Política, cultura e generalidades

domingo, 31 de outubro de 2010

Chupa, Serra!

Colaboração de Alexandre Toledo.

Coturno Noturno: O patrono da esgotosfera brasileira

Na oposição de direita, quem fica pior nessa história toda é o grande patrono da esgotosfera brasileira: o editor do blog Coturno Noturno. Trata-se do blog anônimo mais visitado do Brasil, com mais de 50 mil acessos diários e mais de 1 milhão de acessos desde a fundação.

O cara é tucano doente. Ficou os últimos meses diariamente dizendo "Vamos ganhar! Vamos ganhar!". Até hoje à tarde. Enganando os leitores.

Mas o cara não perde a pose. Como pode ser visto nesta postagem da imagem.

Bichinha palanqueira é eleita presidenta de República no Dia das Bruxas!

Que dá gosto ver o chororô dos demos e dos tucanos, ah, isso é bom demais!

Mas os otários eleitores do País de Tolos têm mais é que ficar quietinhos. Olhem bem pra foto da sua presidenta. Quando verem a bandalheira da direita fisiológica e da esquerda fisiológica, e os superfaturamentos nas obras da Copa 2014 e das Olim Piadas 2016, fiquem quetinhos! Caladinhos! Façam companhia aos demos e aos tucanos. Shhh!

E nada de golpismos! Vocês têm que aguentar a bichinha palanqueira até dezembro de 2014! Isso se o Michel Temer não assumir antes.

Eu dei o aviso sobre os candidatos. Não venham reclamar no blog. Nem nos outros. Vão reclamar lá no Palácio do Planalto.

Alexandre Figueiredo é um antigo parceiro e amigo de dez anos

Resposta para Mingau de Aço:

O amigo Alexandre Figueiredo eu conheço há dez anos, quando comecei a usar a Internet em casa e conheci o seu portal Preserve o Rádio AM, que na época ainda não era um blog. Alexandre é um progressista autêntico e parceiro em causas como a preservação do rádio AM (com o consequente combate ao rádio "AM no FM") e a retomada da índole cultural do rádio FM. Também tive oportunidade de conhecer pessoalmente o próprio Alexandre e o seu irmão Marcelo Pereira.

Tanta afinidade poderia fazer com que leitores de blogs como Mingau de Aço, O Kylocyclo, Brasil, um País de Tolos, Kiss FM 91,9 Rio de Janeiro e o já citado Preserve o Rádio AM pensassem que nós concordamos em tudo, ou que talvez sejamos a mesma pessoa usando identidades falsas. Só que estas suposições não correspondem à verdade.

Se o autor do Mingau de Aço fosse alguém que eu não conhecesse, poderia se supor que se tratasse de alguém conformado com a superação do consórcio demo-tucano e com esse consórcio de partidos de esquerda (PT à frente de partidos fisiológicos da esquerda) com partidos fisiológicos da direita (PMDB à frente). Pronto. Todos os problemas do país se resolveriam num passe de mágica.

Se eu não conhecesse o amigo Alexandre, provavelmente o autor do Mingau de Aço mereceria uma contundente mijada no blog Brasil, um País de Tolos.

Mas não. Alexandre é gente do bem. Ele há de fazer cobranças desse governo dilmista que está chegando. Tem credibilidade para espinafrar o superfaturamento do governo dilmista nas obras da Copa 2014 e das Olim Piadas 2016, algo inevitável. Aliás, o Alexandre foi um dos primeiros a criticar os dois malfadados projetos. E Alexandre há de continuar a criticar os projetos do prefeito dilmista Eduardo Paes, uma das razões que me levam a não confiar nesse projeto petista-PMDBista de poder.

Só que o amigo terá que reconhecer que estamos em estágios diferentes no espectro político. O amigo está nessa de "apoio crítico" ao Governo. Eu estou em um estágio adiante.

O neoliberalismo demo-tucano é o passado, o petismo é o presente e o nacionalismo é o futuro.

Como não estou representado nesse atual espectro eleitoral, peço encarecidamente que me mantenha fora disso tudo.

Hoje é dia de 99 e CONFIRMA

Não quer se sentir corresponsável pela bandalheira do próximo Governo? Pelas promessas não cumpridas? Pelo superfaturamento das obras da Copa 2014? Pelo vilipêndio da soberania nacional?

Se não quer, o negócio é ir lá na urna logo mais e teclar 99 e CONFIRMA.

Se este País de Tolos fosse uma democracia de verdade, ninguém seria obrigado a ir lá na seção eleitoral. Nem justificar ausência.

Logo mais, saberemos quem será o cretino ou cretina a atazanar a população com sua repugnante presença diária durante quatro anos. Ou mais.

P.S: Em tempo: o neoliberalismo é o passado, o petismo é o presente e o nacionalismo é o futuro.

E tenho dito.

sábado, 30 de outubro de 2010

A política de recursos humanos na Petrobrás na gestão Dilma Rousseff

Postagem interativa: coloquem uma legenda nesta foto do debate de ontem na TV Globo (eu é que não vou mexer neste vespeiro)

Fim de festa no ninho tucano

Fonte: iG.

Pouco confiante, PSDB não reservou sequer lugar para festa


Diagnóstico desanimador já circula em Minas Gerais, Estado apontado por Serra como palco da virada contra a rival do PT

Adriano Ceolin, iG Brasília, e Nara Alves, iG São Paulo | 30/10/2010 07:00


Apesar do empenho e otimismo de José Serra (PSDB) na última semana de corrida eleitoral, assessores e aliados sabem que uma vitória sobre Dilma Rousseff (PT) é improvável. Por isso não foi reservado nenhum local de comemoração para este domingo, quando eleitores escolherão o substituto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No primeiro turno, havia certeza de que tucano passaria a etapa e, por isso, a campanha alugou um espaço para eventos na capital paulista.


O diagnóstico mais duro de que a vitória é improvável veio de Minas Gerais, onde Serra tinha esperança de que o senador eleito Aécio Neves (PSDB) ajudasse a promover uma virada. Na quinta-feira, ele e o governador reeleito, Antonio Anastasia, fizeram um relato de como estava a situação no Estado: Dilma se mantém forte no Norte e no Triângulo Mineiro, onde nem Anastasia venceu.


Um integrante do PSDB mineiro que mantém diálogo frequente com Serra contou ao iG que a diferença em pontos percentuais entre Dilma Rousseff (PT) e Serra ficará nos números da contagem nacional. De acordo com as últimas pesquisas, a petista está 14 pontos percentuais na frente.


“Minas é isso. Um retrato do Brasil mesmo”, disse o interlocutor tucano ainda enquanto Serra discursava para militantes do PSDB em evento político realizado na quinta-feira em Montes Claros, município localizado no semi-árido na região Norte de Minas. Na cidade, Dilma deverá vencer com facilidade. No primeiro turno, o tucano ficou em terceiro lugar.


Ex-governador mineiro e senador eleito pelo PSDB, Aécio Neves também estava no evento. Assim como Serra, Aécio tentou demonstrar otimismo. “Acho que ainda dá. Não podemos nos preocupar com pesquisas. Tem um movimento silencioso em favor de Serra”, disse.


Fazendo uma autocrítica, lideranças tucanas avaliam que esse “movimento silencioso”, como classificou Aécio, talvez seja tão silencioso que desanime eleitores, aliados e, especialmente, doadores. A ida de Serra ao segundo amenizou a dificuldade financeira pela qual a campanha tucana passou na primeira etapa, mas não foi o suficiente para enfrentar a robusta empreitada adversária.


