Política, cultura e generalidades

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Histórias do Engenhão

Resposta para a comunidade Rio de Janeiro - RJ:

Se eu fosse escrever todas as histórias que já ouvi desse estádio, daria um tópico inteiro.

Policiamento só existe em dia de jogo.

O poder público só faz obras pra resolver os problemas de quem vai ou sai do estádio. Pros habitantes locais, problemas. Agora mesmo um montão de proprietários de imóveis da Rua da Abolição e arredores tiveram os imóveis desapropriados para construírem o viaduto de saída do estádio que terá uma alça para a Abolição e outra para a Linha Amarela sentido Barra.

E parece que virão mais desapropriações por aí, para criarem mais uma pista de rolamento na Rua das Oficinas e na Rua José dos Reis junto ao quarteirão onde fica o estádio.

Moradores da Rua Guineza dizem que a Cedae desvia água das casas para o estádio, em vésperas de jogos.

Aquela passarela sobre a Rua Arquias Cordeiro só serve de acesso da estação de trem para o estádio. Para a Av. Amaro Cavalcante, construíram uma escada mandrake onde idosos, obesos e portadores de deficiência física não tem vez.

Os galpões ferroviários onde construiriam o Centro Esportivo continuam lá, largados.

Até o sinal de TV piorou depois que construíram o estádio, que faz uma espécie de sombra na região.

Não posso dizer que só houve prejuízos para a região. A área se valorizou. O que tem de imobiliária botando anúncios nas caixas de correio propondo comprar os imóveis é uma grandeza. E o próprio preço dos imóveis aumentou. Pudera: com Engenhão, Linha Amarela, estação de trem e Norte Shopping nos arredores...

Por fim, acredito que parte do povo que reclama que o estádio não tem estrutura externa (transporte, segurança, etc) está é com preguiça de sair de casa. Ainda mais nesta era de PFC, coisa que não havia no tempo em que faziam Fla-Flu até em Ítalo Del Cima.

Sem contar que botafoguenses e tricolores (e mesmo uma parcela de flamenguistas) já são torcedores modinha, mesmo. Aí fica difícil.

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