Política, cultura e generalidades

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Troféu Tolo do Ano 2010

Com o fim de 2010, chegou a hora de conhecermos o vencedor do Troféu Tolo do Ano 2010.

O Tolo do Ano, com os devidos méritos (e deméritos, também) é o senador do PMDB-MG (o mandato acabará em janeiro), jornalista e ex-Ministro das Comunicações Hélio Costa.

É conhecido por ter sido derrotado neste ano na disputa do Governo de Minas Gerais pelo governador reeleito Antônio Anastasia, tucano apoiado pelo senador eleito Aécio Neves. O placar foi de 62,72% (6.275.520 votos) dos votos válidos para Anastasia, contra 34,18% (3.419.622 votos) de Hélio Costa no 1º Turno.

Mas só isso não garantiria a vitória de Hélio no Troféu Tolo do Ano 2010, já que neste quesito o tucano José Serra foi bem mais tolo. O ministro Hélio Costa permaneceu no Ministério das Comunicações até março de 2010. Além de ter sido o líder da Abert e das Organizações Globo no Governo Lula, Hélio saiu do Ministério sem ter cumprido a promessa de definir o modelo de rádio digital para o Brasil. Não decidiu pelo modelo preferido por alguns radiodifusores, que é o americano Iboc, mais caro, sobre o qual se deve pagar royalties, nem pelo melhor modelo: o europeu DRM. Ele chegou a emitir um decreto estabelecendo que o rádio brasileiro deveria ser digitalizado, e que o modelo deveria ser o Iboc. Mas revogou a decisão pelo Iboc. Ou seja: definiu que o rádio deve ser digital, mas não deixou o modelo.

O resultado é que, sem esperarem mais pelo rádio digital, muitas rádios apelaram para o eticamente duvidoso expediente de fazer rádio "AM no FM". Além das rádios "AM" em tempo integral (como a Band News), temos as rádios que fazem dupla transmissão AM+FM: CBN, Bandeirantes, Globo, Tupi, Itatiaia, Gaúcha, Guaíba, Metrópole, etc.

Enquanto Hélio Costa permaneceu no Ministério das Comunicações, assumiu sua vaga no Senado seu suplente, aliado e financiador de campanha Wellington Salgado, que fez obras fundamentais para o País, como integrar a tropa de choque da dupla Sarney-Renan. Sendo um dos sócios do grupo Universo, impediu o quanto pôde a concessão da outorga da Kiss FM 91,9 no Senado, porque a outorga fica na cidade de São Gonçalo (cidade-sede do Grupo Universo) e a Kiss é uma rede de rádios rock que deu certo, ao contrário da malfadada Venenosa FM, que pertencia ao ex-senador.

Com tantas lambanças, Hélio Costa tinha que ganhar o Troféu Tolo do Ano. Até nesta disputa o fracassado Nosferatu paulista perdeu.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Lobão detona mídia, cenário musical e a própria rádio em programa da Transamérica FM

Oi eleva repasse a empresa deficitária de filho de Lula

Depois que dei tchau para a Oi em postagem anterior que escrevi ontem e programei para hoje de manhã, o amigo Ricardo Gama me apresenta esta reportagem-denúncia sobre a mesma empresa.

Agora sei onde colocaram o dinheiro das contas que paguei desde a privatização da antiga Telerj. Não foi só para investimentos na rede ou para remuneração dos acionistas.

Fonte: Ricardo Gama.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010


Oi eleva repasse a empresa deficitária de filho de Lula

Filho do Presidente Lula também é o "cara", mesmo com a sua empresa no vermelho, a Oi eleva repasse de grana para a empresa.


É a vida.


Reprodução da Folha de São Paulo.

Quatro anos depois de se associar à gigante de telefonia Oi, a Gamecorp, empresa que tem entre seus sócios um filho do presidente Lula, acumulou prejuízo de R$ 8,7 milhões até 2009 e dívidas que somam mais de R$ 5 milhões.


Mesmo assim, o negócio administrado por Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, continua recebendo investimentos da Oi e atraindo sócios.


Desde 2007, a Oi - então Telemar, uma concessionária de serviço público que recebeu uma série de incentivos do governo Lula - aumentou em 28% o aporte na empresa, contra inflação acumulada de 11%.


O negócio é alvo de investigação da Polícia Federal, até hoje inconclusa. A Oi fechou 2009 com prejuízo de R$ 436 milhões.


Como a Folha revelou ontem, Lulinha e outro filho do presidente Lula, Luís Cláudio, criaram duas holdings neste ano. Os dois são sócios em seis empresas.


Quando o pai subiu a rampa do Planalto, em 2002, eles eram estagiários. Com BNDES e fundos de pensão como principais acionistas, a Oi é a única grande cliente da Gamecorp, que faz conteúdo para TV veiculado pela OiTV e pela Sky - que não tem a tele como sócia.


Segundo o balanço de 2009, a Oi pagou à Gamecorp R$ 3,6 milhões por "comercialização de serviço". Dois anos antes, o valor destinado para a mesma rubrica tinha sido de R$ 2,8 milhões.


O balanço da Gamecorp registrou lucro de R$ 646 mil em 2009, mas, apesar disso, a dívida não foi abatida. Ao contrário, subiu, tendência que se mantém desde os primeiros balanços.


O aumento no aporte da Oi ocorreu durante o polêmico negócio que transformou a operadora na maior empresa do setor de telecomunicações do país graças à ajuda do governo e sob suporte de empréstimos no BNDES.


Sob o argumento de criar uma "supertele nacional", o governo Lula alterou as regras do setor para viabilizar a fusão com a Brasil Telecom.


Em 2010, o governo já tomou ao menos três decisões que beneficiam a telefônica. Entre elas, a de adiar para maio de 2011 o novo plano de metas para as operadoras - que, mantido o prazo original, forçaria a Oi, endividada, a fazer investimentos.


A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) liberou o mercado de TV a cabo para as teles. A Oi foi a única beneficiada, por ter capital majoritariamente nacional, precondição para a atuação nesse setor.


A agência decidiu também incluir mais um dígito nos celulares em São Paulo para aumentar os números disponíveis para venda, o que ampliou a possibilidade de entrada da Oi nesse mercado.


PARCERIA


Em 2007, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) decidiu multar a Oi porque a empresa não apresentou voluntariamente notificação sobre a injeção de recursos na Gamecorp.


A parceria Oi-Gamecorp começou em 2005, quando a operadora aumentou o capital da empresa em R$ 2,7 milhões e pagou R$ 2,5 milhões pela exclusividade dos serviços. Em 2006, injetou outros R$ 5 milhões.


A Oi acompanha de perto os negócios da Gamecorp. Em 2007, nomeou o executivo Marco Schroeder como conselheiro da empresa.


Em 2008, Lulinha esteve com sócios na sede da Portugal Telecom para falar sobre a entrada dos estrangeiros na Oi. A comitiva estava com o conselheiro da Anatel José Zunga Alves de Lima, que é amigo de Lula.


NOVOS SÓCIOS


Mesmo com dívidas e compromissos que superam o valor dos créditos e bens, a Gamecorp também atraiu como sócio Jonas Suassuna, dono do Gol Grupo, conglomerado que atua em diversos segmentos e vende livros didáticos a governos.


Parente do ex-senador Ney Suassuna, Jonas fez fortuna com venda de CDs da Bíblia gravados por Cid Moreira. Em 2007, investiu R$ 1,35 milhão na Gamecorp.


Sobre ter investido num negócio deficitário, disse que é um "mercado que tem dinâmica de maturação lenta, gerando resultados financeiros de médio e longo prazos".


Lulinha assumiu a presidência da empresa, no lugar de José Roberto De Raphael, casado com Adriana Diniz, filha de Abílio Diniz, do Grupo Pão de Açúcar.


Postado por RICARDO GAMA às 06:00

Dondocas progressistas terão que aguentar livros de direita nas livrarias

Resposta para Mente Conservadora:

Outro dia, um integrante do grupo dos ditos "blogueiros progressitas" (blogueiros de esquerda que apoiam o Governo Lula-Dilma e que eu carinhosamente chamo de dondocas progressistas) propôs um boicote à Livraria Cultura de São Paulo, por esta vender livros de direita. Com essa lei, o boicote das dondocas perderá totalmente a eficácia.

Se o projeto estivesse em vigor, talvez não fosse tão difícil encontrar nas livrarias o mais recente livro do jornalista Aristóteles Drummond, Um Conservador Integral. Livro que só li porque o próprio autor me enviou de presente. Aristóteles é filiado do PP, saudoso de 1964, se diz de direita, mas hoje em dia nem é tanto assim, pois que está na base de apoio do Governo Lula-Dilma.

Fonte: Agência Câmara.

