Política, cultura e generalidades

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O PT, a esquerda e a carga tributária

Resposta para Alexandre Toledo, na comunidade Prefeitura Rio de Janeiro:

Alexandre completou minha cronologia do DEM. No caso do PDS após a saída dos fundadores do PFL (ficaram basicamente malufistas e viúvas de 1964), o partido mudou de nome para PPR (Partido Progressista Reformador), depois para PPB (Partido Progressista Brasileiro) e, finalmente, para a atual sigla PP.

Tenho que comentar isso aqui:

36 MILHOES ENTRARAM NA CLASSE MÉDIA...

Esta é uma das virtudes do Governo Lula, mas ao mesmo tempo o que pode decidir a derrocada do PT e da esquerda como um todo. Com o crescimento da classe média sem nenhuma formação geral (ah, o velho problema da educação...), isso deve aumentar a agenda conservadora. A classe média é conservadora por natureza. Prefere a manutenção do status quo acima de tudo.

Houve um ensaio de levante conservador nesta última eleição. Conseguiram ressuscitar até a moribunda TFP... Mas os demo-tucanalhas estão tão queimados que mesmo os conservadores mais moderados os rejeitaram, rumando para a neutralidade ou a candidatura Dilma.

Os setores conservadores já acharam uma bandeira para levantar: a alta carga tributária. Aqui mesmo na Comunidade vemos os efeitos nefastos desta política: paga-se altos impostos de toda natureza para comprar qualquer coisa, mas nós mesmos não vemos melhoria nas condições de trabalho nem melhorias nos nossos contracheques, apesar dos contribuintes pagarem, e muito.

Os demo-tucanalhas não tem moral para levantar a bandeira da carga tributária, pois que eles mesmos não realizaram a reforma tributária e aumentaram a carga. Mas no dia que uma corrente política pegar essa bandeira, babau PT, babau esquerda.

A não ser que Dilma e seus aliados a peguem. Aí será aquela história: Lula 2014 e 2018, Dilma 2022, Lula 2026 e 2030, Dilma 2034, Lula 2038 e 2042, Dilma 2046, Lula 2050 e 2054...

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