrito de Gerrymander, numa piada com o nome do governante.


Pois bem, quando fui ouvido pela Comissão Especial da Câmara que trata da Reforma Política, um deputado me perguntou: se for aprovado o voto distrital, quem definirá como serão desenhados os distritos? Respondi: "a maioria". Isso mesmo. Quem diz onde fica cada distrito é quem tem maioria suficiente para isso no Congresso. Acontece que a área de abrangência do distrito pode definir a sorte ou o azar dos candidatos. Um simples bairro a mais incluído em um distrito pode mudar o resultado do pleito. Se um distrito abrange duas cidades, o eleito pode ser um; mas se for incluído um terceiro município, a eleição pode terminar de forma bem diferente. Pergunto: você acha que os distritos terão seus desenhos definidos de forma neutra?


Fico muito admirado quando vejo oposicionistas aceitando a idéia do voto distrital. Esse modelo foi adotado no Brasil desde os tempos de colônia até a República Velha, tendo sido abolido justamente por inviabilizar a presença da oposição no Parlamento em níveis aceitáveis. O voto proporcional foi adotado como forma de assegurar a participação das minorias. É uma conquista histórica da qual não podemos abrir mão.


Enfim, existem muitos outros motivos para que você esqueça o voto distrital, mesmo na sua forma envergonhada, o voto distrital misto, que é uma maneira de entregar "apenas" metade das cadeiras parlamentares aos patronos e caciques locais.


Pense nisso: é isso o que você realmente quer para o Brasil?

Nacionalismo e socialismo não combinam. O nazismo tentou combinar. Deu no que deu

Já vi muita bobagem escrita sobre o nazismo. A maior delas é a de que o nazismo era ao mesmo tempo nacionalista e socialista. Eu mesmo pensava que o regime nazista da Alemanha era socialista. Então vamos consertar juntos essa bagaça.

O nazismo não pode ser considerado um regime socialista, nem comunista. Não pode ser considerado comunista um Governo que permite a propriedade privada dos meios de produção. O nazismo era capitalista. Também não era socialista porque só quem mandava na Alemanha eram o Governo (Hitler, suas pessoas de confiança, mais os membros do Partido Nazista encastelados na máquina estatal) e os empresários fiéis ao regime. Os trabalhadores comuns estavam completamente afastados do poder.

O nazismo era um regime de extrema direita. Não tolerava dissidências, muito menos oposição.

O nazismo também não pode sequer ser considerado nacionalista, pois desprezava os conceitos da nacionalidade alemã. Só exaltava o conceito de raça ariana, teoricamente superior às demais e que deveria governar a Alemanha e, por tabela, os países sob influência desta. Mesmo os símbolos da antiga nacionalidade alemã foram suprimidos. A primeira providência de Hitler ao chegar ao seu gabinete de líder máximo do país foi mandar trocar todas as bandeiras da Alemanha pela bandeira do nazismo, aquela de três cores (vermelho, preto e branco) com a suástica no meio.

Há quem considere o nazismo alemão um regime nacionalista só porque procurava expandir territorialmente a Alemanha, por meio de anexações de outros países. Ora bolas. Isso não é nacionalismo. É expansionismo. O nacionalismo de verdade procura preservar o que é próprio da Nação e respeita as outras nações e países. É o mesmo motivo pelo qual quase nenhum governo da história americana pode ser considerado nacionalista (talvez só o do pioneiro George Washington, o da Independência), pois alguns foram expansionistas e quase todos foram governos imperialistas, assim como é o atual governo Obama.

O nazismo procurava juntar duas coisas inconciliáveis: o nacionalismo e o socialismo (nacionalismo+socialismo = nazismo). O socialismo é internacionalista por natureza. Vide a preocupação de qualquer governo socialista em querer ajudar “os povos de países mais pobres”, muitas vezes sem sequer ajudar plenamente a população do próprio país. O socialismo do nazismo era só discurso para ter o apoio dos “trabalhadores alemães pobres”, e somente os alemães. Desde que não fossem judeus, claro.

O nazismo não pode ser considerado um regime liberal. Pelo contrário: era um regime estatista. Só prosperavam os negócios privados autorizados pelo Estado. A famosa Volkswagen prosperou a partir do momento que teve apoio oficial do Governo, que queria que houvesse uma fábrica que fizesse carros mais baratos, "carros para o povo" (volks wagen é uma expressão em alemão, que significa "carros para o povo"). É evidente que os negócios ligados à indústria armamentista prosperaram a partir do momento em que o Governo começou a declarar guerra a um monte de países. Empresas que antes faziam outros artigos passaram a fabricar armas para o Governo. Oskar Schindler fabricava utensílios esmaltados, antes de começar a fabricar artigos para as Forças Armadas da Alemanha. Obviamente, empreendimentos de judeus eram proibidos.

Os governos de Charles de Gaulle eram de direita, mas não extremistas. Foram governos capitalistas, direitistas e estatistas ao mesmo tempo.

Já o atual governo da China é um exemplo de governo de extrema esquerda (porque reprime qualquer dissidência ou discordância), socialista (o partido único manda muito no Governo: se quer ter alguma influência no Governo, filie-se ao Partido), capitalista e estatista: só prosperam os negócios privados enquadrados no planejamento do Governo, inclusive os negócios dos empresários chineses filiados ao Partido Comunista. O próprio nome Partido Comunista é uma pálida lembrança de um partido que ainda é de esquerda, mas deixou o comunismo faz tempo.

Empresários que querem ficar cada vez mais ricos não tem que ser necessariamente direitistas, liberais ou neoliberais. Eles apóiam o regime que permitir que eles fiquem mais ricos. Os empresários chineses, por exemplo. Boa parte é esquerdista e estatista. Só que não comunistas, porque o comunismo lhes tomaria os meios de produção. E boa parte dos empresários da Venezuela são "socialistas bolivarianos", nas palavrar do próprio Hugo Chávez. Os regimes ajudam esses capitalistas chineses e venezuelanos...