Política, cultura e generalidades

sábado, 4 de dezembro de 2010

Fritando Franklin Martins

O destino de Franklin Martins é ser nomeado pela presidenta Dilma o novo diretor-redator-chefe de um destes grupos: Globo, Abril, Folha ou Estadão. Vai acabar virando figura rotineira nas redações, tal como os censores dos anos 60-70.

Os Marinho, os Civita, os Frias ou os Mesquita mandarão servir cafezinho à vontade para Franklin Martins.

Fonte: Tribuna da Imprensa.

sábado, 04 de dezembro de 2010 | 06:10


“Injustiça” com Franklin Martins. De mais importante ministro de Lula, a renegado, abandonado e esquecido no novo ministério Lula, perdão, de Dona Dilma. Dizem, lógico, não oficialmente, haverá compensação.


Helio Fernandes


No segundo mandato de Lula, foi levado e elevado à condição de Ministro da Comunicação Social. Surpresa geral no Planalto-Alvorada e até mesmo fora desse circuito. Demitido pela Organização, ficou sem ter o que fazer. Meses depois, foi chamado por Lula, conversa rápida, saiu de lá Ministro da Comunicação Social.


Mesmo no poderoso círculo palaciano, quando Lula oficializou o fato, perplexidade total, ninguém entendeu. Mas não falaram, comentaram ou estranharam. A palavra PODEROSO está condicionada à exigência da SUBSERVIÊNCIA, implícita e explícita. A melhor prova disso é o próprio quase ex-Ministro. (Mas não nos adiantemos, chegaremos lá).


Como é um trator e sabe muito bem como manejá-lo, dominou logo o Planalto-Alvorada, controlou tudo e a todos. Com menos de um ano no cargo, agia com total desenvoltura, desembaraço, “desconstrangimento”. A ponto de informantes deste repórter, me dizerem: “Helio, toma nota. Hoje no Planalto, tudo passa por Franklin Martins”. Era verdade e meus informantes sabiam das coisas.


Como Franklin sempre soube que a importância vinha da arrogância e da não-concessão a ninguém, a “não ser aos que plácida e gostosamente tomam a forma do vaso que os contém”, era consultado por todos.


Mas a arrogância PARA BAIXO e a subserviência PARA CIMA, precisam ser muito bem “administradas”, ou a vítima será o próprio personagem. Foi o que aconteceu com o Doutor Ministro da Comunicação Social.


Quando Lula e, lógico, a caudatária Dona Dilma começaram a AMEAÇAR, INTIMIDAR e CHANTAGEAR a GRANDE IMPRENSA, Franklin cometeu o maior erro dos analistas-executores: acreditar nos fatos que não existiam, por ele mesmo manipulados.


Na cúpula palaciana, a intriga, o boato, a “fofoca”, desculpem, têm grande trânsito. E atingem principalmente os mais confiantes. Surgiu logo a “explicação”: Franklin Martins era indicação de Dona Dilma e Lula. O que na época tinha grande importância, por causa do que lembravam do estranho, misterioso e jamais desvendado passado.


Apoiado e agregado ao “time” da já escolhida sucessora, Franklin mandou mesmo, esqueceu ou nunca soube que a lembrança é um trajeto de MÃO DUPLA, pode ajudar, durante um tempo, prejudicar quando esse tempo muda. Mas Franklin foi TRAÍDO, a palavra nada exuberante do ponto de vista vernacular, mas sedutora politicamente.


Dessa forma, na questão do “tiroteio” com a “grande mídia”, Franklin foi mais radical do que Lula e Dilma. Que na verdade não tinham a menor vontade de tumultuar o relacionamento com os órgãos de Comunicação, deixavam que Franklin Martins fizesse tudo. Para isso ganhara um cargo com a denominação: Ministro da Comunicação Social.


Franklin Martins adormeceu durante o dia, não tinha a fazer ou com o que se preocupar. Amigo de Dilma, “conterrâneo” de 64, trafegando abraçados em plena idolatria dos 80 por cento de Lula, o que poderia atingi-lo? Principalmente, porque a sucessora era Dilma, confiavam um no outro, para eles “o céu era de brigadeiro”, embora, digam, tenham conspirado contra os militares.