29/12/2010 11:02


Projeto proíbe livrarias de selecionar livros que vendem


Diógenes Santos


Andrada diz que as livrarias não podem se orientar por preferências pessoais. Tramita na Câmara o Projeto de Lei 7913/10, que obriga livrarias e pontos de venda de livros a comercializar todas as obras enviadas a eles. Caso o comerciante se oponha a vender, deverá comunicar os motivos por escrito ao autor ou editor, que poderá apresentar recurso à Câmara Brasileira do Livro ou às câmaras estaduais.


A proposta pretende garantir a “livre circulação de livros no País". Na opinião do autor, deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), "livrarias não podem ficar submetidas ao jogo econômico e às preferências pessoais".


Segundo o deputado, é comum as grandes editoras e distribuidoras contarem com livrarias próprias. "Isso resulta na impossibilidade de autores de menor capacidade financeira colocarem à venda sua obras, que, em certo casos, representam importante contribuição à vida cultural do País", diz.


A proposta também define toda livraria como "núcleo cultural de importância social protegida pelo poder público". As livrarias, para o autor do projeto, "não são meras casas comerciais, mas locais de transmissão e circulação de ideias e produtos intelectuais de interesse da cultura nacional".


Tramitação


O projeto tramita em caráter conclusivoRito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações: - se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado ou rejeitado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário. e será analisado pelas comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Íntegra da proposta: PL-7913/2010

Reportagem - Maria Neves
Edição - Daniella Cronemberger

Tchau, Oi!

Resposta para Coturno Noturno:

Neste mês de dezembro, finalmente me livrei dessa malfadada Oi. Aqui em casa tínhamos uma assinatura do telefone fixo dessa empresa, desde os tempos em que ela era a estatal Telerj (a famosa Telerda), que depois virou Telemar (a famosa Telemerda) e depois Oi. Por algum tempo, assinei também o serviço de banda larga Velox. Da banda larga não tenho muito a reclamar, mas da telefonia fixa, putz... Foram anos de ligações não feitas aparecendo na conta (maquiadas dentro das franquias) e de uma cobrança de assinatura, resquício do tempo em que as linhas telefônicas (na era do monopólio estatal) eram ainda "bens" a serem declarados no Imposto de Renda e que davam direito até a ações da Telerj. Só que nós adquirimos a linha do assinante anterior, que ficou com as ações. Nós ficamos com a malfadada assinatura.

Essa história dos favorecimentos do Governo Lula nos mercados de telefonia e de TV paga já são conhecidas nacionalmente.

Só que há histórias desconhecidas fora da antiga área de atuação da Oi, que ia do Norte, passava pelo Nordeste e acabava aqui no Rio de Janeiro. Histórias que sulistas como o Coturno talvez desconheçam. Uma delas é a fundação da malfadada rede de rádios Oi FM. Toda feita com uma programação gerada por computador e praticamente sem locutores, a Oi FM é uma rádio pop que opera apenas com rádios arrendadas que nasceu com o único objetivo de vender toques de celular para os usuários de telefones móveis Oi e para fazer com que os ouvintes "participassem" da programação mandando mensagens SMS.

Uma das rádios arrendadas pela Oi FM foi a histórica Rádio Cidade, pioneira FM carioca que é a inspiradora de várias rádios pop até hoje presentes em várias cidades brasileiras e também no exterior. Criei um blog cobrando a volta da Rádio Cidade: http://voltacidade.blogspot.com/.

Neste ano, já tinha mudado de operadora de banda larga, e no último dia 21 me desfiz da assinatura de telefone fixo da Oi. Agora sou cliente de uma empresa que prefiro deixar no anonimato, porque não sou pago para fazer propaganda dela.

Tchau, Oi!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A esquerda ainda com medinho da direita, apesar da aniquilação eleitoral desta

Resposta para o petista Blog de um Sem-Mídia:

Esse é o maior medo da esquerda: que apareçam lideranças nacionais e partidos assumidamente direitistas que arregimentem milhões de eleitores que se sentem mal representados pelos partidos governistas de direita (PMDB, PP, PR e partidos fisiológicos menores) e até mesmo pela dupla DEM-PSDB. Essa gente poderá eleger parlamentares nos próximos anos e mesmo o sucessor de Dilma Rousseff.

A não ser que apareça uma corrente nacionalista que seja contrária à esquerda e ao neoliberalismo simultaneamente, pra suplantar ambos.



Se a hora de a militância de Dilma Rousseff voltar à razão é agora, é sinal de que não havia razão em eleger Dilma Rousseff.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Casseta & Planeta Urgente acabou na terça-feira passada. Já foi tarde!

Na terça-feira passada, depois da "novela das oito" (que é na prática novela das nove e um dia será novela das dez) a Rede Globo apresentou a derradeira edição do programa Casseta & Planeta Urgente, do (ainda) grupo humorístico Casseta & Planeta. Já foi tarde! O programa já estava decadente desde antes da morte do saudoso Bussunda, e ultimamente ocupava inutilmente um espaço na grade de programação da Rede Globo que deveria ser bem utilizado.

Eu já fui telespectador assíduo dos cassetas. Mas há anos deixei de ver, quando começou a decadência do programa. Estava querendo ver o programa hoje, para depois celebrar o fim daquela joça, mas agora fiquei sabendo que a edição de terça-feira passada foi a última. Eu realmente ando desligado da TV aberta.

Casseta & Planeta Urgente refletia basicamente o que passava na cabeça dos seis integrantes do Casseta & Planeta, e também um pouco da linha editorial da Rede Globo. Ou seja: uma gororoba dos infernos. Todas as piadas políticas, por exemplo, refletiam fielmente a linha editorial traçada pelos Marinho e pelo diretor de jornalismo da emissora. Tudo muito neoliberal, portanto.

Boa parte das paródias eram homenagens, jamais críticas. Os cassetas são noveleiros assumidos. Como tal, faziam paródias das novelas da casa, notadamente as "das oito", podendo eventualmente aparecer alguma paródia de alguma das outras novelas: a "das seis" e a "das sete".

Haviam também as paródias musicais, em que os cassetas exaltavam a mesma Música de Cabresto Brasileira exaltada no restante da programação jabazeira da Globo. Chegaram a criar personagens como a dupla MC Ferrow & MC Deumal (alusão aos fanqueiros cariocas) e a cantora baiana Acarajette Love, que algumas vezes contracenou com cantoras de verdade da ala baiana da Música de Cabresto, como Claudia Leitte e a onipresente Ivete Sangalo. Outros artistas da Música de Cabresto eram convocados para parodiarem a si mesmos. Uma vez, fizeram Os Travessos vestirem roupas de travesti para encenarem uma apresentação do grupo Os Travecos.

Os Cassetas merecem críticas quanto à decadência de seu programa televisivo. Por outro lado, não faço coro com as dondocas progressistas que gostariam muito de censurar os Cassetas por suas posições e sátiras a respeito de políticos e partidos. Vitoriosos, deveriam agora deixar os Cassetas se recolherem à sua insignificância e irrelevância. Talvez o único casseta que emite opiniões político-partidárias seja Marcelo Madureira, que prefiro definir como um sujeito que se acha mais do que realmente é, acima do bem e do mal, o suprassumo do humor, o último biscoito do pacote, além de um sujeito mal humorado, contradição absoluta para quem trabalho com humorismo. Mas não faço coro com as dondocas progressistas que gostariam de ver o sr. Madureira censurado, ou se tornando um humorista chapa-branca (embora alguns chapa-branca sejam talentosos, como Bessinha, que venho destacando no blog). Se Madureira quer ser um comentarista político chapa cinza, isso é problema dele. Liberdade de expressão deve ser para todos. Ou não existe.



Marcelo Madureira é tão somente um humorista medíocre, que só conseguiu chegar onde chegou por integrar um grupo de amigos humoristas mais talentosos e equilibrados. No Casseta & Planeta, Bussunda puxava a média para cima e Madureira puxava para baixo. Sem o Bussunda, a média dos cassetas rolou ladeira abaixo.

Com o fim de Casseta & Planeta Urgente, hoje rolará um especial de fim de ano chamado Batendo Ponto. Em janeiro, deverá entrar no lugar dos cassetas a Big Bosta Brasil 11. Quando a bosta acabar, espero que coloquem algo que preste. Podiam fazer uma faixa de seriados com episódios mensais, um seriado diferente por semana. Inclusive o sensacional Aline.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Show do Roberto Carlos - Prefeito Eduardo Paes ferra moradores de Copacabana

Governador oportunista fica sem ninguém no Ministério Dilma

O governador reeleito Cabral Filho se aliou oportunisticamente ao Governo Lula. Ele não tem nada a ver com a nova pilhagem do Estado, promovida pela esquerda. Tem a ver, sim, a ver com a velha pilhagem de seu partido do coração: o PSDB, do qual mantém todos os preceitos neoliberais, como a terceirização do Estado.

