Política, cultura e generalidades

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Censura no GNT e patrulha ideológica em blog parceiro

Outro dia, coloquei aqui um vídeo do programa Manhattan Connection, do canal global GNT. Ontem me foi enviado este aqui, que mostra o seguinte:

No programa ao vivo, o casseta Marcelo Madureira esculhambou o presidente Lula, chamando-o de picareta pra baixo.

Só que na reprise exibida posteriormente e também arquivada no Globo.com o GNT aplicou uma severa censura sobre a fala de Madureira, como prova este vídeo:



Ok, Marcelo Madureira é um direitista nato e ultimamente tem sido um humorista muito mal humorado (que contradição). Ataque pessoal público, ao vivo e sem direito a resposta, tem um único adjetivo que conheço: mau-caratismo. Tanto de parte de Madureira como do GNT. O certo seria manter o programa na íntegra (inclusive no Globo.com) e oferecer espaço de resposta para Lula, mesmo que fosse na edição seguinte do programa.

No entanto, nada disso justifica essa patrulha ideológica que tem sido feito por muitos esquerdistas. Mesmo de esquerdistas do bem, como o amigo Alexandre do blog parceiro O Kylocyclo. Alexandre até me contou que ele às vezes parece fazer patrulha ideológica. Não parece. Faz mesmo. E nem adianta dizer que admira direitistas do bem como Ferreira Gullar e Paula Toller. Não existe patrulha ideológica seletiva. Ela é nociva, seja feita pra todos ou só pra alguns.

O pessoal se preocupa demais com o que Marcelo Madureira fala.

A patrulha ideológica foi responsável pela queda da carreira do finado cantor Wilson Simonal, nos anos 70. Nem o fato de ter usado amigos da então polícia política pra prender um desafeto não-político justifica a cassação de uma carreira. Sua punição deveria ser outra.

Depois do fim da carreira, Simonal teve até que trabalhar de jurado, em programas de auditório da extinta TV Tupi.

Por sinal, nos anos 70 a direita tinha o Governo e a esquerda dominava o cenário artístico. Hoje a esquerda associada a parte da direita têm o Governo e é a direita (através da Música de Cabresto Brasileira e do lixo da TV aberta) que domina o cenário artístico, a ponto de o outrora sério Segundo Caderno de O Globo fazer matérias de capa sobre as aparelhagens do Norte e do Nordeste, coisa que não fazia, pelo menos até os anos 90. Fica parecendo os cadernos O Dia D (O Dia) e Canal Extra (do também global Extra).

Por fim, patrulharam também a carreira dos Beatles, depois que John Lennon disse que a banda estava ficando maior que Jesus. Queimaram discos e fotos dos Beatles em praça pública, mas não adiantou nada. Os Beatles continuam sendo até hoje (40 anos depois da dissolução) a maior banda de todos os tempos.

No que diz respeito a Jesus, claro que ninguém é maior que Ele. Mas isso é assunto para outras postagens.

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