Política, cultura e generalidades

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Petistas e tucanos sucateam TVs públicas

É uma vergonha o que acontece há anos com as duas maiores TVs públicas (???) do Brasil: a TV Brasil do Rio de Janeiro, pertencente à EBC, do Governo Federal, e a TV Cultura de São Paulo, da Fundação Padre Anchieta, do Governo do Estado de São Paulo.

Como quase nenhuma dessas emissoras públicas (bem como as rádios e as demais TVs públicas) é gerenciada pela sociedade como um todo, mas tão somente pelos governos de plantão, as duas emissoras serviram, ao longo da história, para experimentos de politicagem da pior espécie.

Na Era FHC, os tucanos tiraram sua casquinha da então TVE Brasil (atual TV Brasil), não deixando espaço para contestações. Coisa semelhante acontece agora na Era do PT. No quatriênio 2003-2006, a então senadora (hoje vereadora) Heloísa Helena deu uma entrevista no Roda Viva, mas a exibição do programa foi cancelada na TVE Brasil, já dominada pelos petistas.

Em São Paulo, após 16 anos de governo oficialmente tucano (Mário Covas, Geraldo Alckmin, José Serra e em breve Alckmin de novo), fora os governos do também tucano Franco Montoro e do aliado Orestes Quércia, a TV Cultura ficou com a cara e a voz do tucanato.

Agora, tanto os tucanos como os petistas estão sucateando as duas emissoras.

O governo tucano está mandando embora funcionários da TV Cultura, terceirizando a produção de programas e acabando com o jornalismo da emissora. O Jornal da Cultura virou praticamente uma palestra radiofônica com imagem: poucas reportagens de rua. A produção de programas memoráveis como o Castelo Rá-Tim-Bum foi reduzida. Esses fatos motivaram a criação do movimento Salve a Rádio e TV Cultura, que conta com apoio deste blog.

No Rio, os petistas estão tirando a sua casquinha, depois das casquinhas dos tucanos. A exemplo da TV Cultura, a programação da TV Brasil também está sendo terceirizada para produtoras alinhadas com a ideologia do PT. É realmente muito bonito falar em democratização dos meios de comunicação quando somente os amigos do Rei (e, agora, da Rainha) têm voz e vez na programação.

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