Desanimados, auxiliares de Serra tentam se espelhar no “chefe” e manter o vigor no fim da disputa. Na última semana de campanha, o tucano chegou a viajar para quatro Estados no mesmo dia. Ele, sim, não perde o ânimo, apesar dos avisos de auxiliares de que poderá perder a eleição também em Minas.


As pesquisas de intenção de voto também contribuíram para o clima. Até mesmo o levantamento encomendado pelo próprio PSDB ao instituto carioca GPP, ligado ao ex-prefeito do Rio Cesar Maia, apontava vitória de Dilma a poucos dias da eleição. Daí a campanha de difamação da reputação dos principais institutos de pesquisa liderada pelo coordenador da campanha de Serra, o senador Sérgio Guerra.


Como resume uma liderança tucana, a vitória de Serra é mais um desejo do que uma possibilidade real. No Nordeste, o candidato derrotado ao governo de Pernambuco pela aliança tucana, Jarbas Vasconcelos (PMDB), reconhece que o objetivo na região é “diminuir o tamanho da derrota”. Para isso, apostam na abstenção. No primeiro turno, os eleitores contaram com o transporte providenciado por candidatos a deputado para chegarem até as urnas. Sem essa ajuda, agora, a diferença entre Dilma e Serra pode cair, espera o deputado Raul Jungmann (PPS).


Mapa


A esperança é que Serra consiga tirar a desvantagem em São Paulo e nos Estados do Sul. Em São Paulo, o presidenciável conta com o governador eleito pelo PSDB, Geraldo Alckmin, para garantir uma vitória confortável. A conta é de 5 milhões de votos de vantagem sobre Dilma.


A campanha no sul foi encerrada em Caxias do Sul. Serra participou de comício em um pavilhão onde se realiza a tradicional festa da uva na cidade. O tucano recebeu homenagens como camisetas de clubes de futebol e até uma bandeira do Rio Grande do Sul. Animado, Serra tentou falar com serenidade: “Olha, nós vamos ganhar essa eleição”.


O tucano teve dificuldades para deixar o local. Adolescentes, senhoras e até crianças: “Serra, cadê você eu vim aqui só para te ver”. Uma mulher bonita mais animada fez questão de comparecer com um lenço da campanha de 2002, quando Serra foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva.


Em Caxias do Sul, Serra saiu-se bem. Venceu a eleição no primeiro turno. No resto do Rio Grande do Sul, porém, foi derrotado por Dilma. Candidato derrotado ao governo pelo PMDB, José Fogaça (PMDB) afirmou “com segurança" que a candidatura de Serra cresceu. "No entanto, não sei dizer se conseguiremos vencer aqui", disse.


No Paraná, o governador eleito pelo PSDB, Beto Richa, calcula ao menos 1 milhão de votos a mais para Serra. Em Santa Catarina, Serra confiou a tarefa de liderar sua campanha ao PMDB, partido do vice de Dilma, o deputado Michel Temer (PMDB-SP), presidente nacional da legenda. No Rio Grande do Sul, onde esteve três vezes nas últimas quatro semanas, Serra também conta com o partido de Temer. Em visita a Porto Alegre, ele fez questão de incluir uma visita não programada ao comitê do candidato derrotado ao governo do Rio Grande do Sul José Fogaça, do PMDB.

Governo quer vetar livro de Monteiro Lobato

Quanto falta para começarem a queimar livros?

Podia ser pior. Se fosse um governo tucano, vetariam outro livro de Monteiro Lobato: O Poço de Visconde, que faz uma analogia nacionalista com a importância do petróleo para o país.

Fonte: O Globo.

Conselho de Educação quer banir livro de Monteiro Lobato das escolas


Publicada em 29/10/2010 às 14h20m
O Globo


RIO - O livro "Caçadas de Pedrinho" de Monteiro Lobato, um dos maiores autores de literatura infantil, pode ser barrado nas escolas públicas. Segundo o parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) a obra é racista. A alegação foi aprovada por unanimidade pela Câmara de Educação Básica do CNE e foi feito a partir de denúncia da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial. O parecer do CNE será avaliado pela Secretaria de Educação Básica e a decisão final cabe ao Ministério da Educação (MEC). O livro já foi distribuído pelo próprio MEC a colégios de ensino fundamental pelo Programa Nacional de Biblioteca na Escola (PNBE).


Em nota técnica citada pelo CNE, a Secretaria de Alfabetização e Diversidade do MEC diz que a obra só deve ser usada "quando o professor tiver a compreensão dos processos históricos que geram o racismo no Brasil".


Publicado em 1933, o livro de Monteiro Lobato, um dos maiores nomes da literatura infantil brasileira, narras as aventuras da turma do Sítio em busca de uma onça-pintada. Conforme o parecer do CNE, o racismo estaria na abordagem da personagem Tia Nastácia e de animais como o urubu e o macaco.


Um dos trechos da obra que sustenta a argumentação do CNE diz: "Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou, que nem uma macaca de carvão". Outro diz: Não é a toa que macacos se parecem tanto com os homens. Só dizem bobagens." De acordo com Nilma Lino Gomes, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e autora do parecer, o livro deve ser banido das escolas ou só poderá ser adotado caso a obra seja acompanhada de nota sobre os "estudos atuais e críticos que discutam a presença de estereótipos raciais na literatura".

Fonte: Folha.

Conselho de Educação quer vetar livro de Monteiro Lobato em escolas


ANGELA PINHO
JOHANNA NUBLAT
DE BRASÍLIA


Monteiro Lobato (1882-1948), um dos maiores autores de literatura infantil, está na mira do CNE (Conselho Nacional de Educação). Um parecer do colegiado publicado no "Diário Oficial da União" sugere que o livro "Caçadas de Pedrinho" não seja distribuído a escolas públicas, ou que isso seja feito com um alerta, sob a alegação de que é racista.


Para entrar em vigor, o parecer precisa ser homologado pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. O texto será analisado pelo ministro e pela Secretaria de Educação Básica. O livro já foi distribuído pelo próprio MEC a colégios de ensino fundamental pelo PNBE (Programa Nacional de Biblioteca na Escola).


Em nota técnica citada pelo CNE, a Secretaria de Alfabetização e Diversidade do MEC diz que a obra só deve ser usada "quando o professor tiver a compreensão dos processos históricos que geram o racismo no Brasil".


Publicado em 1933, "Caçadas de Pedrinho" relata uma aventura da turma do Sítio do Picapau Amarelo na procura de uma onça-pintada. Conforme o parecer do CNE, o racismo estaria na abordagem da personagem Tia Nastácia e de animais como o urubu e o macaco.


"Estes fazem menção revestida de estereotipia ao negro e ao universo africano", diz a conselheira que redigiu o documento, Nilma Lino Gomes, professora da UFMG.


Entre os trechos que justificariam a conclusão, o texto cita alguns em que Tia Nastácia é chamada de "negra". Outra diz: "Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou, que nem uma macaca de carvão".


Em relação aos animais, um exemplo mencionado é: "Não é à toa que os macacos se parecem tanto com os homens. Só dizem bobagens".


Por isso, Nilma sugere ao governo duas opções: 1) não selecionar para o PNBE obras que descumpram o preceito de "ausência de preconceitos e estereótipos"; 2) caso a obra seja adotada, tenha nota "sobre os estudos atuais e críticos que discutam a presença de estereótipos raciais na literatura".