Como foi dito aqui, pelo menos seis meses antes da eleição, não havia uma possibilidade em um milhão dela ser derrotada, portanto, “nada mudaria”. Eleita, ainda não empossada mas tendo um trabalho enorme para coordenar e aprovar o ministério Lula-Dilma, “esqueceu” do Ministério da Comunicação Social.


Impressionante, o nome dele não surgiu em nenhuma conversa particular, não foi citado em entrevistas públicas. Franklin Martins custou a perceber, mas percebeu: não era esquecimento, e sim VETO.


Revoltado, resolveu resistir. E como o ponto de discórdia, perdão, da preterição com cara de perseguição, era a imprensa ou a Comunicação, organizou um “seminário” com objetivo planejado mas com denominação complicada.


Por que seminário, se ninguém sabia quem convidava e por que convidava? E o nome, que mistério: “Seminário Internacional das Comunicações Eletrônicas e Convergência das Mídias. Puxa, um título com seis palavras, é redundância? Ou então todos os participantes estarão completamente deslocados?


Surpreendentemente, Franklin Martins muda de posição várias vezes. No governo Lula, todos pareciam a favor da CENSURA, incluindo o próprio presidente. Lula se cansou de falar contra o que chamava, numa espécie de redundância, de “LIBERDADE DE IMPRENSA e LIBERDADE DE EXPRESSÃO”.


A grande trincheira desse objetivo era localizada pelo próprio Lula na Comissão de Direitos Humanos, que recebia apoios entusiasmados de Dilma (que já era certamente a futura presidente), e do incansável, múltiplo e misterioso Lula.


***


PS – O que se fala em Brasília: Franklin Martins teria “ouvido vozes” (Joana D’Arc é eterna), no sentido de explicar com uma interrogação: “Eu a favor da CENSURA? Fui e sou jornalista a vida toda, absurdo”.


PS2 – O título do seminário, incompreensível, ininteligível e intraduzível, também agregado às “vozes”. Se ninguém entender, fica ainda melhor. Como ninguém ENTENDEU, um sucesso.


PS3 – O destino de Franklin Martins, não está decidido. AMIGOS garantem: “Dilma não vai querer enfrentar o Ministro da Comunicação Social, com o qual conspirou durante os últimos quatro anos”. Haveria entendimento para que ocupasse alta posição jornalística em empresa dita de primeiro time. (Existem muitas).


PS4 – Os INIMIGOS aproveitam a hipóteses “desenhada”, espalham: “Irá para cargo importante na Veja, cuja situação financeira não é boa há muito tempo”.


PS5 – Há um ano revelei, a Veja recebeu entre 150 e 200 milhões de dólares do exterior. Se Franklin Martins for para a VEJA, procurem uma cópia do filme “Os Carrascos Também Morrem”. Tudo a ver.


Carlo Germani
dezembro 4th, 2010 at 9:16
Caro Helio,


O comunista Franklin Martins, não merece (nem de brincadeira) o título de “injustiçado.”


Franklin “Goebbels” Martins é um personagem nefasto na história política brasileira, com um currículo de extrema perversidade. Em resumo: terrorista militante do MR-8 e ALN, mentor e sequestrador do embaixador americano Charles Elbrick, assaltante de bancos e de carros pagador (cujo objetivo era captar dinheiro para financiar a luta armada contra a ditadura militar e substituí-la por um regime comunista), no exílio em Cuba foi diplomado em armamentos, explosivos, túneis e principalmente táticas militares. Sempre foi regra no comunismo o elo entre a bandidagem e o crime.


PS: Fernando Gabeira, faça-se justiça, no decorrer da vida soube rever a sua participação com Franklin no sequestro, e confessar que NUNCA lutaram para o retorno da democracia e sim um Estado Totalitário e comunista. (são autocríticas de verdadeiro homem e não a vaidade do defeito de um sociopata como Martins, que não se arrepende nunca).


PS2: Vejam o vídeo no You Tube “Você mataria ou não o embaixador…”, e confirmem o grau de insanidade e mau caratismo de Martins.



Concluindo: Esse “abandono” de Franklin, por parte de Lula e Dilma, não está bem explicado. Como se ele é um “arquivo vivo” de todos os atos secretos do governo? Franklin se retornar a iniciativa privada (na Veja? como ficarão os blogueiros e articulistas críticos ferrenhos de Franklin, com o inimigo ao lado?), terá alguma “missão” ou de cooptação ou de ameaça pelo banco de informações que possui.


