Política, cultura e generalidades

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Ratos da CNBB retiram artigo de bispo de Guarulhos



Pior que a interferência de religiosos na política partidária (praxe no meio evangélico e em segmentos da RCC e da Teologia da Libertação) é a capacidade que alguns deles têm de não defenderem suas ideias quando elas já foram expostas. É uma demonstração de fraqueza de pessoas que se deixam levar pelos ventos da falsa doutrina ou de pessoas que adoram a conveniência de ficar de bem com todo mundo.

O bispo de Guarulhos deveria ter escrito o artigo sem citar nome de político cretino algum. Se publicou, deverá levá-lo até o fim. Os ratos da assessoria da CNBB é que não estão dispostos a assumir nada.

A CNBB continua tomada por bispos e assessores vermelhos. Não o vermelho do sangue dos mártires ou da roupa dos cardeais. É o vermelho do comunismo, do socialismo e de outros -ismos assemelhados.

Quero deixar claro que sou contrário à atitude de ministros de qualquer credo (padre, pastor, bispo, reverendo, missionário, apóstolo, sheik, alaitolá, pai de santo, mãe de santo ou qualquer outro) que pede votos para candidatos ou pede boicote a outros. É uma interferência indevida de uma pessoa com prestígio numa comunidade de fé em um assunto totalmente distante da transcendência dos assuntos divinos. Já escrevi textos contra o cônego Aroldo Ribeiro (pároco da Catedral do Rio de Janeiro), que fez campanha para o atual prefeito Eduardo Paes (PMDB) em 2008. E contra os bispos Dom Orani João Tempesta e Dom Filippo Santoro, que fizeram uns acordos com o governador-candidato Sérgio Cabral Filho (PMDB), chegando a convencer o político Carlos Dias (PT do B) a se candidatar ao Senado, não ao Governo estadual. Vide artigo aqui.

Fonte: Terra.

CNBB retira do site artigo de bispo que pediu voto contra Dilma

22 de julho de 2010 • 14h42
Juliana Dal Piva

O artigo do bispo de Guarulhos, Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, que recomendava que os "verdadeiros cristãos e católicos não votem na candidata à presidência pelo
PT, Dilma Rousseff," não está mais no site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O texto publicado, na segunda-feira (19), ainda pode ser encontrado no site da Diocese do bispo.

A reportagem do Terra procurou o Secretariado Geral da CNBB, mas foi informada que apenas o padre Geraldo Martins estava autorizado a falar sobre o assunto. De acordo com a assessoria de imprensa, a comunicação seria difícil porque ele estaria palestrado em um evento em Aparecida (SP) e, por isso, não responde aos telefones da reportagem. O padre Geraldo, segundo os assessores, é o coordenador do site da instituição. O bispo Dom Luiz também não foi encontrado.

Apesar de ressalvar a importância da separação entre política e religião, Dom Luiz justificava o pedido contra Dilma pela posição do PT em relação ao aborto. "A liberação do aborto que vem sendo discutida e aprovada por alguns políticos não pode ser aceita (...) não temos partido político, mas não podemos deixar de condenar a legalização do aborto", escreveu o sacerdote.

Sob o título "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus", o texto de Bergonzini defende a interferência dizendo que a
Igreja Católica deve se manifestar em campanhas eleitorais em casos em que um "partido ou candidato que torne perigosa a liberdade religiosa e de consciência ou desrespeito à vida humana e aos valores da família". O Bispo fez menção na nota aos Congressos Nacionais do PT de 2007 e 2010, no qual o partido ratificou o 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), e se posicionou publicamente a favor da legalização do aborto.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou em maio, no encerramento de sua 48.ª Assembleia Geral, em Brasília, uma declaração na qual incentivou os cidadãos a escolher "pessoas comprometidas com o respeito incondicional à vida, à família, à liberdade religiosa e à dignidade humana".

Mesmo sem referência à questão do aborto, ficou implícito, com a fala cardeal-arcebispo de São Paulo,
D. Odilo Scherer, de que a Igreja não apoia candidatos que defendem a posição. "Além da descriminalização do aborto, há outras distorções inaceitáveis, como a união, dita casamento, de pessoas do mesmo sexo, a adoção de crianças por pessoas unidas por relação homoafetiva e a proibição de símbolos religiosos (em repartições públicas)", disse em coletiva.