À Folha Nilma disse que a obra pode afetar a educação das crianças. "Se temos outras que podemos indicar, por que não indicá-las?"


Seu parecer, aprovado por unanimidade pela Câmara de Educação Básica do CNE, foi feito a partir de denúncia da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, ligada à Presidência, que a recebeu de Antonio Gomes da Costa Neto, mestrando da UnB.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Último debate entre Dilma e Serra na TV Globo não poderá ultrapassar a meia-noite

Farão perguntas até sobre o funcionalismo público? Acabarão convencendo de que ambos são inimigos da categoria.

José Serra é da turma que achata salários, privatiza empresas estratégicas e promove o Estado Mínimo, que só admite como seus os serviços de Polícia, Justiça e Receita (arrecadação de impostos).

Dilma Rousseff é da turma do Estado Máximo, que quer se meter em tudo. Mas só quer nomear apadrinhados, de preferência com a carteirinha do Partido.

Fonte: O Globo.

Publicada em 29/10/2010 às 15h27m
O Globo


RIO - Os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) se encontram nesta sexta-feira no último debate do segundo turno das eleições, promovido pela TV Globo. O embate será após a novela "Passione" e os candidatos responderão a perguntas elaboradas por eleitores indecisos que estarão na plateia. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) só permitiu que o debate seja realizado nesta sexta-feira desde que o programa não ultrapasse a hora limite da lei eleitoral que é meia-noite.


De acordo com o calendário eleitoral, o dia 27 é o último dia permitido para a realização de debates entre os candidatos. Segundo a TV Globo, o debate terá início por volta das 22h20 e deverá ter aproximadamente 2h40, para a exposição das propostas dos candidatos, considerando ainda eventuais pedidos de direitos de resposta a serem solicitados e concedidos pela emissora.


Site do Globo fará cobertura do debate em tempo real


O debate terá cobertura em tempo real pelo site especial Eleições 2010 (oglobo.globo.com/eleicoes2010), de o GLOBO. A página também contará com reportagens sobre os bastidores do confronto e resumos de cada bloco do debate. Os internautas poderão postar, durante o embate, comentários expressando opiniões sobre o desempenhos dos candidatos. Durante a cobertura, o internauta também terá a oportunidade de apontar os momentos mais "quentes" e "frios" do embate entre Dilma e Serra, através do termômetro, ferramenta que permite aos usuários escolher as melhores e as piores situações do encontro.


Após o debate dos presidenciáveis, um gráfico será gerado e identificará o tempo exato dos pontos altos e baixos do encontro e os principais temas abordados pelos candidatos. No confronto, a petista e o tucano vão responder a perguntas feitas por eleitores indecisos que estarão na plateia.


Escolha de indecisos foi promovida pelo Ibope

O debate desta sexta-feira na TV Globo terá três blocos. Um sorteio definirá o candidato que responderá à primeira pergunta. Ele, então, sorteará o eleitor indeciso, que terá 30 segundos para ler seu questionamento. O candidato vai ter dois minutos para a resposta, com dois minutos de réplica e mais dois para a tréplica. Após o fim do terceiro bloco do debate, os presidenciáveis farão as considerações finais.


A seleção dos participantes foi feita pelo Ibope em diferentes estados. De acordo com a emissora, cada eleitor vai elaborar cinco perguntas - individualmente e por escrito - escolhendo temas definidos pela produção: saúde, educação, meio ambiente, políticas sociais, previdência, infraestrutura, política econômica, agricultura, saneamento, política externa, corrupção, transportes, desemprego, segurança, habitação, funcionalismo público, impostos, legislação trabalhista e energia. A produção do debate selecionará as 12 perguntas mais representativas sobre cada tema proposto.

Ministro da Previdência ajuda deputado maranhense a fugir da cassação

Tinha que ser deputado do Maranhão dos Sarney. Tinha que envolver o PMDB. E tinha que envolver o PRB.

Fonte: O Globo.

Publicada em 29/10/2010 às 00h00m
Maria Lima


BRASÍLIA - Para fugir da cassação do registro de sua candidatura, determinado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e assim driblar a Lei da Ficha Limpa, o deputado Cleber Verde (PRB-MA) teve a ajuda do ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas. Há sete anos, quando era agente administrativo do INSS do Maranhão, Verde foi condenado em processo administrativo por participar de um esquema de concessão de aposentadorias fraudulentas.


Em 2003, entrou com recurso contra a punição, que foi seu afastamento do cargo. Mas só na última segunda-feira, 18 dias depois da cassação do registro pela Lei da Ficha Limpa, Gabas desengavetou o processo e assinou uma portaria extinguindo a punição.


Deputado receberá todos os salários atrasados desde 2003


A portaria não só levaria à anulação da cassação do mandato pelo TSE como permitirá ao parlamentar receber todos os salários não pagos pelo INSS desde 2003. O texto da portaria determina a revogação da punição que suspendia Cleber Verde do quadro de pessoal do INSS-MA, e sua reintegração à função. Como a decisão do TSE cassando o registro do deputado é fundamentada na decisão administrativa resultante da sindicância anulada por Gabas, o deputado escapa da Lei da Ficha Limpa.


O ministro da Previdência negou nesta quinta-feira, por sua assessoria, que tenha assinado a portaria por ter sido pressionado pelo grupo político de Cleber Verde, liderado pela governadora Roseana Sarney (PMDB-MA) e pelo senador eleito Edison Lobão (PMDB-MA). Desafeto de Roseana, o deputado Davi Alves (PR-MA), primeiro suplente que assumiria o mandato com a cassação de Verde, disse estranhar a decisão de Gabas, poucos dias após a decisão do TSE, num processo parado há sete anos.


- A portaria do ministro não tem nada a ver com a decisão do TSE de cassar o registro do deputado. Havia o resultado de uma sindicância, mas apurou-se que o então servidor não teria dolo no caso das aposentadorias fraudulentas, só culpa. Portanto, não era o caso de suspensão e afastamento, só de advertência - disse um assessor de Gabas, afirmando que o ministro só assinou a portaria depois da análise do caso pela assessoria jurídica.


Com a anulação da condenação no INSS, Cleber Verde entrou com uma petição no TSE para revisão de sua cassação. Relator do caso no Tribunal, o ministro Hamilton Carvalhido deverá levar a petição ao pleno na sessão de hoje, para dar conhecimento da anulação da condenação. Os outros ministros vão decidir sobre a manutenção do mandato de Verde.


A Lei da Ficha Limpa diz: "É imperativo o reconhecimento da inelegibilidade e o consequente indeferimento do pedido de registro de candidatura de quem foi demitido do serviço público em decorrência de processo administrativo ou judicial, nos termos do artigo 1"


Verde avisou no blog que agiria para não ser cassado


Cleber Verde foi reeleito em 2006 com 126.896 votos. Depois da cassação de seu novo mandato pelo TSE, e apenas dez dias antes da decisão que lhe favoreceu no Ministério da Previdência, ele escreveu em seu blog que faria tudo para reverter a decisão e obter seu mandato de volta: "A assessoria jurídica do deputado Cleber Verde comunica que estão sendo tomadas todas as providências com a finalidade de reverter a decisão do TSE do último dia 7 de outubro", diz o blog do parlamentar.