Com a eleição dele mesmo (no caso, uma reeleição) e de Dilma Rousseff, ele esperava ser o governador aliado mais contemplado com cargos no ministério, a partir de 2011. Chegou a indicar seu secretário de saúde e defesa civil Sérgio Cortes (um desastre completo) para o Ministério da Saúde, mas sua afobação em falar da indicação antes do anúncio oficial fez Dilma voltar atrás.

Agora, Cabral Filho vê que Dilma terá quatro ministros com raízes políticas no estado do Rio de Janeiro. Mas nenhum indicado do governador otário. Este texto é ilustrado pela nota de Berenice Seabra na edição do Extra de ontem.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Cartola tucano-flamenguista leva rasteira de cartola governista da CBF

Patrícia Amorim é uma lástima como vereadora tucana e uma lástima como cartola flamenguista. Devia deixar o Flamengo em paz e tentar cumprir com honra os dois anos que restam do mandato de vereadora, porque os outros dois já foram.

É irônico que uma tucana leve uma rasteira de Ricardo Teixeira, cartola governista (pois é aliado do Governo Federal). Até no futebol os tucanos levam surra do PT.

Fonte: Tribuna da Imprensa.

domingo, 26 de dezembro de 2010 | 06:05


A Nação Rubro-negra responde à CBF


Helio Fernandes


Depois de 20 anos, Ricardo Teixeira resolve “unificar” títulos de campeão de futebol. Só o Flamengo saiu perdendo. Protestou, Ricardo Teixeira respondeu: “O Flamengo perdeu uma ação na Justiça, não posso desrespeitar essa decisão, PODERIA SER PRESO”.


Em cima do laço, a Nação Rubro-negra apresenta seu protesto, e atinge de forma fundamental, o passado, o presente e o futuro de Ricardo Teixeira: “Não se justifica o temor do senhor Ricardo Teixeira de ser preso, Se vier a ser, não será certamente por causa do Flamengo”. Nota MIL.


A PROPÓSITO DE TEIXEIRA E PELÉ


Ficaram anos e anos brigados, irreconciliáveis, Pelé mostrava seu amor à verdade, só chamava o presidente da CBF de “C-O-R-R-U-P-T-O”. Nem mais nem menos. Só que Teixeira “replicava”, não convidava Pelé para nada, aqui ou pela FIFA, onde Teixeira também manda.


Esse “ostracismo”, sem poder mostrar e exercitar seu exibicionismo, Pelé não agüentou. Fizeram entendimentos através de prepostos ou porta-vozes, se encontraram. “Parece que foi ontem”, disseram os dois saudosistas do nada. E Pelé ainda falou: “Nunca estivemos brigados, a imprensa é que falsificou tudo, criou a inimizade que nunca existiu”.


***


PS – Esse é o Pelé de 70 anos, felizmente 35 dentro do campo. Esses ninguém esquece. Nos outros 35, Pelé não quer ser esquecido, se reconcilia até com quem chamou de C-O-R-R-U-P-T-O.


wil
dezembro 26th, 2010 at 6:13


Esses ídolos de barro fazem parte da triste história desse país. Hoje, Pelé se abraça com o corrupto Teixeira, ontem, Lula fazia cafuné em Sarney, a quem já chamou de ladrão. Tanto Lulla quanto Pelé são camaleões palanqueiros. Deveriam ser presos pelo CONAN.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Cuidado! Papai Noel e as renas estão chegando!

MST pode ser de direita

Resposta para Altamiro Borges:

Mas perguntamos a eles: quantos sindicatos de trabalhadores vocês organizaram? Quantas lutas sociais organizaram? Quantos votos, enfim, conseguiram ter entre os trabalhadores?

Muito estranhos estes questionamentos de João Pedro Stédile aos trotskistas. São questionamentos utilitaristas, típicos de um neoliberal e de um direitista, sempre cobrando eficiência e números, nada mais.

Se formos adotar a mesma visão de Stédile, podemos dizer que o MST é uma entidade fracassada, por não conseguir a Reforma Agrária. E, por isso mesmo, uma entidade a serviço dos ruralistas e da direita em geral.

Vai ver, o MST é de direita, disfarçado de esquerda.

Aliás, o velho cumpanhêro Aldo Rebelo e Kátia Abreu se tornaram aliados. Não demora muito, o MST e a UDR também farão aliança.

O PT, a esquerda e a carga tributária

Resposta para Alexandre Toledo, na comunidade Prefeitura Rio de Janeiro:

Alexandre completou minha cronologia do DEM. No caso do PDS após a saída dos fundadores do PFL (ficaram basicamente malufistas e viúvas de 1964), o partido mudou de nome para PPR (Partido Progressista Reformador), depois para PPB (Partido Progressista Brasileiro) e, finalmente, para a atual sigla PP.

Tenho que comentar isso aqui:

36 MILHOES ENTRARAM NA CLASSE MÉDIA...

Esta é uma das virtudes do Governo Lula, mas ao mesmo tempo o que pode decidir a derrocada do PT e da esquerda como um todo. Com o crescimento da classe média sem nenhuma formação geral (ah, o velho problema da educação...), isso deve aumentar a agenda conservadora. A classe média é conservadora por natureza. Prefere a manutenção do status quo acima de tudo.

Houve um ensaio de levante conservador nesta última eleição. Conseguiram ressuscitar até a moribunda TFP... Mas os demo-tucanalhas estão tão queimados que mesmo os conservadores mais moderados os rejeitaram, rumando para a neutralidade ou a candidatura Dilma.

Os setores conservadores já acharam uma bandeira para levantar: a alta carga tributária. Aqui mesmo na Comunidade vemos os efeitos nefastos desta política: paga-se altos impostos de toda natureza para comprar qualquer coisa, mas nós mesmos não vemos melhoria nas condições de trabalho nem melhorias nos nossos contracheques, apesar dos contribuintes pagarem, e muito.

Os demo-tucanalhas não tem moral para levantar a bandeira da carga tributária, pois que eles mesmos não realizaram a reforma tributária e aumentaram a carga. Mas no dia que uma corrente política pegar essa bandeira, babau PT, babau esquerda.

A não ser que Dilma e seus aliados a peguem. Aí será aquela história: Lula 2014 e 2018, Dilma 2022, Lula 2026 e 2030, Dilma 2034, Lula 2038 e 2042, Dilma 2046, Lula 2050 e 2054...

A editorialização das reportagens

Resposta para Mingau de Aço:

Talvez o grande problema da imprensa brasileira seja a imprensa literal, ou seja: a imprensa MESMO, em papel: jornais diários e revistas semanais. Nesses veículos se destila o mau jornalismo com toda a sua acidez, principalmente pela editorialização das reportagens.

Que não se deseje transformar a imprensa brasileira toda em progressista ou esquerdista a fórceps. Qualquer coisa diferente disso é desejo de revanche, vingança e um latente governismo com viés autoritário. Apenas deve-se cobrar que a imprensa nativa saiba separar a parte editorial das reportagens. Estas devem mostrar os fatos tais como são. Que deixem suas opiniões (seja de que tendência forem) para os editorialistas e comentaristas.

A imprensa internauta (portais, blogs, etc) é mais plural pela própria natureza da Internet, que nenhuma força política brasileira (seja governista ou oposicionista) teve cara de pau ou força para reprimir, ainda. A imprensa que depende de outorgas (rádio e TV aberta) é obrigada a maneirar na dose, até mesmo pela legislação vigente, dentro ou fora do período eleitoral. Mas bem que eles gostariam de seguir os passos da imprensa MESMO, até deixando de destacar repórteres para acompanharem a agenda presidencial diariamente.

Na terra onde a Constituição proíbe a Censura desde o século XIII, o presidente Barack Obama disse que trataria a rede Fox como oposição. No que fez justiça para os dois lados: a Fox tem liberdade para dizer o que quiser, mas tem que ouvir o que não quer. A verdadeira liberdade deve ser para todos, ou para ninguém.

Esse tipo de coisa jamais aconteceria no Brasil. Aqui um lado taca as pedras (ou bolinhas de papel, ou fitas crepe, depende de qual PiG se acompanhe: o Golpista ou o Governista), o outro apenas sofre o impacto, só fala para seus iguais e fica tudo elas por elas.

Há de se anotar também o papelão da mídia governista, como o grupo Record-IURD e a Carta Capital, citada no blog. Aliás, aguardo o dia em que o prestigiado blog baterá no grupo Record-IURD e na Carta Capital tanto quanto bate no quarteto Globo-Abril-Folha-Estadão. Uns como os outros editorializam as reportagens, sendo igualmente danosos aos usuários e à sociedade.

Mas acho que estou sendo tolo demais em pedir alguma mudança no blog neste sentido.

Dado Villa-Lobos detona Restart na Billboard

Boa, Dado!

Fonte: Laboratório Pop.

