Política, cultura e generalidades

sábado, 25 de setembro de 2010

Um governo progressista e popular unido com a direita fisiológica

Os amigos leitores progressistas andam encantados demais com essa dupla Lula e Dilma. Mas o amigo Alexandre Figueiredo (de O Kylocyclo) tem denunciado as péssimas políticas direitistas do PMDB, um partido dominado hoje pela mais fisiológica direita deste país. Direita que deixa demos e tucanos tomados por inveja ("Por quê não pensamos nisso antes?").

Eu sou bem cri-cri, mas devo admitir méritos nas correntes políticas que não gosto. DEM e PSDB têm o mérito de ficar de fora dos governos Lula e Dilma. Ninguém imagina alguém importante desses partidos vendendo a alma pra participar do Governo. Ao mesmo tempo, ninguém imagina alguém dos partidos governistas mais à esquerda (PT, PDT, PC do B, PSB) se vendendo para participar do governo Serra, que de qualquer maneira não existirá, mesmo.

O PMDB, não. Desde o fim do regime militar, o partido faz de tudo para participar de todos os governos. Não se pode conceber um partido político que participe de todos os governos, ainda que o titular da Presidência não seja seu filiado. Isso é uma excrescência que só pode haver neste País de Tolos.

Outros partidos da direita fisiológica (PP, PR, PRB, PSC e outros) também se vendem para participar de qualquer Governo. É a mesma coisa que o PMDB faz, só que em escala bem menor, proporcional ao tamanho desses partidos.

Os amigos progressistas que acompanham este blog precisam entender que não posso ver possibilidade de integralidade e decência em um governo progressista e popular unido com a direita fisiológica. Um governo que junta desde figuras da ultra esquerda (tipo José Dirceu e Marco Aurélio Garcia) a raposas velhas (ou jovens precocemente envelhecidos, tipo Eduardo Paes) do PMDB e desses outros partidos fisiológicos.

Como esperam eleger um governo realmente progressista e uma bancada parlamentar de esquerda coligados formalmente com essa gentalha?

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