Política, cultura e generalidades

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Vai começar o passaralho na TV Cultura

A Tucanolândia não elegeu os tucanos pela enésima vez? Agora os tucanos continuarão fazendo a única coisa que sabem fazer: dilapidar o patrimônio público.

Com poucos repórteres na rua, a emissora transformará seus jornalísticos em meros programas de entrevistas e debates radiofônicos com imagem. Isso pode ser tudo, menos jornalismo.

O Globo botou uma manchete feliz e serelepe para festejar a dilapidação do patrimônio público. Mas os comentários dos leitores são variados.

Fonte: O Globo.

TV Cultura começa reestruturação com a demissão de 150 funcionários


Publicada em 07/02/2011 às 23h47m
Lino Rodrigues


SÃO PAULO - Após o período pós-eleitoral, em que a emissora não podia demitir, o ex-secretário de Cultura do Estado e hoje presidente da Fundação Padre Anchieta, João Sayad, começou a colocar em prática seu plano de reestruturação da TV Cultura. A primeira leva foi anunciada - 150 demitidos. Segundo fontes, Sayad quer reduzir a produção de programas próprios e demitir até 1.400 dos atuais 1.900 funcionários. No comunicado sobre as demissões, a emissora disse que o corte de cerca de 10% do quadro "se deve a um projeto de reestruturação da emissora, adequando a grade de programação à capacidade instalada, redução de custos e investimentos em novos programas".


Para fazer frente às demissões, a Secretaria da Fazenda vai liberar uma verba complementar de R$ 4 milhões à emissora. Hoje, a receita total da Fundação chega a R$ 220 milhões, dos quais R$ 84 milhões são repassados pelo governo paulista. O restante vem de receitas próprias com marketing, patrocínios e prestação de serviços de produção e coprodução.


Os cortes atingiram todas as áreas da emissora. Duas diretorias foram extintas (engenharia e administração e finanças). No Jornalismo, dez profissionais foram demitidos, mas a maioria dos cortes atingiu os radialistas (da Rádio Cultura) e funcionários do setor de produção de cenários. O programa Zoom, dedicado à exibição de curtas e médias-metragens, ficou só com uma pessoa e, com isso, será transformado em um quadro do Metrópolis.


Para o presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, José Augusto de Oliveira Camargo, a política de reestruturação de Sayad também está eliminando pessoas que tinham algum tipo de liderança e representatividade dentro da emissora. Ele cita como exemplo a saída de dois funcionários que participaram da comissão interna criada pelo próprio Sayad para acompanhar as mudanças.


- Eles (a direção da TV) estão aproveitando a reestruturação para demitir funcionários com liderança e história dentro da emissora - disse Camargo.


O plano de reestruturar a TV Cultura começou a ser divulgado em agosto de 2010, logo depois que Sayad substituiu o jornalista Paulo Markun na presidência da Fundação. Na época, Sayad já manifestava a intenção de tornar a emissora uma compradora de conteúdo, reduzindo o quadro de funcionários e, consequentemente, a produção de programas. Também é corrente na emissora que ele teria encomendado um estudo sobre a viabilidade de a Fundação se desfazer dos estúdios e edifícios no bairro da Água Branca, na região Oeste da capital. Também seria sua intenção reduzir os investimentos em programas jornalísticos diários, que custam caro e são melhor produzidos pelas TVs privadas.


A emissora informou ainda que não serão renovados os contratos para prestação de serviço para a TV Assembleia (termina na próxima quinta-feira) e para a TV Justiça (que acaba em junho). Os funcionários, segundo a emissora, "têm enormes chances de serem contratados pelos novos fornecedores".

Um comentário:

  1. Teresópolis, 09 de fevereiro de 2011

    Seu blog está excelente, aliás, como sempre.Convido-o a visitar meu blog (www.krocodilus.blogspot.com)no qual postei no dia de hoje matéria sob o título "REFORMAR NÃO É PRECISO. REINVENTAR SIM".

    Forte abraço,

    Celso Botelho

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