Segundo a assessoria do ministro Gabas, é prática corriqueira a assinatura de portarias como a que revogou a condenação do então assessor administrativo Verde no ministério.


- Na época desse caso, 11 pessoas foram investigadas e só Cleber Verde foi penalizado com o afastamento. Uma comissão entendeu, agora, que ele foi injustiçado e que a auditoria extrapolou ao decidir pelo afastamento e não pela advertência. Esse é um ato corriqueiro. O ministro não foi pressionado politicamente. Isso faz parte do dia a dia dele - disse o assessor de imprensa do Ministério da Previdência, Marco Túlio.


Cleber Verde foi procurado em seu gabinete, mas não retornou as ligações.

CPMF também é candidato nestas eleições

Fonte: Congresso em Foco.

25/10/2010 - 07h00


“Não deixa nenhuma saudade essa contribuição que era cobrada de todos, em cascata, sempre que salários, pagamentos, depósitos, saques, empréstimos e investimentos transitassem dentro do sistema bancário brasileiro”

Edison Freitas de Siqueira*


Conforme informações oficiais do Banco Central e da Receita Federal do Brasil, o PIB (Produto Interno Bruto), em 2010, está estimado em aproximadamente R$ 3,4 trilhões. Por sua vez, a arrecadação de impostos federais, também em 2010, está prevista em R$ 1,23 trilhão. Quer dizer, de tudo o que se produziu no Brasil neste ano, mais de 36% foi ou será destinado ao pagamento de impostos, isso sem considerar o custo financeiro para pagar esses tributos cobrados do contribuinte, quase sempre antes de recebido o dinheiro sobre o negócio tributado.
Este número pode ser ainda maior. Acreditem ou não, antes mesmo de ser escolhido nosso novo Presidente, já está se articulando, nos discursos presidenciais e dentro do Congresso Nacional, a volta da CPMF - Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira.


Não deixa nenhuma saudade essa contribuição que era cobrada de todos, em cascata, sempre que salários, pagamentos, depósitos, saques, empréstimos e investimentos transitassem dentro do sistema bancário brasileiro.


No início do segundo mandato do presidente Lula, a CPMF foi exemplarmente execrada pela nação brasileira. A rejeição da Medida Provisória, na época, aconteceu por voto da maioria de nossos senadores e deputados federais, para desgosto do atual chefe do Executivo.


Essa votação que enterrou a CPMF, em 2007, foi um dos poucos casos da política brasileira onde se fez valer a vontade do eleitor desde o movimento das “Diretas Já”.


Não conformado com a derrota democrática, o atual presidente, embora tenha seu mandato expirado em 31 de dezembro, durante a campanha do primeiro turno, e agora nos discursos efusivos de segundo turno, ainda persegue os partidos políticos e senadores que, interpretando a vontade popular, derrotaram a CPMF naquela ocasião.


Consequentemente, diante dos citados movimentos políticos voltados à reapresentação da antiga CPMF, os eleitores brasileiros devem questionar os atuais candidatos à Presidência a este respeito, já que a votação do segundo turno acontece agora, dia 31 de outubro.


Além disso, os novos membros do Congresso devem ser pressionados para que não aprovem a reedição da CPMF, pois nenhum deles, durante suas respectivas campanhas, disseram aos eleitores que defenderiam a bandeira do retorno da CPMF e o aumento da carga tributária. Aliás, essa absurda proposta já foi rejeitada pela vontade popular, quando os deputados e senadores anteriores votaram contra a iniciativa governamental, concordando com o Poder Judiciário que antes havia considerado a lei da CPMF inconstitucional.


Portanto, é muito importante que os eleitores fiquem atentos à voracidade fiscal do Poder Executivo. O atual presidente continua a subir em palanques, discursando para que o próximo Governo reencaminhe o projeto para a recriação da CPMF, alegando que os R$ 40 bilhões que se deixou de arrecadar com o fim dessa contribuição são indispensáveis à manutenção do sistema de saúde brasileiro.


Se a justificativa para recriação deste imposto fosse verdadeira, a União Federal (com 85 bilhões de reais) e o BNDES (com aproximadamente 30 bilhões de reais) não teriam tirado dos cofres públicos enorme quantia para integralizar e aumentar o capital social da riquíssima Petrobrás. Esse fato representa escandalosa manipulação de dados da contabilidade do dinheiro público, situação que se espera não prevalecer no governo que iniciará em 2011.


Portanto, os eleitores devem pensar se votarão ou não a favor do retorno da CPMF e da política do permanente aumento de impostos. Agora é a hora,QUEREMOS OU NÃO A “CPMF – O retorno”. Pensem nisto!


*Presidente do Instituto de Estudos dos Direitos do Contribuinte

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Alceu Valença e Mario Vargas Llosa

Reposta para Mingau de Aço:

Eu gosto do Alceu Valença. Desde os sete anos de idade, pelo menos. Anunciação e Dia Branco são suas obras primas.

No que diz respeito à exaltação da Música de Cabresto Brasileira, lembrei de algo relacionado. Eu fui outro dia no dentista e estava folheando aqueles trastes de revistas que eles colocam nos consultórios para o povo ler. Inclusive um exemplar da execrável Veja (esse é o fim adequado para a Veja: vegetar em consultórios dentários, junto com a Caras, a Contigo, etc). E quem deu entrevista nas páginas amarelas da última Veja que li? O Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa.

O escritor peruano disse com todas as letras: a direita é burra (com raras exceções, eu diria). E olha que ele não é propriamente um esquerdista ou coisa parecida. Chegou a combater a estatização da economia peruana e em 1990 foi candidato a presidente pelo Frente Demócrata (FREDEMO), partido de centro-direita, mas perdeu a eleição para Alberto Fujimori, da ultradireita.

A causa dos Direitos Humanos não é atestado de esquerdismo

Resposta para O Kylocyclo:

Eu também posso falar dessa turma que está na esquerda defendendo os valores da direita. Tomei coragem e discuti seriamente no Twitter com o deputado Marcelo Freixo a sua adesão à causa dos barões do fânqui. Respeito muito mais os artistas de esquerda da MPB que sempre estiveram ao lado dos candidatos petistas. Embora não concorde com tudo no petismo.

E ser defensor dos Direitos Humanos não é característica exclusiva da esquerda. DO é uma causa neutra. Qualquer um pode aderir. Senão a direita não poderia denunciar a violação dos DO em países com governos comunistas, como China, Cuba e Coreia do Norte.

Renunciou para não ter o mandato cassado? Tá ferrado

Fonte: O Globo.

Após empate, ministros do STF mantêm decisão do TSE e Lei da Ficha Limpa será aplicada nesta eleição; Jader Barbalho não assumirá mandato

Publicada em 27/10/2010 às 21h43m
Catarina Alencastro, Isabel Braga e André Souza - O Globo e Agência Brasil


BRASÍLIA - Após o empate em 5 a 5 no julgamento do recurso de Jader Barbalho (PMDB-PA) contra a Lei da Ficha Limpa, no Supremo Tribunal Federal (STF), os ministros encontraram uma solução para o impasse desta quarta-feira. A maioria deles - 7 a 3 - decidiu manter a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de cassar o registro eleitoral do candidato. Com isso, o peemedebista não poderá assumir o mandato de senador pelo Pará. Os ministros aplicaram, portanto, o regimento interno da Corte, que estabelece que, em caso de impasse no julgamento, vale a decisão que foi contestada. Depois da sessão, o presidente da Corte, Cezar Peluso, disse que a decisão sobre o recurso de Jader abre precedência apenas para políticos que renunciaram ao mandato. Candidatos que estão enquadrados na Ficha Limpa por outro motivo, como compra de voto, serão julgados caso a caso. No dia 24 de setembro o STF suspendeu o resultado do julgamento do recurso de Roriz contra Ficha Limpa após impasse.


