Política, cultura e generalidades

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A ala dilmista da Canção Nova (2)


Resposta para Com Texto Livre:

O deputado federal Gabriel Chalita (PSB-SP) defendeu a então candidata presidencial Dilma Rousseff das acusações partidas de segmentos católicos e evangélicos de que ela promoveria o aborto, como se o rival José Serra não tivesse feito aquela norma técnica pró-aborto, quando era Ministro da Saúde de Fernando Henrique Cardoso.



Gabriel Chalita é membro do chamado Segundo Elo da Comunidade Canção Nova. A CN é uma associação de fiéis leigos reconhecida recentemente pelo Vaticano. Tem o mesmo status que ordens religiosas, como franciscanos, dominicanos, salesianos, jesuítas, beneditinos e outros. Os membros do clero da CN (presbíteros e diáconos) ainda não podem ser incardinados na CN, tendo que ser incardinados na diocese do bispo que os ordena. Há membros incardinados nas dioceses de Lorena, Palmas e Belém. O próprio Monsenhor Jonas Abib é formalmente um padre da Diocese de Lorena. Mas todos são cedidos à CN.

Na CN, o Primeiro Elo são os membros consagrados, que podem ser tanto os membros do clero como leigos celibatários (que abrem mão de um possível casamento) e mesmo casais. Todos fazem os três votos: pobreza, castidade e obediência. Os membros do Segundo Elo não fazem nenhum dos três votos, vivem fora das dependências da Comunidade, têm que prover o próprio sustento e podem morar e trabalhar no que bem entenderem. Integram o Segundo Elo desde leigos até membros do clero, sendo o mais graduado o atual Arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira.

Gabriel Chalita é o líder da Canção Nova no governo Dilma. A CN terá participação no Governo. Enquanto isso, o tal Pe. José Augusto foi afastado da TV pela ala dilmista da CN. Ainda não há notícia de que tenha voltado, mesmo após a eleição. Talvez acabe excomungado pelo Monsenhor Jonas Abib.

O engraçado é que quando um político governista acerta é porque está em comunhão com Lula ou com Dilma. Quando um governista erra, vão logo procurando algum passado do cretino na UDN, na Arena, no PFL, no DEM ou no PSDB. Nos partidos governistas, nem pensar.

Assim é fácil fazer política.

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