Dado Villa-Lobos detona Restart na "Billboard"


Na revista Billboard Brasil 15, lançada em dezembro, a banda da capa é a Legião Urbana. O motivo de Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá figurarem lá é o recente lançamento da coleção do grupo em CD digipack (com encarte turbinado, trazendo fotos e textos) e vinil, e a iminência de lançamentos de três filmes contando a história do grupo - além de mais um quarto, que corre por fora, chamado Dê-me abrigo, contando a história do show dado por eles em 1988 no estádio Mané Garrincha, em Brasília, que terminou em pancadaria. Durante o bate-papo, Dado e Bonfá falaram suas impressões a respeito da música atual - e o guitarrista, em particular, não poupou a banda-sensação Restart.


"Eu nem vejo o Restart como banda de rock. É um veículo para que se venda camiseta, chiclete, álbum de figurinhas. Não é porque o cara pendura uma guitarra elétrica no pescoço e tem um baterista que isso é rock. É um fenômeno pop adolescente. Aliás, adolescente, não! É pré-adolescente. Nosso público nunca teve esse perfil", diz o músico, que elogias bandas como Los Porongas e Cidadão Instigado, com as quais dividiu palcos.


A revista traz também entrevistas com artistas como Nando Reis, Cee-Lo Green (estourado no mundo todo com o hit Fuck you) e as Valkírias.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Quem será o contemplado com o Troféu Tolo do Ano 2010?

Pra quem não sabe, no ano passado este blog lançou o Troféu Tolo do Ano, para o responsável pela maior lambança ou o maior mico do ano. Como este blog foi lançado em 2009, houve até agora apenas a contemplada daquele ano: a cantora Vanusa.

Estamos lançando na barra lateral direita deste blog a lista completa de contemplados, ano a ano. No próximo dia 31, a lista terá acrescido o nome do contemplado com o Troféu Tolo do Ano 2010.

Quem será o contemplado deste ano? Eu me encarrego da escolha final do vencedor de cada edição. No ano passado, elegi Vanusa sozinho. Neste ano, eu tinha um candidato, mas obtive a ajuda de amigos, e um deles me convenceu a eleger outro.

Para saber quem é o contemplado de 2010 e conhecer sua trajetória de lambanças neste ano, acompanhe este blog no dia 31.

UDN - Arena - PDS - PFL - DEM - ????

Resposta para a comunidade Prefeitura Rio de Janeiro:

Irreal essa charge da UDN e do DEM junto ao túmulo de 1964. DEM e UDN são basicamente o mesmo partido, só trocando a sigla. Se não são distintos, não podem aparecer lado a lado.

Aliás, a cronologia é esta: UDN - Arena - PDS - PFL - DEM - ????.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Passageiro é agredido em vagão da Linha 2 Metrô Rio após ouvir fânqui proibidão em volume alto

O assunto está atrasado, mas só agora estou comentando.

E o tal deputado frouxo, vassalo de Rômulo Costa e de DJ Malboro? Não apareceu para defender os direitos do mano?

Fonte: O Globo.

Stella Velloso


Um homem não identificado foi agredido na tarde deste domingo por um passageiro da Linha 2 do Metrô, que seguia no sentido Zona Sul. De acordo com testemunhas, ele estava ouvindo um funk "proibidão" em alto volume, o que gerou a insatisfação dos demais passageiros, que pediram para ele desligar o equipamento. O som não foi desligado, e um dos passageiros se irritou e deu empurrões e pontapés no homem.


Na estação do Catete, dois seguranças do metrô entraram na composição, imobilizaram o passageiro e o retiraram do vagão. Algumas pessoas que acompanharam a cena chegaram a discutir sobre quem tinha razão no caso, o que gerou mais tumulto no vagão. A estudante Érida Santos, de 22 anos, foi uma das que presenciou a agressão:


- O homem foi chutado. Ele estava errado, mas não ao ponto de apanhar. As pessoas precisam entender que violência só gera mais violência.


A concessionária Metrô Rio nega a agressão, mas confirma que o homem, antes de embarcar na estação de Triagem, estava sem camisa e com um equipamento de som com volume alto. De acordo com a concessionária, seguranças solicitaram que ele vestisse a camisa e desligasse o som para embarcar. O Metrô Rio informou ainda que, na estação da Cinelândia, o homem teria ligado o som e os passageiros começaram a reclamar, chamando a segurança.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Acabou a falsa anistia de Apóstolo Estevam para o pastor José Bruno

Zé Bruno
Quando o pastor José Bruno deixou a igreja Renascer, o dito apóstolo Estevam Hernandes escreveu que José Bruno tinha saído "na bênção".

Mas parece que a falsa anistia acabou.

Fonte: Folha Renascer, usado sob licença.

Apóstolo Estevam critica José Bruno no Twitter


2010-12-14 20:46


Um dos seguidores do apóstolo Estevam criticou as recentes declarações do José Bruno (Leia Aqui), ex-bispo da Renascer e atual pastor da Igreja Casa da Rocha. O seguidor e membro da Renascer rebateu vários pontos abordados pelo pastor José Bruno e após concluir escreveu para o apóstolo Estevam que afirmou: "...é doutrina de demônios"


@apostoloestevam É paizão. O discurso é até bonito, tem cara de ser bom. E na verdade é motivada por um sentimento da carne.


O Apóstolo Estevam respondeu: @xxxxx é muita heresia, confundir carne com espirito, coisa de louco

@apostoloestevam É verdade! Se essas pessoas gastassem + seu tempo em salvar vidas e ão ficar falando mal do que viveu e q por muito tempo..


O Apóstolo Estevam respondeu: @xxxxx "nem o discurso saiu da palavra é doutrina de demônios" concluiu

@apostoloestevam foi benção em suas vidas, e td era bom. Com certeza o mundo já estaria evangelizado. concluiu o seguidor.


Escrito por: Flávio.

domingo, 19 de dezembro de 2010

MST teria espiões no Incra para orientar invasões, revelam telegramas vazados pelo WikiLeaks

Xiii... Acabarão os festejos da esquerda brasileira em torno do WikiLeaks.

O grande mérito do WikiLeaks é que ele é neutro. Mostra os podres de toda a diplomacia mundial e de todas as correntes políticas.

Já saíram coisas sobre o Serra e os tucanos quererem privatizar o Pré-Sal. A hora dos governistas chegará. Alô, políticos com contas na Suíça e paraísos fiscais: tremei!

Não me surpreende que o MST faça também o jogo dos ruralistas. A elite dirigente do MST não quer a Reforma Agrária coisa nenhuma. Quer apenas a revolução socialista. Esses dirigentes mandam os verdadeiros sem-terra para os acampamentos nos lugares mais inóspitos tomar tiro e surra de jagunços e policiais, enquanto os dirigentes ficam em hotéis a quilômetros de distância, em contato com os aliados do Governo em Brasília.

No Brasil, inventaram essa farsa de que Reforma Agrária é de esquerda. Nunca foi. Reforma Agrária é neutra. Não tem ideologia. Ela foi feita em vários países que não tinham governos de esquerda. Inclusive os ultracapitalistas EUA.

Se houver Reforma Agrária mesmo, os sem-terra terão terra, e aí acabará o MST. Se depender dos dirigentes do MST, filhos e netos dos sem-terra não herdarão mais nada além da lona preta ou azul dos assentamentos.

P.S: Enquanto o WikiLeaks mostrou os escritos dos diplomatas ianques esculhambando apenas o Putin, o Berlusconi, o Vaticano e os tucanos, eles eram heróis. Agora que esculhambam a máfia da coalisão PT-MST, viraram vilões. Não só o WikiLeaks e os diplomatas ianques, como os que os repercutem. Como este jornal. Não é mesmo, calmíssimos chapa-branca?

Fonte: O Globo.

Publicada em 18/12/2010 às 20h29m
Tatiana Farah


RIO - O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) usa informantes dentro do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) para ocupar as terras que serão desapropriadas pelo governo. A afirmação consta de telegramas enviados por diplomatas dos Estados Unidos ao Departamento de Estado americano e revelados ao GLOBO pelo grupo WikiLeaks. Os diplomatas acusam ainda os sem-terra de alugarem lotes dos assentamentos para o agronegócio no Pontal do Paranapanema (SP) e avaliam que o governo Lula esvaziou o movimento, que teve de se "reinventar".


"A prática do MST de distribuir lotes de terra fértil a seus fiéis e de alugar a terra de novo ao agronegócio é irônica, para dizer o mínimo. O presidente Lula tem sido flagrantemente silencioso com suas promessas de campanha de apoiar o MST por uma boa razão: uma organização que ganha terra em nome dos sem-terra e que depois a aluga para as mesmas pessoas de quem tirou tem um sério problema de credibilidade", escreve o cônsul-geral em São Paulo, Thomas White, em 29 de maio do ano passado. O comentário foi feito após o diplomata ouvir um relatório de seu assessor econômico, que conversara com empresários de Presidente Prudente, onde "poucas pessoas" apoiam o movimento social.


