Política, cultura e generalidades

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

José Serra no JN



Até agora, a única análise isenta que achei é esta do Rudá Ricci:

1) Começou tranquilo, com uma pergunta fácil, sobre os elogios ao governo Lula;

2)
Bonner foi correto ao perguntar sobre a idéia de oportunismo que a postura não crítica de Serra pode gerar no eleitor;

3) A pergunta de
Fátima, sobre comparação entre biografias (que Serra deseja) e entre governos FHC X Lula poderia ter sido melhor explorada por Serra. Poderia ter focado as duas biografias (dele e Dilma). Mas ele continuou focado no governo Lula. Algo que o preocupa a ponto de tirar seu foco?

4) A pergunta sobre aliança com
PTB foi uma casca de banana que Serra driblou bem no início da resposta. Mas Bonner insistiu. Uma postura correta do entrevistador. A resposta de Serra foi uma quase tergiversação;

5) O conteúdo das perguntas foi correta, mas a forma foi muito mais amena, efetivamente, que nas duas entrevistas anteriores. Serra esteve sereno. Foi o mais tranquilo, evidentemente. E aproveitou a pergunta sobre o vice para falar que não é centralizador, algo que já se espalha pela internet e análises políticas;

6) O final da fala foi muito parecida com a de
Marina Silva (origem humilde). E foi desagradável não ter conseguido concluir sua fala, na declaração que fechou sua entrevista. Mas foi uma falha nada grave, embora tenha ficado um sentimento de falta de acabamento.

Avalio que as três entrevistas não chegaram a desequilibrar o quadro atual. Serra foi o mais tranquilo dos três. Mas o conteúdo não chegou a revelar diferenças nítidas entre os três. O
JN deveria ter dado mais tempo e explorado ao menos algumas questões programáticas sobre o futuro Brasil. Os Bonner ficaram excessivamente preocupados com questões éticas, passado político e alianças. Esqueceram do programa de governo.

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