Política, cultura e generalidades

domingo, 15 de agosto de 2010

Filho feio não tem pai nem mãe

A política brasileira é pródiga em paternidades não assumidas. José Serra e o lulo-dilmismo que se alia à direita (Sarney, Barbalho, Renan, Collor, Maluf, Dornelles, Cabral Filho, etc) são filhos feios, e como tal, ninguém assume a paternidade deles.

Ninguém assume a paternidade de José Serra, que não é um filho biológico da direita. Foi presidente da UNE (mesmo na clandestinidade) e teve que fugir correndo do Chile, quando o carniceiro do Pinochet virou o mandachuva local. Depois ele foi adotado pela turma obscura do PFL, ex-Arena, ex-UDN, atual Democratas, e não dá um passo sem eles.

Como José Serra é um filho feio, a esquerda brasileira recusa sua paternidade política, e a ultradireita brasileira também esconde o fato de ele ser um filho querido e adotado pela direita demo. Mesmo sendo a direita demo saudosa do regime militar.

O atual governo entreguista e lesivo aos interesses nacionais (vide o caso das reservas indígenas da fronteira com a Venezuela) não tem sua paternidade reconhecida por esse bando de partidos da ultra e da extrema-esquerda que dizem fazer campanha contra Serra e contra Dilma: PSOL, PSTU, PCB e PCO. O fenônemo Lula jamais existiria sem a colaboração prévia da ex-militância petista abrigada hoje nesses partidos da ultra esquerda.

Todos tem direito de mudar de posição política, mas não sem negar veementemente antigos posicionamentos.

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