Política, cultura e generalidades

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Tanure marca fim do JB para setembro

Fonte: Philippe Fernandes.

Tanure marca data para fim do JB impresso; clima é de tensão na redação

by Philippe Fernandes on 14/07/2010

O empresário Nelson Tanure anunciou, ontem, a data do encerramento das edições impressas do
Jornal do Brasil: 1º de setembro. Em um anúnio tímido, o jornal afirmou que “sai do papel para entrar na modernidade”. Uma bobagem, pois, para entrar na modernidade não é preciso sair do papel – ou apenas sair do papel. Segue nota do jornal O Globo:

RIO – A partir de 1º de setembro, o “Jornal do Brasil” passará a ter apenas uma versão na internet, deixando de circular na versão impressa, informou nesta terça-feira Nelson Tanure, dono da marca. O “JB” foi fundado em 1891 e é um dos mais antigos do país.

Tanure disse que será publicado nesta quarta-feira no “JB” um comunicado em que diz ter consultado seus leitores sobre essa mudança de plataforma ao longo de um mês. O comunicado vai ressaltar que os leitores serão informados nos próximos 45 dias sobre os detalhes da migração.

Parece mais ser uma desculpa, essa de consulta aos leitores. Afinal, será que os fiéis assinantes e/ou consumidores do JB (cerca de 20 mil por dia) queriam ver sair do papel toda a história do JB. Acho difícil.

No mais, o clima por lá não parece ser dos melhores, pelo que informa o
Comunique-se (aqui, para assinantes). Segue:

Nesta quarta-feira (14/07), o Jornal do Brasil anunciou oficialmente que encerrará sua versão impressa no dia 01/09. Na Redação, o clima é tenso. Profissionais reclamam da falta de informações e temem pelo futuro de seus empregos.

“O clima está horrível, todo mundo sem perspectiva”, conta um repórter.

Repórteres relatam que ficaram sabendo do fim da versão impressa pelo concorrente O Globo, que publicou entrevista com o empresário Nelson Tanure, anunciando a decisão.
“Ficamos sabendo pelos outros, os próprios editores não sabiam de nada. Isso é um absurdo”, reclama outro.

Enfim, e lamentável, uma morte lenta e dolorosa. O sepultamento é no dia 1º de setembro (só não estará presente, pelo visto, quem tem iPad). E essa do Tanure falar primeiro ao Globo que à própria redação é mais uma mostra de desrespeito desse senhor.


P.S: Ao contrário do que disse O Globo, Nelson Tanure não é dono da marca Jornal do Brasil. Ele apenas arrendou a franquia.

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