O assessor econômico ouviu também o historiador americano Clifford Welch, que integra o Nera (Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos em Reforma Agrária). Considerado por White como "pró-MST", o pesquisador revela que o movimento usa seus contatos dentro do Incra para determinar qual será a próxima fazenda desapropriada. "Welch disse ao assessor econômico que o Incra não torna essa informação publicamente disponível e que o MST só poderia acessá-la por meio de informantes dentro do Incra", informa o cônsul-geral. Segundo White, o Incra, usualmente, não desapropria com rapidez e, assim, "o MST invade a terra como prometido".

'Lula aprendeu que questão não é fácil'

Sete telegramas enviados ao Departamento de Estado entre 12 de abril de 2004 e 29 de maio de 2009 mostram a atenção dos americanos para o que consideram um declínio do movimento sem-terra no Brasil. Para os EUA, o MST decaiu justamente pela ação de um de seus aliados de primeira hora: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com o Bolsa Família e, posteriormente, as políticas de geração de emprego, o presidente teria desmobilizado a luta no campo. Já o programa de reforma agrária é visto com desconfiança desde o princípio, como escreve a então embaixadora Donna Hrinak, em 2004:

"Durante a campanha presidencial de 1994, ele (Lula) disse: 'Com uma simples canetada, eu lhes darei tanta terra que vocês não serão capazes de ocupá-la'. Como presidente, ele tem aprendido que não é um problema de tão fácil resolução", escreve a embaixadora.

Segundo ela, o ex-presidente
Fernando Henrique Cardoso assinou "frustrado" a MP 2183 em 2000, que trata da reforma agrária, para conter uma onda de invasões do final dos anos 90.


Hrinak é ácida ao tratar do líder do MST João Pedro Stédile:


"Ele frequentemente faz comentários inúteis (no ano passado, clamou por uma guerra contra os fazendeiros), anunciando recentemente: 'Abril será um mês vermelho. Vamos fazer da vida um inferno. Abril pegará fogo''."


A embaixadora prossegue contando que, criticado no Congresso, Stédile "voltou atrás".


Em 24 de março de 2006, o então cônsul-geral de São Paulo, Christopher McMullen, reportou aos EUA que o grupo não atrai "muita simpatia da imprensa nem do público". E apresenta números de invasões de terra em São Paulo, que seriam, segundo as lideranças do MST paulista, uma cobrança por promessas não cumpridas do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que concorreria à Presidência.


Ao falar do mês de protestos dos sem-terra, o "abril vermelho", que marca o massacre de Eldorado de Carajás, McMullen destaca que o MST e outras organizações de camponeses têm atacado não só propriedades de terra, mas o "agronegócio", como a Aracruz Celulose e a Sygenta. Dois anos depois, já com Thomas White no lugar de cônsul-geral, os EUA são informados de uma mudança nas estratégias do MST:


"Estão enfrentando uma significativa mudança em sua organização. O número de integrantes cai lentamente, assim como o número de invasões que realiza. Alguns observadores citam o programa de transferência de renda para os pobres, o Bolsa Família, como fator de declínio das atividades do MST. Além disso, o MST esperava por maior vontade política do governo Lula na redistribuição de terras. Uma aparente indisposição de parte do governo para fazer isso pode estar desgastando o MST e levando-o a procurar a acomodação em vez do confronto".


Em outro telegrama, de 2008, um diplomata escreve que o MST teve de "se reinventar" como movimento. O alvo é mesmo o agronegócio, esse tipo de empresa e a defesa do meio ambiente. A decepção dos líderes sem-terra com o presidente Lula é grande, explicam religiosos do Nordeste aos diplomatas americanos, mas as críticas não podem ser feitas publicamente.


"Esperavam mais suporte do presidente Lula, mas não podem criticá-lo porque ele é muito popular com seu eleitorado graças ao Bolsa Família. Então, o jogo tem de ser feito nos bastidores. As invasões são moedas de troca, daí alguns créditos ou subvenções para os parceiros do movimento que garantam a paz", escreve Page, do consulado paulista.


Em 1 de abril do ano passado, o cônsul White escreve que em seus 25 anos, o MST não tem o que comemorar.


"Cada vez mais ignorado pelos seus ex-partidários, o presidente Lula e seu PT, e reduzido tanto pelo crescimento econômico quanto pelos efeitos positivos do Bolsa Família, o MST encontra-se na defensiva", diz ele. "A organização está respondendo aos desafios radicalizando suas ações". O diplomata cita a ocupação da fazenda do banqueiro Daniel Dantas, no Pará, "um banqueiro brasileiro sob investigação de corrupção".


Apesar de acreditar num enfraquecimento do MST, o diplomata americano avalia que haverá muitos anos de "abril vermelho pela frente":


"Embora a base social do MST tenha diminuído, ela não desapareceu".


White, aponta outro problema:


"No Brasil, o sistema de posse de terra continua cheio de problemas de ordem jurídica".

sábado, 18 de dezembro de 2010

Respondendo a reclamações sobre o ministério de Dilma Rousseff

Resposta para Tribuna da Imprensa:

Até o eleitorado de esquerda típico do PT está reclamando do ministério da Dilma. Reclamam, por exemplo, da permanência de Nelson Jobim na Defesa.

Mas não votaram na mulher? Que os otários aguentem, caladinhos.

E ainda nem estourou a roubalheira da Copa 2014...

Há 100 anos foi feita a Revolta da Chibata. O mesmo povo ainda hoje vota em quem lhe dá chibatadas

Resposta para Ricardo Sales:

RICARDO SALES
dezembro 18th, 2010 at 10:10


O SENHOR TAMBÉM SQUECEU A REVOLTADA DA CHIBATA.FEZ 100 ANOS AGORA EM 22 DE NOVEMBRO . NADA DE NADA SAIU NO SEU BLOG.

Só que eu não tenho Secretaria de Inteligência nem Secretaria de Cultura sob meu comando. E nem fui eleito. O governador, sim.

Além do mais, o mesmo povo que promoveu a Revolta da Chibata continua votando nesses mesmos políticos que promovem chibatadas contra o povo. Não levaram chibatadas na SuperVia e ainda reelegeram o homem no primeiro turno?

Cabral Filho e Eduardo Paes esqueceram centenário de Noel Rosa

Resposta para Pedro do Coutto:

Ora, bolas. Cabral Filho e Eduardo Paes nunca tiveram compromisso algum com a Cultura (com C maiúsculo). Pra quê lembrar do centenário de Noel Rosa? Se fosse o centenário do autor da Dança do Créu, com certeza o desgovernador e o prefeito já teriam promovido "bailes fânqui" alusivos à data.

E como o verdadeiro Sérgio Cabral (outrora tão cuidadoso com a MPB) não tem aparecido muito para falar de Noel Rosa, deve estar seguindo o mau exemplo do filho. Senão já teria dado um puxão de orelhas nele.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O pior da obra de James Brown vira justificativa (?) para o fânqui

Respostas para postagem anterior:

Flavinho DJ O Poder do Som disse...


Caro amigo eu concordo com vc sobre a globo sobre os politicos...porem essas coisas nada tem haver com o Funk carioca...penas esse partico viu que apoiando o funk poriam fazer media com os funkeiros...e o funk ganhou recebendo sua proteção de pessoas sem noção como vc...pq como já disse o funk carioca nao surgiu com pretenção nenhuma e derivou do miame ,que derivou do funk de james b. tem sua ligação com o funk carioca sim é pq vc nao pesquisou corretamente ou nao ateve a esse detale pq o funk de james b. tinha sensualidade...talvez pq o senhor nao sabe traduzir ingles não é vou traduzir pra vc Sex Machine tradução: Máquina de Sexo nada mais é que muscias de que? duplo sintido...talvez vc nao quer ver isso não é...se diz tao intelectual mais nao viu isso não foi...


16 de dezembro de 2010 01:09

Marcelo Delfino disse...

Não tenho que prestar contas a figuras como você, Flavinho. O meu blog não é sobre a história do funk ou do fânqui. Se quiser um blog que traga a história do funk ou do fânqui, procure um ou faça você mesmo.

Não justifico os erros do fânqui citando os erros dos artistas do funk dos anos 60 e 70. Aliás, o fânqui só copiou o pior que há no funk, nada do melhor.

16 de dezembro de 2010 13:12

MP denuncia mais roubalheira na Saúde do Rio de Janeiro

E ainda querem meter mais ainda a mão no bolso do contribuinte para "financiar a Saúde". Mas será para terem mais dinheiro para roubar.

Fonte: O Globo.

MP denuncia envolvidos com desvios de verbas da Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil
Publicada em 15/12/2010 às 18h35m
O Globo


RIO - O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro denunciou à Justiça sete pessoas envolvidas em desvios de verbas da Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil (SESDEC) por meio de um contrato irregular celebrado com a Toesa Service Ltda para fazer a manutenção de 111 ambulâncias e de superfaturamento. Segundo o MP, o contrato provocou um prejuízo de pelo menos R$ 1,41 milhão aos cofres do Estado entre 2009 e 2010. Entre os denunciados está o então Subsecretário Executivo da SESDEC, Cesar Romero Vianna Junior.