Votaram a favor da aplicação do regimento interno os cinco ministros que, durante a primeira parte do julgamento, já haviam sido contrários ao recurso de Jader Barbalho. São eles: Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Ayres Britto e Ellen Gracie. Celso de Mello, que havia votado pelo acolhimento do recurso de Jader, foi quem abriu o caminho para o STF terminar o julgamento, sugerindo como solução a aplicação do regimento do Supremo.


Já Peluso disse discordar dessa solução, mas se curvou à "necessidade" e se juntou à maioria, mantendo a decisão do TSE.


No julgamento anterior, do recurso de Joaquim Roriz (PSC) contra a Lei da Ficha Limpa , Celso de Mello não encampara essa interpretação, e o julgamento terminou sem que uma decisão fosse tomada. Roriz renunciou à candidatura no dia seguinte e impediu a conclusão do julgamento.


Foram vencidos no assunto os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello, que haviam demonstrado ser contrários à aplicação da Lei da Ficha Limpa para barrar a candidatura de Jader.


O peemedebista foi eleito senador pelo Pará, mas teve o registro de candidatura negado pelo TSE e, por isso recorreu à Corte. Após o empate em 5 a 5 no julgamento, o advogado de Jader, José Eduardo Alckmin, defendeu que o caso fosse retomado apenas quando 11º ministro for nomeado pelo presidente da República. A Corte está com menos um ministro desde que Eros Grau se aposentou, em agosto. No entanto, logo depois, Celso de Mello veio com a sugestão.


'Lei casuística para ganhar a eleição no tapetão', diz Gilmar Mendes

Durante o julgamento do recurso de Jader Barbalho, todos os dez ministros do STF repetiram os votos dados no caso do recurso de Joaquim Roriz.


Joaquim Barbosa, que foi o relator do caso, foi o primeiro a votar e rejeitou o recurso de Jader, sendo a favor da aplicação da Lei da Ficha Limpa ainda nessa eleição.


- Não houve desestabilização do processo eleitoral porque esse sequer tinha iniciado - disse o ministro.


Em seguida, o ministro Marco Aurélio Mello votou a favor de Jader e contra a aplicação imediata da Lei da Ficha Limpa.


- A renúncia ocorreu em 2001 quando não tinha a consequência de inelegibilidade - disse Marco Aurélio, completando:


- Podemos aplicar retroativamente lei nova de 2010 a esse ato e colar a ele como consequência que é a inelegibilidade? Abriremos a porta aí para novas situações - alertou.


O ministro Dias Toffoli seguiu a posição de Marco Aurélio. Os ministros Carlos Ayres Britto, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia seguiram o voto do relator .


Gilmar Mendes, sétimo ministro a votar, acolheu o recurso de Jader e rejeitou a aplicação imediata da Lei da Ficha Limpa, referindo-se a ela como casuística.


- Lei casuística para ganhar a eleição no tapetão - disse Gilmar Mendes, que defendeu seu voto por mais de uma hora.
- Acessos de moralismo, em geral, descambam em abusos - afirmou ele, em outro momento.


A ministra Ellen Grace foi a oitava ministra a votar e, sem se alongar, rejeitou o recurso do peemedebista.


Logo no início de sua explanação, Celso de Mello disse que o voto de Gilmar Mendes foi "magnífico". Ao final, acompanhou a posição do colega e votou pelo provimento do recurso . O presidente do STF, Cezar Peluso, repetiu o voto do julgamento do recurso de Roriz e rejeitou a aplicação imediata da Lei da Ficha Limpa.


Procurador-geral pediu rejeição do recurso de Jader Barbalho

Antes do início dos votos dos ministros, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, leu o parecer em que recomendou a rejeição do recurso de Jader contra a Lei da Ficha Limpa. Segundo Gurgel, a renúncia do peemedebista teve como objetivo impedir as investigações do Senado e, assim, poder se candidatar depois.


- Tratava-se da única maneira de poder disputar novas eleição, que era fraudar, impedir a apuração dos fatos pelo Senado, impedindo portanto a cassação do seu mandato e o mantendo a salvo - disse Gurgel.


Julgamento foi retomado do zero, como se ministros não tivessem se posicionado


Jader Barbalho (PMDB) foi eleito senador pelo Pará, mas aguardava o julgamento do recurso no Supremo para ter a vitória registrada no TSE. Ele teve a candidatura cassada pelo TRE pelo mesmo motivo de Roriz: renúncia de mandato para escapar de possível processo de cassação por quebra de decoro. Deste modo, o julgamento desta quarta-feira foi mais ágil do que o de Roriz, que foi dividido em dois dias, totalizando cerca de 16 horas.


O julgamento sobre a lei foi retomado do zero, como se nenhum ministro tivesse se posicionado sobre o assunto.


A Lei da Ficha Limpa começou a ser julgada no final de setembro, em cima do recurso de Joaquim Roriz , então candidato ao governo do Distrito Federal. Na ocasião, o placar ficou em 5 a 5.


Os ministros acabaram discutindo os possíveis desfechos para o impasse e chegaram a cogitar a espera da nomeação do novo ministro. Depois de adiar a proclamação do resultado, os ministros foram surpreendidos pela desistência de Roriz, que indicou a mulher, Weslian Roriz, para concorrer em seu lugar.

Tropa de Elite 2. Ou: seja fascista, Padilha!

Fonte: Congresso em Foco.

23/10/2010 - 07h00


“Padilha continua achando que os estudantes da PUC são uns maconheirozinhos de merda que sustentam o tráfico e a violência. No entanto, agora usa argumentos politicamente corretos e 'civilizados' para enquadrar os manés esquerdopatas”


Capitão Nascimento foi promovido a tenente-coronel e provavelmente votou em Marina Silva no primeiro turno das eleições. Deve ter virado vegetariano. Perdeu aquele fascismo delicioso que era o combustível de sua Tropa 1. O tenente-coronel não enquadra mais os maconheiros da PUC e abandonou os sacos plásticos para asfixiar a arraia miúda da bandidagem. Como diz o subtítulo do filme, agora os inimigos são outros.


Parece que a lógica brucutu foi reciclada com o intuito de calar a boca dos mauricinhos-otários da imprensa. Eu já havia notado isso nas entrevistas e fotos do diretor do filme, José Padilha. Peito estufado, e aquela cara do sádico satisfeito e disciplinador que cumpriu sua missão, rosnando para dentro, manjam? A mim não engana. Padilha continua achando que os estudantes da PUC são uns maconheirozinhos de merda que sustentam o tráfico de drogas e a violência no Rio (não discuto isso). No entanto, agora usa argumentos politicamente corretos e “civilizados” para enquadrar os manés “esquerdopatas” que o acusaram de fascista no primeiro filme. Creio que Padilha se imagina um estrategista. No entanto, se o Capitão Nascimento de Tropa 1 tivesse lido Philip Roth, diria que o diretor é um frouxo, vacilão.


