Política, cultura e generalidades

domingo, 27 de junho de 2010

Por uma cultura multiesportiva

Ontem a seleção americana foi eliminada da Copa pela seleção de Gana pelo placar de 2 a 1 na prorrogação. O curioso nesta história é que o impacto desta notícia entre os próprios yankees foi bem maior que o impacto das eliminações em Copas anteriores. Sinal de que o (lá denominado) soccer (particularmente o masculino) está adquirindo importância no cenário multiesportivo americano.

Sim, porque se há um mérito que a cultura local americana tem é o de prestigiar um grande número de esportes. Os três mais prestigiados (e, por isso mesmo, os mais disputados, os de maior audiência e os de maior lucratividade) são o football (o futebol da bola oval), o basquete e o beisebol. Mas esportes mais individuais (não coletivos) também são muito prestigiados, notadamente o atletismo, que forma atletas nas escolas e universidades americanas.

O futebol ainda está longe de se igualar em importância aos demais nos corações americanos. Particularmente o masculino, que perde até para o feminino. Lá dizem que soccer é esporte de menina. Uma empresa chinesa que vende artigos evangélicos para os EUA lançou uma linha de bonecos em que Jesus pratica vários esportes com crianças. Na figura representando o futebol, Jesus disputa uma partida com meninas, não com meninos.

Se o Brasil quiser ser um dia uma potência olímpica, tem que resolver primeiro suas inúmeras demandas sociais mal resolvidas. Depois, tem que quebrar essa monocultura em torno do futebol. Por aqui, a própria mídia promove essa monocultura, noves fora tentativas de diversificação de canais de TV paga, tipo ESPN, BandSports e SporTV. Mas até o único pacote de multicanais esportivos do país é dedicado exclusivamente ao futebol: o Premiere Futebol Clube (PFC), do SporTV.

Este país é a terra da monocultura. Já tivemos a da cana-de-açúcar, a do ouro, a do café e agora temos a do futebol, na área esportiva.

Enquanto não quebramos essa monocultura, vale a pena apoiar o Dunga.

Sobre o impacto do futebol nos EUA

Fonte: UOL.

26/06/2010 - 18h55
Melancólica, imprensa norte-americana destaca 'fim da jornada' na Copa

Do UOL Esporte
Em São Paulo

A eliminação da seleção norte-americana diante de Gana, na prorrogação, foi sentida pela imprensa local. Em tom melancólico, os principais jornais dos Estados Unidos destacaram o fim da empolgação criada por Donovan e companhia.

“A jornada da Copa do Mundo chega ao fim para o time dos EUA”, escreveu o
Washington Post em sua manchete. “Gana derrota os Estados Unidos por 2 a 1, na prorrogação”, disse o New York Times.

Desde o início do Mundial, o clima de empolgação era grande nos Estados Unidos. A participação da seleção registrou recordes de audiência e elevou o futebol a um novo patamar na recheada cultura esportiva do país.

No fim da primeira fase, por exemplo, a vitória dramática dos norte-americanos sobre a
Argélia motivou a segunda maior audiência da história da internet, atrás apenas da abertura da Copa. Por isso, o New York Times chegou a escrever que o time atual “impulsionou o futebol na nação”.

Gana, por outro lado, ganha ainda mais o apoio do seu continente. O site
GhanaWeb registrou a vitória por 2 a 1 na prorrogação. Já o IOL, da África do Sul, escreveu que o time mantém a “esperança africana viva na competição”.

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