Política, cultura e generalidades

quarta-feira, 9 de março de 2011

Mais palavras ao vento na Campanha da Fraternidade 2011

Todo ano é a mesma coisa: hoje começa a Quaresma e, ao invés de a CNBB se preocupar prioritariamente com a propagação da fé da Igreja a respeito da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo (aliás, a própria razão da existência da Igreja e também das outras), os senhores bispos desviam o foco da questão central.

No passado, as Campanhas da Fraternidade tinham até um impacto enorme na sociedade brasileira, dada à influência que a CNBB tinha. Era possível ver cartazes das CFs até em escolas públicas municipais. Lembro até de uma frase estampada num cartaz na escadaria da Escola Municipal Bolívar, no Rio de Janeiro: "Fraternidade sim, violência não". Hoje, com o secularismo e o pentecostalismo agigantados em todo o país, essas CFs acabam virando palavras ao vento.

Ainda mais considerando que a CNBB é perita tão somente em catolicismo. É uma entidade leiga em todos os outros assuntos. E a própria questão do meio ambiente está dominada (infelizmente) por políticos duvidosos verdes de vários partidos (não falo só do Sarney Filho e dos políticos do PV linhas auxiliares do tucanato) e por ONGs que vilipendiam a soberania nacional do Brasil sobre seu próprio território.

Foi constrangedor ir hoje à uma missa de Cinzas e ouvir a nova Música de Entrada que praticamente todas as dioceses brasileiras pegam da CNBB, que faz concursos todo ano para eleger as músicas litúrgicas da CF do ano seguinte. A Música de Entrada deste ano vem com aquele papo furado de Mãe Terra. Pombas! Isso já não é mais nem cristianismo. É panteísmo. Mais precisamente: é culto de adoração à Deusa Gaia.

A própria teologia católica reconhece que o ser humano é criatura de Deus, como também o planeta Terra. A Terra não é criadora do ser humano. E a Igreja só reconhece como mãe dos católicos tão somente a mãe biológica e a de criação de cada um (se não forem a mesma) e a Virgem Maria, chamada de Nossa Senhora.

Detalhe: um dos autores da música é um padre: José Antônio de Oliveira. Surpresa nenhuma. O que tem de padre mal formado, principalmente fora do Rio...

Umas sugestão aos senhores bispos verdes: apaguem da Bíblia os trechos de Marcos 11:12-26 e Mateus 21:17-22, em que Jesus Cristo seca uma figueira. Seria Jesus adepto do desmatamento?

O meio ambiente é um assunto sério demais para ser tratado por uma campanha da CNBB.

Nenhum comentário:

Postar um comentário