O contrato, assinado por Cesar Romero, estabelecia que, pela manutenção preventiva de 111 ambulâncias, a Toesa receberia 4,9 milhões por 12 meses. Na manutenção de cada veículo seriam gastos R$ 44,8 mil, segundo o MP, um valor acima do mercado. Os promotores mostraram quem um contrato semelhante, feito pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa), em 2008, gastou apenas R$ 487,90 na manutenção de cada ambulância. Em dezembro de 2008, a Secretaria já havia tentado contratar o serviço, durante seis meses, com dispensa de licitação, alegando caráter emergencial. Na ocasião, a Toesa fez a proposta de R$ 2,183 milhões. A iniciativa foi frustrada por um parecer contrário da Assessoria Jurídica da própria SESDEC.


Foram denunciados também a ex-Coordenadora de Aquisição da Superintendência de Logística e Suprimentos da SESDEC Michelle Costa Fonseca; a ex-Coordenadora de Licitações da SESDEC Eliana Ferreira Pires Tavares; o pregoeiro da SESDEC, Ricardo Wilson Pereira Domingues; o Superintendente da Sociedade Empresária Toesa Service Ltda, Daniel Gomes da Silva, o sócio e Gerente da Multi Service de Duque de Caxias Comércio e Locação de Veículos Ltda, Danillo Costa, e o preposto da Sociedade Empresária Scar Rio Peças e Serviços Ltda, Carlos Eduardo Correia dos Reis. Eles são acusados de peculato, fraude em licitação e falsidade ideológica.


Entre as irregularidades apontadas na denúncia, oferecida pela Coordenadoria de Combate à Sonegação Fiscal (COESF), estão superfaturamento, direcionamento do edital, pagamento por serviços não realizados e indícios de formação de cartel. A denúncia foi distribuída para a 19ª Vara Criminal da Capital.


O pregão eletrônico em que foram constatadas as irregularidades foi realizado em 27 de maio de 2009, e resultou na contratação da Toesa, foi publicado em 7 de maio. Embora a empresa tenha apresentado um lance final de R$ 4,980 milhões, ela foi beneficiada pela desclassificação de duas concorrentes que haviam feito lances menores: Scar Rio (R$ 1.118.865) e Multi Service (R$ 1.118.870), que descumpriram uma cláusula do edital por não entregarem documentos. Conforme a avaliação da Divisão Anticartel e de Defesa da Ordem Econômica do MPRJ (DACAR), tanto a Multi Service como a Scar Rio não tinham como objetos sociais a manutenção de veículos, nem estrutura para atender aos requisitos do edital e do contrato.


O Tribunal de Contas do Estado também realizou inspeção em quatro contratos realizados com a Toesa entre 2008 e 2009. O relatório do Corpo Instrutivo do TCE ratificou as irregularidades da sindicância e apontou outras 13, como falta de encaminhamento de processos administrativos ao próprio Tribunal, notas fiscais sem detalhamento e inexistência de documentação atestando a prestação de serviços pagos, entre outras. O Tribunal também concluiu que, com os valores pagos, seria possível adquirir "uma frota inteira de veículos".

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A verdade sobre as Organizações Sociais

Os tucanos já implantaram as OSs em São Paulo e a dupla Cabral Filho & Eduardo Paes está implantando-as no Rio de Janeiro.

Eis vosso futuro, cariocas!

Mais chacota pra cima do Internacional

Fonte: Yahoo.

Inter é alvo de chacotas dos rivais no Twitter


14 de Dezembro de 2010 22:15
Por Redação Yahoo! Brasil


A surpreendente derrota do Colorado contra o até então desconhecido Mazembe ainda na primeira fase do Mundial de Clubes não passou despercebida pelos torcedores rivais.


Pelo contrário, ainda no segundo tempo da partida os torcedores rivais já ironizavam o time gaúcho. Ao fim do jogo, não foram apenas torcedores que tiraram sarro do time gaúcho. O twitter oficial do Grêmio registrou a seguinte mensagem: "Grêmio é o único clube gaúcho invicto em jogos do Mundial de Clubes. Parabéns ao @tpmazembe do Congo".


No entanto, as gozações mais criativas vieram mesmo dos torcedores comuns. Abaixo uma seleção com as melhores piadas.


Se o Mazembe ganhar o Mundial, tem que virar filme, com Denzel Washington no papel de Kidiaba - por @achrispin

O Inter não viu o DVD do Mazembe? -por @mariohsoliveira

Já diria o locutor: "O Mazembe rasga a camisa do Inter e pisa em cima. O Mazembe humilha o campeao da Libertadores!" - por @kaue_freitas

DVD Férias Frustradas em Abu Dhabi. Estrelando: Celso Roth e grande elenco -por @cleberleao

E o Saci no Mundial Interclubes, hein? Inocente demais. Quis vencer o Mazembe com o pé nas costas e caiu no chão - por @schneppel

23 colorados foram passear além do oceano para jogar, o Mazembe falou volta já, já, e Nenhum troféu veio de lá... - por @natyfamil

O Inter perder pro Mazembe é como o Usain Bolt perder pra mim nos 100m rasos. - por @felipecabeca

O Inter está comendo o pão kidiaba amassou! - por @gremiorock

Agradeço ao Inter por ter roubado do Palmeiras o maior mico do ano - por @SeoCruz

Desafiamos de imediato o Mazembe! Pela honra do futebol brasileiro! É só marcar o dia, a hora e o local! - por @ibismania

Atenção colorados! O sonho acabou mas as mensalidades da CVC continuam! - por @marysheee

Cabral Filho: 'Quem aqui que não teve uma namoradinha que teve que abortar?'

Resposta para O Globo:

Nada mais me surpreende do sujeito que diz que favela é fábrica de marginal, se referindo aos filhos das mulheres pobres.

A respeito do "Quem aqui que não teve uma namoradinha que teve que abortar?", Cabral Filho deve estar falando do círculo promíscuo de amizades que deve conhecer. Não pode estar falando da população ordeira em geral. Nem de Sérgio Cabral, o primeiro, o pai, o único e o verdadeiro, esse sim um homem bem mais honrado que não compactua com a cultura que rebaixa a mulher como mero objeto sexual, como fazem esses fânquis promovidos por Cabral Filho e aquele deputado frouxo.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Vergonha Internacional

Eu estava trabalhando na hora do jogo. Não dava nem pra ouvir pelo rádio. Se bem que duvido que alguma rádio carioca tenha transmitido.

O Internacional é mesmo o campeão de tudo. Agora é o primeiro e único time sulamericano campeão da Libertadores a NÃO ir para a final do Mundial.

Esse foi um vexame colorado e Internacional. Literalmente.

Fonte: globoesporte.com.


14/12/2010 15h53 - Atualizado em 14/12/2010 16h13


Mil e um pesadelos: Inter é eliminado do Mundial de Clubes


Colorado joga mal, leva 2 a 0 do Mazembe e agora encara melancolia da disputa do terceiro lugar


Por Alexandre Alliatti
Direto de Abu Dhabi, Emirados Árabes


Nem mil e um pesadelos, na terra das mil e uma noites, poderiam prever uma tragédia assim. Acabou. Triste assim, frio assim, duro assim: acabou. Acabou cedo, na precocidade do primeiro jogo, no fiasco da estreia. Acabou quando deveria ter começado. O time gaúcho sangra o vermelho de sua camisa diante de uma eliminação histórica, diante da certeza de que nenhuma lenda árabe poderá recriar. O Inter não será bicampeão do mundo em 2010. O Mazembe, com vitória de 2 a 0 nesta quarta-feira, no estádio Mohammed bin Zayed, em Abu Dhabi, garantiu classificação para a final do Mundial de Clubes da Fifa.


A tragédia está mais nas arquibancadas do que no campo. Milhares de colorados cruzaram o mundo para ver o Inter campeão nos Emirados Árabes. Acabaram agredidos por um dos maiores desastres dos mais de 100 anos de vida do clube gaúcho. No dia em que a torcida fez história, o time pagou mico. Nem mil e um pesadelos poderiam prever.


- Quando a gente teve oportunidade de fazer o gol, infelimente, não cosenguimos. E eles marcaram em um belo chute na primeira chance. A gente fica muito chateado. Sabemos que decepcionamos muitas pessoas - resumiu Bolívar.


Os dois gols do Mazembe saíram no segundo tempo, com Kabangu e Kaluyituka. Talvez não tenha sido exatamente justo, mas o Inter pouco fez para merecer sorte melhor – o Inter do campo, claro, porque o Inter das arquibancadas fez seu papel. Com a vitória, o surpreendente time da República Democrática do Congo duelará com o Inter de Milão ou o Seongwan, da Coreia do Sul, na decisão.