De qualquer maneira Franklin é um SOCIOPATA INCURÁVEL que NUNCA terá qualquer ato a favor do Brasil.


Poderia se auto-exilar em Cuba para sempre.


Paulo Villas
dezembro 4th, 2010 at 13:10


Não vi nem ouvi em momento algum o governo ameaçar a imprensa com censura de conteúdo. Essa tergiversação da imprensa é um insulto a inteligência daqueles que como eu ainda compram, assinam e lêem jornais. O que vejo são propostas mais do que bem vindas de regular essa balbúrdia de interesses cruzados de várias mídias pertencentes a um só grupo, caracterizando oligopólio da informação. A arrogância é tão grande que após a derrota do candidato da preferência do cartel midiático declararam que “o povo votou contra a opinião pública”. São ridículos.


elpidio de figueiredo - RJ
dezembro 4th, 2010 at 14:02


Desculpe, prezado Jornalista Hélio mas eu entendo que o tempo irá contar a História. Acredito que exista muito ciúme com relação ao Franklin como existe em relação a Dilma.


Ele é muito inteligente e supera em muito a maioria da média, em inteligência, dos governantes e políticos, e talvez por isso seja sempre criticado.


Não concordo com as opiniões reacionárias contra o Franklin da forma que estão colocando, quem viveu a época estudantil de 1967/1970 sabe muito bem, além disso o Sr. Gabeira sempre foi um “Santa Fé” – vaselina.
abraços,


Carlo Germani
dezembro 4th, 2010 at 17:17


Réplica ao comentário de Elpídio Figueiredo – 14:02


Figueiredo,


Não há essa reação de ciúmes com Franklin “Goebbles” Martins e com a comunista-terrorista-presidente Dilma.


O que existe é a constatação do que esses sociopatas representam.


Inteligência existe em todos os tipos humanos,como: pessoas normais, sociopatas, psicopatas, terroristas,(…). Há a inteligência para fins positivos e negativos, portanto o teu fundamento não procede.


A crítica a Franklin se deve pelo seu caráter ditatorial e anitidemocrático. Franklin,desde que assumiu o cargo de ministro da “propaganda” do Lulo-Petismo não fez outra coisa a não ser sabotar a democracia e o estado de direito.


Verifique às ações de cunho comunista, como o CNJ (Conselho Federal de Jornalismo) que deu com os burros n’água. Não satisfeito, imediatamente, criou a EBC (Empresa Brasileira de Comunicação), a “Lula News”, onde pretendia “revolucionar” os meios de comunicação, com o estratosférico custo de mais de R$ 1 BILHÃO e traço de audiência (está sendo um sucesso financeiro para os pseudo-jornalistas vassalos do Lulo-Petismo).


Nova tentativa: Franklin,cria a CONFECOM (Conselho Federal de Comunicação) que nada mais é do que a sovietização do Brasil, cuja meta principal é o controle social (leia-se PT) dos meios de comunicação.


O CONFECOM é o Foro de São Paulo em ação. No CONFECOM governo, entidades da sociedade e ONGs nada mais são do que disfarces do PT. Seria a representação falsa da sociedade, contra a sociedade real.


Franklin “Gobbels” Martins nada mais quer, do que solapar de forma permanente as regras da democracia e do estado de direito.


PS: Quanto a Fernando Gabeira ser um vaselina, como você disse, não elimina a sua atitude de forte autocrítica em denunciar o verdadeiro objetivo de comunistas-sociopatas como Franklin Martins e Dilma Rousseff, de implantar no Brasil uma ditadura comunista nos moldes de Cuba e URSS.


Que tal, você argumentar baseado em fatos e não na defesa obsessiva da ideologia marxista? O país já tem desinformação demais, não acrescente mais nada.


Antonio Claudio
dezembro 4th, 2010 at 18:51


O sr. CARLO GERMANI em seus comentários deixa claro um certo INCONFORMISMO com a derrota da candidatura oposta ao desejo da MAIORIA do POVO BRASILEIRO. Viva a DEMOCRACIA!

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