Política, cultura e generalidades

sábado, 14 de agosto de 2010

Comentando o "funk instrutivo"

Comentários para o tópico Funk instrutivo:

O que sei é que mesmo as "melhorzinhas" letras de fânqui, que não apelam para inculturas mil, apelam para aquela coisa conformista de "eu só quero ser feliz, andar tranquilamente na favela onde eu nasci". O cara tá na pior e vem um carinha achando que é artista tentando convence-lo de que ele tem que se contentar com aquilo. Ao invés de estudar, fazer uma carreira profissional mais rentável e sair da pior. Coisa que milhões de brasileiros tem feito nos últimos anos, apesar dos governos, não por causa deles.

No que diz respeito à lei do "Funk Patrimônio Cultural do Estado", tinha que ser feita naquela gaiola de corruptos da Alerj, quase todos vendidos para o governador Cabral Filho, aquele mesmo que dançou Créu diante das câmeras pra mostrar o que faz conosco. A lei foi aprovada numa sessão que costumo chamar de baile fânqui da Assembleia, no lado de dentro e do lado de fora. Foi uma ideia de jerico dos deputados Marcelo Frouxo, digo, Marcelo Freixo (PSOL) e Paulo Melo (PMDB). Ou seja: um paladino dos Direitos Humanos aliado a um dos representantes da velha política do interior fluminense. O que prova a podridão do atual quadro partidário.

Mas gostei desse fânqui instrutivo aí. Mereceu espaço no meu blog.

Um comentário:

  1. Por esses pensamentos entendo o porque de tamanho abismo entre favela e asfalto. Pra ser artista, ser cultura tem que ser da elite? Pra comentar o Rap da Felicidade ouça por inteiro. Em nenhuma parte entende-se essa sua afirmativa, "conformista". Pouco conhece do funk, "fânqui", batidão,... o que quiser. E lhe garanto é muito mais do que a mídia apresenta.
    A lei (5543) que você menciona é do Marcelo Freixo e Wagner Montes. A que ele assina com Paulo Melo (5544)é a revogação da lei 5265.

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