Melhor, mas não o bastante


Faltou D’Alessandro atordoar os adversários com dribles e lançamentos. Faltou Kleber ter aquela precisão de sempre. Faltou Bolívar encontrar o posicionamento que ameniza a lentidão. Faltou muita coisa para o Inter no primeiro tempo do empate por 0 a 0 com o Mazembe. Um tanto pelo nervosismo decorrente da estreia, outro tanto pela dificuldade imposta por um adversário longe de ser bobo, o time colorado não conseguiu ter encaixe nos 45 minutos iniciais. Os primeiros passos vermelhos no Mundial de Clubes foram titubeantes.


O Inter começou melhor. Deu pinta de que iria fazer um gol logo, logo. Rafael Sobis, com um minuto de jogo, já mandou chute por cima. Wilson Matias cabeceou com perigo pouco depois. D’Alessandro arriscou para fora. Rafael Sobis insistiu em cobrança de falta, também para fora. E ele mesmo teve a melhor chance, em tabelamento com Alecsandro, mas Kidiaba defendeu.


Os primeiros dez minutos foram promissores. O problema é que o rendimento vermelho, a partir daí, foi caindo gradativamente. Cabeceio de Índio na segunda trave quase virou gol. Testada de Tinga também foi ameaçada. Mas o Mazembe, conforme o tempo passava, mais confiança ganhava. Jamais houve pressão, até porque os africanos fogem daquela imagem de um time meramente veloz e forte. Houve organização.


Os adversários colorados ameaçaram duas vezes. Em ambas, entraram em velocidade pela ponta esquerda, sem acompanhamento de Bolívar. Renan precisou intervir.


Roth armou o Inter no esquema 4-5-1, com Rafael Sobis no meio. É um esquema que dá solidez defensiva, mas empobrece o ataque. Os colorados, é bem verdade, mais atacaram do que foram atacados no primeiro tempo. Mas é pouco.


Segundo tempo


O mundo parou aos sete minutos do segundo tempo para cada colorado – para os 11 em campo, para os milhares nas arquibancadas, para os milhões espalhados pelo mundo. Cada camisa vermelha, estivesse onde estivesse, ficou congelada quando Kabangu recebeu aquela bola, olhou para o gol de Renan, viu um espaço aberto à direita, mandou a bola lá, encontrou a lateral da rede, soltou o grito de gol. Não podia ser verdade. Enquanto o goleiro Kidiaba pulava no chão em sua comemoração, batia um sentimento coletivo de que simplesmente não podia ser verdade.


Roth percebeu que tinha que agir. Tirou Tinga e Alecsandro, colocou Giuliano e Leandro Damião. Surgiram chances. Sobis mandou uma pancada, e Kidiaba pegou; Giuliano entrou na área, cara a cara com o goleiro, e Kidiaba salvou mais uma. Incrível.


Os ponteiros do relógio martelavam desespero na alma colorada. Onde estava D’Alessandro? Onde Kleber tinha ido parar? Onde tinha se escondido a explosão de um time que trabalhou quatro meses seguidos só pensando no Mundial? Perguntas, perguntas e mais perguntas. Faltavam as respostas. Faltava o gol para uma torcida que, em estado de choque, até tentava continuar cantando.


Mas viria o silêncio. Viria o golpe final. Viria o gol de Kaluyituka aos 40 minutos. Nem mil e um pesadelos poderiam prever que o Inter seria eliminado do Mundial de Clubes já na estreia.

Fonte: Correio do Povo.

14/12/2010 15:52 - Atualizado em 14/12/2010 16:18


Mazembe acaba com o sonho do bi mundial do Inter


Colorado leva 2 a 0 da equipe do Congo e disputa apenas o terceiro lugar em Abu Dhabi


O bi mundial do Inter ficou para outra hora. Isso porque o Mazembe cometeu o crime no estádio Mohammad Bin Zayed, em Abu Dhabi, e venceu os colorados por 2 a 0, desclassificando a equipe de Celso Roth do torneio da Fifa. Os gols que destruíram o sonho de meio Rio Grande do Sul foram marcados por Kabangu e Kaluyituka. Os congoleses também contaram com o goleiro Kidiaba, que, com sua grande atuação, ajudou a África a colocar pela primeira vez um time na final da competição.


O Inter ainda volta a campo em Abu Dhabi. No sábado, a partir do meio-dia (horário de Brasília), encara o perdedor de Seongnam, da Coreia do Sul, e Inter de Milão, que se enfrentam nesta quarta-feira. O Mazembe decide quem será o novo campeão do mundo com o vencedor desse jogo.


Inter pressiona mas não marca


Sob os olhares de cerca de sete mil colorados presentes do estádio Mohammed Bin Zayed, e dos outros milhares que acompanharam o jogo em todos os cantos do mundo, o Inter entrou em campo tenso. Arriscando chutes em direção ao gol de Kidiaba de qualquer maneira. A primeira tentativa aconteceu logo no primeiro minuto de jogo com Rafael Sobis. O atacante recebeu passe de Tinga, ajeitou e chutou por cima do gol do Mazembe.


Um minutos mais tarde, o atacante colorado foi parado com falta na entrada da área. Na cobrança, Wilson Matias mandou uma bomba que parou nas mãos do goleiro do Mazembe. Sentindo a pressão total dos colorados, os africanos começaram a abusar das faltas. Aos sete minutos, Nkulukuta derrubou Guiñazu e recebeu o primeiro cartão amarelo do jogo. Na cobrança, Sobis, mais uma vez, arriscou direto, mas a bola passou por cima do gol do Mazembe.


O time do Congo só levou algum perigo ao gol de Renan aos 11 minutos de jogo, após contra-ataque rápido de Kabangu. Ele arriscou o chute para o goleiro colorado fazer a defesa. A partir dos 20 minutos, o Mazembe começou a gostar mais da partida, adiantou a marcação e passou a chegar mais fácil no ataque, graças a rapidez dos atacantes Singuluma e Kabangu.


Contestado pela torcida, o centroavante Alecsandro só apareceu no jogo aos 36 minutos. Após receber um lançamento perfeito de Tinga, o camisa nove dominou e ao finalizar foi travado pela defesa do Mazembe. O primeiro tempo terminou com um placar perigoso. Empate sem gols que deixou tudo para ser decidido na segunda etapa.


Sonho termina aos 7 minutos do segundo tempo


O Inter não assustou o Mazembe no primeiro tempo, que voltou ainda mais animado na etapa complementar. Logo no primeiro minuto, Kaluituka girou bonito e arriscou para o gol . A bola sai à direita do gol de Renan. Os colorados presentes do estádio silenciaram. Seis minutos mais tarde, Kabanbu recebeu passe de cabeça, ajeitou tranquilamente a bola e com categoria lançou uma bomba no canto esquerdo de Renan.


O gol abateu o já nervoso time do Inter, que passou a errar passes e finalizações. O imponderável também lançou seus olhares sobre o estádio Mohammed Bin Zayed, fazendo o Inter perder gol feitos, cara a cara com o engraçado goleiro Kidiaba. Aos 18 minutos, Celso Roth, já com cara de pavor na beira do gramado, sacou o contestado Alecsandro para promover a entrada de Leandro Damião e do volante Tinga para a entrada do talismã Giuliano.


Parecia que a sorte do Inter mudaria com as trocas. Um minuto mais tarde, após cruzamento perfeito de D'Alessandro, Sobis chegou para tentar o cabeceio mas a bola sobe um milimetro a mais e sai por cima do gol. Aos 23 minutos, foi a vez do melhor jogador da Libertadores perder um gol feito. Depois de cruzamento de Kleber, Giuliano mandou uma bomba em direção ao gol de Kidiaba, que fez a defesa.


Aos 30 minutos, Sobis foi substituído por Oscar. Os jovens jogadores tinham a responsabilidade de fazer aquilo que os experientes não tinham conseguido. Eles bem que tentaram, mas não deu. O Mazembe ainda soube se aproveitar do desespero colorado e ampliar. Aos 40 minutos Kaluituka driblou Guiñazu e chutou rasteiro no canto direito do goleiro Renan. O segundo gol acabou de vez com as esperanças. O que se viu em seguida foram lágrimas da torcida e incredulidade dos jogadores. O sonho do bi em 2010 terminou diante do Mazembe.

Fonte: Correio do Povo.

14/12/2010 16:05 - Atualizado em 14/12/2010 16:10


Twitter do Grêmio ironiza derrota do Inter


Clube disse que Tricolor é o único clube gaúcho invicto em jogos do Mundial


Logo após o final da partida que marcou a eliminação do Inter no Mundial de Clubes, o twitter oficial do tricolor ironizou a derrota colorada. "Grêmio é o único clube gaúcho invicto em jogos do Mundial de Clubes. Parabéns ao @tpmazembe do Congo", diz o tweet.


Instantes após o primeiro gol do Mazembre, o volante Adilson publicou: "Libertadores 2011, lá vamos nós". Depois da partida, o jogador se despediu. "Tô indo pro mar!!Bom fim de ano a todos!!".