A propósito. Uma declaração de Roth sobre Céline: “Na França, meu Proust é Céline. Mesmo se seu antissemitismo o torna um ser abjeto, intolerável, trata-se de um grande escritor – para lê-lo, porém, devo deixar em suspenso minha consciência judaica. Céline é um grande libertador: sinto-me chamado por sua voz.”.


Alguém consegue imaginar um Céline compassivo? Um Pasolini burguês? Antonioni tagarela? Alguém consegue imaginar um Nelson Rodrigues de braços dados com Dr. Alceu de Amoroso Lima numa passeata contra a ditadura?


Van Gogh bem-sucedido só existe no banco Real, atual Santander.


Todo grande artista tem uma marca, que nada tem a ver com marketing. Uma assinatura que transcende ideologias, ignora conveniências e atravessa o tempo, mais ou menos foi isso o que Roth quis dizer aí em cima. Pois bem, José Padilha perdeu uma grande chance nesse Tropa 2. Abriu mão da assinatura, do esculacho fascistóide que servia para lavar a alma de uma classe média racista, acuada, arrogante e sedenta de vingança e trocou o seu tesouro (cada um tem o tesouro que merece...) pelas teses do inimigo; ou seja, para agradar meia dúzia de patrulheiros da USP e outra meia dúzia de viadinhos culturais histéricos, José Padilha perdeu a chance de ser ele mesmo. Alguém consegue imaginar frei Leonardo Boff colunista da Veja?


Tem coisas nessa vida que não combinam. Mas que - às vezes - por obra do imponderável acabam se transformando em consenso. Esse Tropa de Elite 2 proporciona o mesmo efeito de uma pizza de chocolate. Ou é tão esdrúxulo quanto. Claro que todos os recordes de público serão quebrados e talvez o Brasil ganhe o primeiro Oscar, mas como criador, esse Padilha devia ir pra casa (“Vai pra casa Padilha!”, lembram?) e acertar as contas com sua escrotice seminal. Não se faz arte de outro jeito. Aliás, não dá para comungar nem com Deus nem com o diabo, não dá sequer pra se dizer bom dia pro porteiro do seu prédio se você – ao menos duas vezes na vida – não for honesto com a banda podre de si mesmo. Fora disso, é tudo artifício, dissimulação, mentira.


No caso do Zé Padilha, sobrou a velha retórica de escoteiro e uma arma de brinquedo apontada para um ente abstrato chamado “sistema” (?). Não bastasse, o resultado da soma retórica+inimigo abstrato é igual a lugar-comum. Uma lógica encurralada em si mesma. Coitado do tenente-coronel Nascimento. Esgotou-se. Ou, pensando melhor, ainda tem um destino. Num eventual Tropa 3, o coronel Nascimento acabaria virando uma espécie de monge zen-macrobiótico com especialização em decoração de interiores e feng-shui. Seria o papel da vida de Wagner Moura, que finalmente teria a oportunidade de encarnar um Karatê Kid no esplendor de sua maturidade, fofura e autocontrole. Os homens-caveira do Bope iriam relaxar os esfíncteres e se identificariam, eu aposto. E assim Padilha arrumaria um pretexto para disfarçar sua limitação. Assim, ele se converteria à lenga-lenga politicamente correta e à babaquice de uma vez por todas.


Tem mais. Tenente-coronel Nascimento é corno de um “deputado do bem” que enfia um monte de minhocas na cabeça de seu filho adolescente. O moleque é baleado numa emboscada. Eita! Nesse momento, o herói do Zé Padilha e do Bráulio Mantovani (co-roteirista do filme) se converte à causa corno-humanista e vai caçar seus inimigos ou o tal do “sistema” como se estivesse no filme mais imbecil do Arnold Shuwazenegger.


Quando eu tinha 13 anos de idade, também acreditava que a culpa era do sistema. Hoje, acho que o problema está no roteiro. Bem, eu falava do ápice do filme. Isso mesmo, acreditem. O ápice, quando Nascimento cerca um político corrupto numa blitz e enche o fulano de porrada. A plateia sente-se vingada, urra e quase interrompe a sessão aos aplausos.


Pô, Zé Padilha! Aquele personagem inspirado no apresentador Wagner Montes contaminou você e o Bráulio Mantovani até dizer chega. Que fiasco! Vocês conseguiram ser mais sensacionalistas que ele, o Datena e o Ratinho juntos. A gente não precisa pagar ingresso para ver o Wagner Montes esculachar o “sistema”, denunciar as milícias e meter porrada em político corrupto. Uma questão de savoir-faire. Além do mais, Montes, Datena e Ratinho são toscos de verdade e a ambição dialética deles é igual a zero. O falecido capitão Nascimento virou uma moça de leite Ninho histérica. Se o filme é bom?


Acho que os sociólogos da USP, a Regina Casé e a Patrícia Travassos vão adorar. Mas quem é que está falando de pipoca? Estou dizendo que José Padilha tem apenas uma chance para recuperar seu talento (ou tesouro). Recomendo a leitura de Céline, Cioran e Pasolini, além dos filmes desse último. Depois disso, ele podia ir ao encontro do fascismo que bombeia todas as veias de seu coração sádico e justiceiro. Ouça o coração, meu chapa. Seja fascista, Padilha!


Abílio (27/10/2010 - 16h59)


Apesar de ter gostado muito do filme, também gostei seu texto. Ácido e lúcido, como sempre.


Julio (27/10/2010 - 16h07)


O bacana é o que filme ser politicamente incorreto é o máximo, uma crítica contrário sê-lo, o povo cai matando em cima. Esses dois tropas fizeram nascer no Brasil fanáticos seguidores xiitas aos quais é impossível ponderar contra os filmes, e esse fanatismo beira ao doentio.


Andreas (27/10/2010 - 12h02)


Mais fascista que o Mirisola? Só dois Mirisolas!! Embora eu ache o filme uma merda também!


Felipe (26/10/2010 - 11h20)


Nunca li uma merda tão grande como essa. Pelo amor de Deus Sr. Marcelo Mirisola, se não tem o quê escrever volta pra cama e tira um ronco, mas nos poupe de ler essas merdas, tenha dó né. Acho até que tu foste ver o filme pra criticar o autor e nem percebeste o aviso de que o filme é ficção. Só me faltava essa agora, até me descadastrei do congrasso em foco pra receber notícias, tá até parecendo site de zé mané que se mete a blogueiro. ... volta pra cama Marcelo e acorda amanhã


Le Barros (26/10/2010 - 10h31)


Concordo com o J.Gayoso. Texto fraco, que sequer é capaz de ponderar sobre os relevantes temas que o filme aborda. O que mais me surpreende é ter sido elborado por um colunista do Congresso em Foco, um portal com um viés crítico (vê-se que, geralmente!) muito bom.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O Sistema dá a mão para não perder o braço

A frase é do tenente-coronel Roberto Nascimento, personagem do filme Tropa de Elite 2 - O inimigo agora é outro. Ele se referia ao sistema político que engloba políticos, milicianos e policiais corruptos que dominam a política fluminense.

Mas bem que poderia se referir também ao jornal Folha de São Paulo, que emprestou viaturas de transporte de jornal para a repressão militar e agora presta um bom serviço denunciando que o Metrô paulista tinha um esquema de fraude de licitações em que os consórcios construtores das novas linhas do Metrô já eram conhecidos pela Folha seis meses antes da licitação das obras, pouco depois que o governador José Serra deixou o cargo.

