Política, cultura e generalidades

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Coerência nas eleições parlamentares

Resposta para Por uma maioria parlamentar de esquerda:

Não cabe na minha cabeça escolher um candidato a presidente em quem se confia (não "o menos pior") e escolher candidatos a deputado e senador que lhe farão oposição ou venderão seus votos. Isso é querer sabotar o Governo antes mesmo dele começar.

Parte do eleitorado de Dilma Rousseff quer fazer campanha pelos candidatos de esquerda que serão sua possível base parlamentar (candidatos do PT, do PSB, do PC do B e do PDT), e boicotar os candidatos da base parlamentar de Lula que sejam de partidos fisiológicos e/ou da direita (PMDB, PP, PSC, PR, PRB e outros). Esses partidos fisiológicos foram responsáveis por impedir que Lula fosse destituído do cargo em 2005 pelo Congresso. Em troca, o Governo literalmente se vendeu a esses partidos, indo mais ainda para a direita, mais até do que o prometido na famigerada carta assinada por Lula, José Serra, Anthony Garotinho e Ciro Gomes em 2002. Trata-se de um governo de esquerda com um programa da direita.

Esses partidos fisiológicos tem mais é que ser punidos com o emagrecimento de suas bancadas. Estão ao lado de Dilma apenas por terem certeza de que ela será eleita presidenta em 2010. Não é simpatia pessoal a ela nem adesão ao seu programa de governo.

O raciocínio sobre a eleição parlamentar vale também para os outros presidenciáveis. Se o eleitor prefere eleger José Serra, é prudente escolher somente candidatos a deputado e senador do PSDB, do Democratas ou do PPS. O fisiológico PTB não vale, da mesmo forma que o PMDB não vale em relação à Dilma. Se o eleitor prefere Marina Silva, terá que escolher apenas candidatos do Partido Verde. O eleitor de Plínio Sampaio terá que escolher candidatos do PSOL, e assim por diante, até o último nanico.

Em todo caso, se o seu candidato a presidente for derrotado, caberá ao eleitor dos deputados e senadores eleitos na oposição ficarem em cima deles para força-los a ficar na oposição, barrando as bandalheiras do Governo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário