Política, cultura e generalidades

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

"Arerê, eu não aguento mais FHC..."

Eu ia todo dia ao centro do Rio entre 1995 e 1999, quando era soldado num quartel da Aeronáutica. De modo que ficava sabendo de um monte de protestos populares que aconteciam no Centro, naquela área da cidade pródiga em protestos e passeatas.

Lembro de um protesto em particular, não lembro o motivo, mas um dos alvos do protesto era o então presidente Fernando Henrique Cardoso. Obviamente à boca pequena, um outro soldado me contou ter ouvido a música que cantavam no protesto. Era um axé xexelento, que dizia assim:

Arerê, eu não aguento mais FHC

É óbvio que os manifestantes estavam parodiando aquele sucesso-chiclete da Grupo Eva da já onipresente Ivete Sangalo, cujo refrão era:

Arerê, um love love love com você

As forças progressistas deste país, como partidos de esquerda, sindicatos, movimentos sociais e outros se acham tão avançados... Mas sempre usaram os mesmos métodos e recursos reacionários da direita e do Partido da Imprensa Golpista, bem antes de Paulo Henrique Amorim inventar o termo.

E um desses recursos é exatamente a Música de Cabresto Brasileira, da qual a dita axé music é um dos segmentos. Todas essas músicas de cabresto jamais seriam o que são sem o apoio das elites de direita, sem a mídia golpista e sem jabá.

Eu acompanhei vários protestos nos últimos anos, e fui pessoalmente a alguns, desde manifestações sindicais à recente megapasseata da Av. Rio Branco pelos royalties do petróleo para o Rio de Janeiro. As paródias de sucessos da Música de Cabresto Brasileira estão rareando.

Melhor assim.

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