Não é o caso de tirar a Folha daquele famoso grupo do Partido da Imprensa Golpista, do qual fazem parte também os grupos Globo e Abril. Aqui vale a frase do coronel Nascimento.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Dois candidatos imerecedores da Presidência da República

Comentário de leitor de O Globo:

Norberto Ferrari


25/10/2010 - 07h 05m


Tanto Serra, quanto Dilma não merecem minha caminhada até o local da votação. Prefiro caminhar em outros lugares menos poluidos, sem ter o peso da consciência durante os próximos 4 anos. É bem verdade que cada povo tem o governo que merece, mas o povo brasileiro não merece nenhum desses dois cabeças ocas.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Otário Eleitoral Gratuito (14)

Pensaram que tinha acabado? Na na ni na não.

Este aqui é dos antigos. Candidatos a vereador do Rio de Janeiro pela Arena em 1976, já sob a Lei Falcão.



Tese polêmica: Eleição de José Serra desanestesiaria os movimentos sociais

Ouvi esta tese hoje do recado de um ouvinte do programa Faixa Livre (Rádio Bandeirantes AM 1360 do Rio de Janeiro). Segundo o ouvinte deixou subentendido, os movimentos sociais passaram o governo Lula cooptados pelo Governo, apáticos, sem combatividade, esperando as benesses caírem lá de cima (do Governo). Segundo o ouvinte, a chegada de José Serra à Presidência obrigaria os movimentos sociais a serem realmente combativos e ativos, o que os fortaleceria enquanto movimentos.

O deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) participa do programa todas as segundas-feiras, e ouviu atentamente a tese do ouvinte. Comparou a tese à aquela outra segundo a qual a MPB (Gil, Caetano, Chico Buarque, Milton, Djavan, Fagner, Gonzaguinha, etc) era mais criativa durante a ditadura, e que hoje em dia sob regime democrático não tem a mesma inspiração. Chico Alencar até brincou: "Vamos então voltar ao reinado demo-tucano?".

Foi levantada no programa a hipótese de os partidos de esquerda voltarem a se unir na oposição ao governo Serra, tanto os atuais governistas (PT e partidos menores) como os atuais oposicionistas (PSOL e a extrema esquerda). Chico Alencar até lembrou da famosa anedota: "Será que a esquerda só se une na cadeia?", mas também alertou os partidos para pararem de pensar em si e pensarem mais no País.

Por fim, o deputado disse que até o voto em Serra seguindo uma tese dessas é uma opção válida. Sabe-se lá se o Chico estava desta vez caçoando ou não do ouvinte...



Sei não. Se um ouvinte telefona para um programa radiofônico de esquerda (que existe desde dezembro de 1994) para mandar uma tese polêmica dessas, deve ser porque essa tese já deve estar habitando a cabeça de muito esquerdista por aí. Se estiver mesmo, pode estar mais perto da realidade uma profecia do já citado Chico Alencar:

"Se é para a esquerda governar com o programa da direita, qualquer hora a população achará melhor entregar o Governo para a direita. Pelo menos a direita é mais autêntica".

Afinal, tem gente que gosta de sofrer. Pode ser uma ânsia de auto-imolação, ânsia de seguir o calvário de Jesus Cristo (este país tem uma cultura católica muito forte) ou coisa parecida.

Lucia Hippolito aguarda ansiosamente o fim da campanha eleitoral

Eu também, Lucia. Eu também.



E se a direita governista romper com o Governo?

Resposta para O Kylocyclo:

Vale lembrar que, no dia que a direita governista romper com o Governo e se juntar ao PSDB e ao DEM, teremos enfim um caso inédito de um Congresso Nacional majoritariamente oposicionista, tanto no Senado como na Câmara. Aí quero ver os otários do Governo se mexerem.

Mas sempre há a alternativa do Governo dito progressista e esquerdista fechar o Congresso, não é mesmo? Como fizeram os milicos de 1964.

domingo, 24 de outubro de 2010

Ainda não foi dessa vez que Dom Orani João Tempesta virou cardeal

Fonte: Ex-Blog do Cesar Maia.

RIO FICA SEM CARDEAL PELA PRIMEIRA VEZ!


1. O Papa nomeou os 24 novos Cardeais da Igreja Católica. A surpresa ficou para o fato de Dom Orani não ter sido nomeado Cardeal. É a primeira vez, em décadas, que o Rio ficará sem um Cardeal como Arcebispo. O Rio de Janeiro foi a primeira sede cardinalícia da América Latina. Uns atribuem o fato aos "problemas" que tem acontecido no seio da Arquidiocese. Mas, o fato é que o Vaticano, com este ato, reafirma a autoridade de Dom Eusébio como Cardeal ainda ativo na eleição papal.
O Papa ainda nomeou um novo Cardeal brasileiro, o Arcebispo de Aparecida do Norte, Dom Raimundo Damasceno.


2. (AFP, 20) A designação de 24 novos cardeais pelo Papa Bento XVI dá continuidade ao velho equilíbrio regional no seio da Igreja Católica, com o predomínio dos europeus, sobretudo italianos, e um reconhecimento à África. Na lista dos novos 'ministros' da Igreja figuram ainda dois sul-americanos: um brasileiro, e um equatoriano. Mesmo assim, predominam religiosos oriundos do velho continente: dos 24 apontados por Bento XVI, 15 são europeus, sendo 10 italianos, dois alemães, um suíço, um polonês e um espanhol. Outros dois são americanos, um é do Sri Lanka e quatro são da África, continente que o Papa elegeu como uma das prioridades de seu pontificado, iniciado em 2005.

Leitor de O Globo escreve sobre a baixaria na campanha eleitoral

Fonte: O Globo.

JUNGLE DUARTE
23/10/2010 - 19h 30m


Quanta baixaria que se tornou essas eleições até revistas e jornais inventando ou deturpando fatos, está se tornando pior que a época da ditadura pois naquela época tinham as espionagens, mas sabíamos quem eram os inimigos, era mais ético e de caráter, hoje é jogo sujo dos dois lados, uma lama só, sofremos torturas, perdemos familiares, sumiram os amigos, para o que? Para chegarmos a essa ensandecida busca pelo poder, pois esse poder é só dinheiro, é um vexame moral, e sou obrigado a votar.

sábado, 23 de outubro de 2010

Um exilado político brasileiro na França. Em 2010

E ainda dizem que este País de Tolos é uma democracia.

Está mais para demo-cracia.



Como os petistas colocam hashtags nos Trending Topics do Twitter



Guerra de travesseiros na campanha presidencial

Esta semana foi marcada por arremessos de objetos de militantes dos candidatos José Serra e Dilma Rousseff contra o(a) candidato(a) do grupo rival. Foi um tal de bolinha de papel pra lá, bexiga d'água pra cá, bobina de adesivos acolá...

Depois do debate no canal Combate, Dilma e Serra devem terminar a eleição numa cama. Calma, que Mônica Serra não será traída! Será apenas uma guerra de travesseiros. Vai voar espuma e pena de ganso pra todo lado.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Lucia Hippolito desdenha do rádio popular no horário eleitoral

Eu lembro que, depois do começo do horário eleitoral gratuito ainda do 1º Turno, a jornalista Lucia Hippolito da rádio CBN disse que todos os candidatos estavam desdenhando dos ouvintes, produzindo programas com linguagem antiga e ultrapassada, segundo ela.