Posição dos presidenciáveis

Até agora, nenhum dos três principais candidatos à presidência defendeu mudanças na atual legislação sobre o aborto. Em junho, durante entrevistas concedidas à imprensa em Porto Alegre, Dilma Rousseff, declarou que aborto é uma questão de saúde pública. "Um governo não tem de ser a favor ou contra o aborto. Tem que ser a favor de uma política pública", afirmou. "Aborto não é questão de foro íntimo meu, seu, da Igreja, de quem quer que seja; é uma questão de saúde pública." Nestes termos, segundo a ex-ministra, o aborto para ser possível tem de estar previsto em lei.

José Serra (PSDB) manifestou posição semelhante em maio, no programa do Ratinho. "Eu não sou a favor do aborto. Não sou a favor de mexer na legislação. Agora, qualquer deputado pode fazer isso. Como governo, eu não vou tomar essa iniciativa", declarou o tucano.

Marina Silva se declara pessoalmente contrária à legalização, mas sugere a realização de uma consulta à sociedade. "Essa é uma responsabilidade do Congresso Nacional, mas considero que uma questão tão complexa e importante como essa deve ser decidida diretamente pela sociedade, através de um plebiscito", afirmou a candidata do PV.

O ARTIGO DA DISCÓRDIA

Fonte: Diocese de Guarulhos.

Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus
01-07-2010 - 11:35

Com esta frase Jesus definiu bem a autonomia e o respeito, que deve haver entre a política (César) e a religião (Deus). Por isto a Igreja não se posiciona nem faz campanha a favor de nenhum partido ou candidato, mas faz parte da sua missão zelar para que o que é de “Deus” não seja manipulado ou usurpado por “César” e vice-versa.

Quando acontece essa usurpação ou manipulação é dever da Igreja intervir convidando a não votar em partido ou candidato que torne perigosa a liberdade religiosa e de consciência ou desrespeito à vida humana e aos valores da família, pois tudo isso é de Deus e não de César. Vice-versa extrapola da missão da Igreja querer dominar ou substituir- se ao estado, pois neste caso ela estaria usurpando o que é de César e não de Deus.

Já na campanha eleitoral de 1996, denunciei um candidato que ofendeu pública e comprovadamente a Igreja, pois esta atitude foi uma usurpação por parte de César daquilo que é de Deus, ou seja o respeito à liberdade religiosa.

Na atual conjuntura política o Partido dos Trabalhadores (PT) através de seu IIIº e IVº Congressos Nacionais (2007 e 2010 respectivamente), ratificando o 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3) através da punição dos deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso, por serem defensores da vida, se posicionou pública e abertamente a favor da legalização do aborto, contra os valores da família e contra a liberdade de consciência.

Na condição de Bispo Diocesano, como responsável pela defesa da fé, da moral e dos princípios fundamentais da lei natural que - por serem naturais procedem do próprio Deus e por isso atingem a todos os homens -, denunciamos e condenamos como contrárias às leis de Deus todas as formas de atentado contra a vida, dom de Deus, como o suicídio, o homicídio assim como o aborto pelo qual, criminosa e covardemente, tira-se a vida de um ser humano, completamente incapaz de se defender. A liberação do aborto que vem sendo discutida e aprovada por alguns políticos não pode ser aceita por quem se diz cristão ou católico. Já afirmamos muitas vezes e agora repetimos: não temos partido político, mas não podemos deixar de condenar a legalização do aborto. (confira-se Ex. 20,13; MT 5,21).

Isto posto, recomendamos a todos verdadeiros cristãos e verdadeiros católicos a que não dêem seu voto à Senhora Dilma Rousseff e demais candidatos que aprovam tais “liberações”, independentemente do partido a que pertençam.

Evangelizar é nossa responsabilidade, o que implica anunciar a verdade e denunciar o erro, procurando, dentro desses princípios, o melhor para o Brasil e nossos irmãos brasileiros e não é contrariando o Evangelho que podemos contar com as bênçãos de Deus e proteção de nossa Mãe e Padroeira, a Imaculada Conceição.

D. Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo de Guarulhos

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