Nesta terça, o Inter perdeu por 2 a 0 para o Mazembe e deu adeus ao sonho do bicampeonato mundial.

Fonte: Click RBS.

14/12/2010 | 15h53min


Inter perde para o Mazembe por 2 a 0 e está fora da final do Mundial de Clubes de 2010


Kabangu e Kaluyituka foram os autores dos gols que tiraram do Inter a chance de conquistar o bicampeonato


Paulo Ludwig
paulo.ludwig@zerohora.com.br


O pior aconteceu. Toda a apreensão dos colorados com a estreia no Mundial de Clubes se mostrou pertinente. O africano Mazembe, até então desconhecido no cenário mundial, venceu o Inter por 2 a 0 e deixou incrédula a enorme torcida colorada em Abu Dhabi. Kabangu e Kaluyituka foram os autores dos gols que tiraram do Inter a chance de conquistar o bicampeonato do torneio mais importante entre clubes do mundo.


O Inter cumpriu o que prometeu e ensaiou durante a semana: pressionar o time africano nos primeiros minutos da partida. Com 50 segundos de jogo, depois de uma envolvente triangulação entre Tinga e Alecsandro, Sobis bateu de dentro da área com muito perigo por cima do gol. Era só o primeiro arremate de um pacote de lances perigosos do Inter no princípio do jogo.


Aos dois minutos, Wilson Mathias cabeceou com perigo após cobrança de falta. O ritmo do Inter era intenso e a bola parava pouco nos pés dos africanos. No ataque, Sobis se postava como um atacante, mas sem a bola ele compunha o meio-campo, o que deixava o Inter com domínio numérico no setor. Com maior posse de bola, o time de Celso Roth passou a virar alvo dos jogadores do Mazembe. Com sete minutos, Nkulukuta fez falta dura em Guiñazu e recebeu cartão amarelo. Na cobrança, Sobis bateu por cima.


A melhor chance do Inter no primeiro tempo também veio com o atacante. O centroavante Alecsandro inverteu de posição com Tinga e caiu na meia-esquerda. De primeiro, ele colocou rasante na área. A bola passou pelo volante colorado e encontrou o pé direito de Sobis, que bateu para linda defesa do excêntrico Kidiaba.


Acoado, o Mazembe deu a sua primeira escapada só aos 15 minutos. Kabangu tocou boa bola para Nkulukuta, que soltou uma bomba. O goleiro Renam espalmou para cima. Três minutos depois, D'Alessandro cobrou falta e o zagueiro Índio apareceu livre na área. Um pouco sem ângulo, ele não conseguiu finalizar para o gol e mandou a bola de cabeça para a linha de fundo. Parecia que o gol não iria demorar a sair.


Mas a partir dos 25 minutos, a equipe africana se assentou em campo. Abriu mão da ligação direta e passou a explorar a sua mais temida arma: a velocidade. E um lance resumiu bem a proposta do Mazembe. Depois de pressionar e roubar a bola, os africanos precisaram de três toques na bola para chegar ao gol. Quando Singuluma estava preparado para arrematar, Bolívar deu um toque providencial. A partir desse lance, a partida emparelhou.


O Inter chegou com muito perigo aos 36 minutos, quando Alcsandro recebeu grande passe de Tinga, mas demorou para finalizar e acabou batendo em cima da zaga. A resposta foi rápida. Kaluyituka invadiu a área pela esquerda em alta velocidade e bateu de bico. Renan mandou no reflexo para escanteio. No último lance da primeira etapa, quase um golaço. Wilson Mathians aparou um cruzamento de bicicleta e quase deixou o Inter em vantagem antes do intervalo.


Mas foi no segundo tempo que a equipe africana assombrou o mundo. Desde os primeiros minutos, se mostrou melhor. Amparado nos velozes Kaluyituka e Kabangu, o Mazembe passava a ameaçar. E o gol saiu. Aos sete minutos, Kabangu dominou dentro da área e, de chapa, bateu no ângulo do goleiro Renan: 1 a 0. Mas ainda faltava muito tempo, dava para buscar o empate e virar.


Na tentativa de mudar o panorama do jogo, Celso Roth logo promoveu duas alterações. Tirou Tinga e Alecsandro e promoveu a entrada de Giuliano e Lenadro Damião. As mudanças impulsionaram o Inter ao ataque, mas com a vantagem no placar, o Mazembe colocou todos os jogadores trás da linha da bola. O tempo passava e ficava cada vez mais difícil de penetrar.


De tanto insistir, o Inter criou a chance para empatar. Giuliano recebeu livre, dentro da área e bateu de esquerda, rasteiro. A bola ia no canto, mas o goleiro Kidiaba esticou o braço e empediu o gol. Todo no campo de ataque, a equipe de Celso Roth abria brechas na defesa. E foi em uma dessas lacunas que Kaluyituka se meteu para matar o jogo.


O perigoso atacante recebeu na esquerda, pedalou para cima do Guiñazu, passou pelo argentino e bateu forte, no canto direito do goleiro Renan. Quando aquela bola tocou a rede, todos sabiam que o sonho do bi acabava de ser adiado.

Fonte: Lancenet.

Internacional perde e dá adeus ao Mundial


Africanos do Mazembe vencem e garantem vaga histórica na final


LANCEPRESS!
Publicada em 14/12/2010 às 15:55


O Internacional deu adeus ao sonho do bi Mundial ao perder para o Mazembe (RDC) por 2 a 0. Kabangu, Kaluyituka e o goleiro Kidiaba, em brilhante atuação, foram os responsáveis peo feito histórico. Esta será a primeira vez que uma equipe africana disputará a final da competição.


Conscientes de que não contam com arsenal capaz de atacar um forte adversário como o Internacional, os guerreiros africanos do Mazembe resolveram montar uma impenetrável fortaleza para segurar as ofensivas dos brasileiros. A tática do "general" N'Diaye funcionou perfeitamente. O Inter dominou as ações mas não conseguia invadir a área adversária e pouco finalizou.


Aos 18 minutos D'Alessandro cobrou falta na área, Índio cabeceou sem ângulo, a bola passou pelo goleiro mas ninguém apareceu para empurrar a bola para o gol. Somente aos 36, a equipe colorada voltou a assustar. Tinga deu passe maestral para Alecsandro. O atacante fez o drible para se livrar da marcação mas teve o chute interceptado por Kimwaki.


Vendo a apatia do atacantes, o volante Wilson Mathias subiu ao ataque e quase marcou um diferente. Em uma "quase bicicleta", o jogador mandou a bola por cima do gol.


Na volta do intervalo, o Internacional voltou mais audacioso, sem deixar o adversário respirar. Contudo, aos sete minutos, um ataque inesperado derrubou o exército colorado. Kabumgu dominou com categoria na entrada da área e chutou colocado no ângulo. Um golaço!


Após o tiro certeiro do rival, o time brasileiro acordou e aumentou a força de sua artilharia. Em dia inspirado, o goleiro Kidiaba evitou o empate em diversas chances claras de gol. Sobis, Alecsandro, D'Alesandro... todos tentaram e esbarraram na trincheira inimiga.


O técnico Celso Roth teve que tomar providências: tirou Alecsandro e colocou Leandro Damião. Logo em seguida, Tinga, essencial na distribuição do jogo e nas assistências, saiu para dar lugar a Giuliano, que teve o mapa da mina do empate nos pés aos 24 minutos mas parou na "artilharia anti-área" - a assustadora competência do goleiro africano.


Moralmente abalados, os colorados levaram um golpe devastador aos 40 minutos. Kaluyituka não teve medo de entrar nas linhas inimigas e acertou um míssil potente no gol de Renan.


FICHA TÉCNICA:
INTERNACIONAL 0 X 2 MAZEMBE
Local: Mohammad Bin Zayed Stadium, em Abu Dhabi (EAU)
Data/Hora: 14/12/2010 às 14h (horário de Brasília)
Árbitro: Bjorn Kluipers(HOL)
Auxiliares: Sander Von Roekel (HOL) e Berry Simons (HOL)
Renda/Público: Não divulgados.
Cartões amarelos: Índio(INT); Nkulukuta e Kasusula (MAZ).
Cartões vermelhos: Não houve.


Gols: Kabangu, 7'/2ºT (0-1); Kaluyituka, 40'/2ºT (0-2).


INTERNACIONAL: Renan, Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Wilson Mathias, Guiñazu, Tinga(Giuliano, 18'/2ºT) e D'Alessandro; Rafael Sobis e Alecsandro(Leandro Damião, 17'/2ºT). Técnico: Celso Roth.


MAZEMBE: Kidiaba, Nkulukuta, Kimwaki, Ekanga e Kasusula; Mihayo, Bedi, Kasongo e Kaluyituka; Singuluma e Kabamgu(Kanda, 39'/2ºT). Técnico: Lmine N'Diaye.