Independente do mérito ou do demérito dos candidatos (aliás, este ano há muitos deméritos e quase nenhum mérito), Lucia Hippolito deve estar é desdenhando do modelo de rádio AM popular eclética, que é o modelo de rádio predominante no Brasil todo e que tem sido seguido por quase todas as campanhas eleitorais ao longo da história. É o modelo de rádio mais ouvido pela população brasileira. E, consequentemente, é esse tipo de ouvinte a maioria do eleitorado, que decide as eleições. Não o ouvinte classe média e alta ouvinte de rádios ouníus como a CBN.

Os jornalistas e comentaristas da CBN têm que parar com o pedantismo. E a rádio como um todo, também. Deviam se dar por satisfeitos com a audiência que tem, sem menosprezar a audiência das rádios diferentes. Algo difícil numa rádio cujo comentarista Arnaldo Jabor se orgulha de a rádio não ter jabá só por não tocar música. Isso na versão de Jabor.

Escrito em 19 de outubro de 2010 para o Tributo ao Rádio do Rio de Janeiro.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Dilma Rousseff deveria ter esculhambado o Greenpeace

Ontem alguns manifestantes do Greenpeace tumultuaram a reunião de apoio da banda governista do PV à presidenciável Dilma Rousseff, estendendo faixas exigindo dela "Desmatamento Zero na Amazônia". Dilma enfrentou os manifestantes, dizendo que não negocia apoios fazendo promessas que não poderá cumprir. Prometeu reduzir o desmatamento em 80%.

Foi pouco. Dilma deveria ter denunciado esses internacionalistas. O Greenpeace é pródigo em afrontar a soberania dos Estados nacionais e em interferir nas suas políticas internas. No caso brasileiro, estão lado a lado com empresários gringos, ONGs picaretas e falsos missionários na subjugação da soberania brasileira sobre a Amazônia, apoiando até mesmo o surgimento de pseudo-nações, como a Ianomâni.

Dona Dilma: se a senhora quiser ter algum apoio dos nacionalistas no confronto com os inimigos da soberania nacional, não adianta só dar pití. Tem que esculhambar, mesmo. Tem que denunciar. Não dá para ficar com medinho dessa gente.

É mais fácil denunciar só os cachorros mortos do PSDB e do DEM, não é mesmo? Trabalho cansa...

Sobre o Globope, o Datafraude e outros institutos de pesquisa

Comentários para Com Texto Livre:

Marcelo Delfino disse...

Agora os otários dizem que o Ibope está certo. Vá entender...

Certo está Ciro Gomes, quando falou do Ibope e de Carlos Augusto Montenegro.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010 21h43min00s BRST

zcarlos disse...


Marcelo, faz tempo que não encontro seu comentário.
Estou enganado, ou vc está do lado do Serra?
Pelo seu comentário irônico, deixa transparecer isso.
Mas não importa, vc sabe que conheço sua opinião.
Quanto aos institutos, vc deve saber que há manipulação de resultados. À medida em que a data da eleição se aproxima, os resultados são revistos e tendem a se aproximar da real situação. É uma questão de credibilidade.
Os resultados de pesquisas anteriores, são desprezados naturalmente. Dificilmente alguém lembrará daqueles números. E, mesmo que lembrem, os institutos alegam que naquele momento o resultado era aquele.
Caso vc não saiba, uma pesquisa somente pode ser contestada por outra pesquisa, desde que use a mesma metodologia.
Assim, seu comentário fica um tanto prejudicado.
Mas que fique bem claro, não defendo nenhum instituto, exceto o meu que leva minha assinatura.
Abs!


quarta-feira, 20 de outubro de 2010 22h49min00s BRST

Aqui eu só contestei os institutos de pesquisa e aqueles que dão credibilidade a eles quando convêm e só denunciam as fraudes quando os números desagradam. Agora mesmo, a turma do Serra contesta o Globope e o Datafraude. Até caçoei de um blog serrista, escrevendo lá: "Vai ver, o grupo Folha continua sendo PiG. Mas não mais Partido da Imprensa Golpista, mas Partido da Imprensa Governista".

Os institutos não prestam. Tanto que nunca os destaquei no meu blog. E olha que o blog foi criado em maio de 2009, bem antes da eleição.

Agora, se o amigo já diz que todo aquele que escreve algo desagradável está do lado de José Serra, só lamento. Já disse que nenhuma dessas candidaturas me representa. Agora eu digo que o neoliberalismo demo-tucano é o passado, o petismo é o presente o e futuro a superar tudo isso será algo muito melhor, e espero pertencer a esse futuro.

Se o amigo não me compreende ou não quer me compreender, só prova que podemos trocar opiniões, conversar, ler textos um do outro, mas nunca seremos companheiros de militância.

No mais, abraços. Tenha um bom dia.

Razões para os tolos agredirem (literalmente) José Serra

Fonte: comentários de Coturno Noturno.

Sindicato envolvido em ataques a Serra no Rio


A participação de Sandro Alex de Oliveira, 36 anos, nos protestos que descambaram para a agressão ao candidato José Serra no Rio de Janeiro dão uma pista de quem – e que organizações – estão por trás da baixaria na campanha. Oliveira, que se diz uma “vítima das agressões do PSDB”, é secretário-geral do SintSaúde-RJ, sindicato dos servidores da Saúde. Ele estava, no momento da confusão, com um cartaz que “improvisou na hora” para atacar o tucano. No papel, estava escrito “Quem é Paulo Preto. Resposta: Amigo do coração”.


Candidato derrotado a deputado estadual pelo PT, Sandro apresentou razões pessoais para protestar contra o candidato tucano: “Fomos demitidos por ele em 1999, quando éramos agentes de endemia (mata-mosquitos), e reintegrados pela Justiça em 2003. Viemos exercer o direito que a Constituição garante, que é a livre expressão de opinião”, defendeu-se.


Para o sindicalista, no entanto, não houve agressão. “Nós é que fomos agredidos pelo PSDB. Todos os baderneiros são pagos pela Lucinha para bater”, acusou, tentando jogar a culpa para a vereadora Lucinha, do PSDB, que tem em Campo Grande um de seus redutos eleitorais.


Sandro se esqueceu de um detalhe: por que razão militantes do PSDB seriam mandados para causar confusão em uma caminhada do próprio PSDB?


20 de outubro de 2010 17:47



Comentário: Adversários devem ser derrotados nas urnas. Não com agressões físicas.

Esse sindicalista (Sandro Alex de Oliveira) que comandou as agressões a Serra me ofereceu uma ficha de inscrição no sindicato que ele preside. Tô fora!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Edir Macedo podia ter dormido sem essa

Gostei da definição para Edir Macedo: ele é pior do que tolo.





Só slogans dos candidatos se salvam

Na mediocridade reinante dos atuais candidatos a presidente da República, só se salvam os slogans que dão nome às respectivas coligações.

O de Dilma Rousseff é "Pro Brasil seguir mudando", que promete continuar as mudanças promovidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O de José Serra é "O Brasil pode mais", que promete continuar o que Lula tem feito e fazer ainda mais.

Vencerá a eleição quem convencer o eleitorado com seu slogan.

A mim nenhum deles convence. Eu não acredito nesses slogans e não nasci ontem.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Campanha de Dilma Rousseff é de família

Já falaram da filha de José Serra, do genro do Serra e da esposa do Serra. Quando falarão do gato, do cachorro, do periquito e do papagaio do Serra?