Política, cultura e generalidades

sábado, 12 de junho de 2010

Karl Marx treme no túmulo por causa do PC do B


O editorial a seguir foi apresentado na Rádio Rural de Santarém, no Pará, no dia 7 de junho de 2010, pelo padre Edilberto Sena, coordenador do veículo. Ele e o povo que vive na Amazônia estão preocupados com a contínua oficialização do desmatamento da floresta e legalização da grilagem em função da possível mudança do Código Florestal Brasileiro.

Eis um trecho do editorial:

Já houve um tempo em que alguém ser considerado comunista era motivo de medo para famílias religiosas e para a classe média. A má fama era de que o Comunismo tomava propriedades, comia criancinhas e matava gente do contra.

Hoje, depois do esvaziamento da União Soviética, o comunista é uma peça pré-histórica, e mais do que isso, inverteu a ideologia completamente. Imagine que um deputado federal do
PC do B é o relator na Câmara Federal do Projeto de Lei do novo código florestal brasileiro.

Simplesmente, o deputado comunista se tornou o mais importante aliado dos fazendeiros, latifundiários e grileiros do Brasil. Como relator do Projeto, ele promete defender a redução da reserva legal, que hoje é de 80% de cada lote, para 50%, o que significa mais desmatamento na Amazônia. Além disso, ele defenderá a diminuição das áreas de proteção ambiental, como Floresta Nacional, Parque Nacional e semelhantes. Por esta razão, os grileiros e latifundiários estão felizes da vida com seu companheiro comunista.

Já o filósofo idealizador do Comunismo, Karl Marx, falecido no final do século XIX, deve estar tremendo de raiva em seu túmulo, ao tomar conhecimento de que o Comunismo do Brasil é defensor do latifundiário, da grilagem de terras e devastação de florestas.

Até onde chega a submissão política à força e interesses dos fazendeiros latifundiários. Enquanto isso, duas urgências democráticas continuam sem decisões conseqüentes: uma, a reforma agrária, que não é levada à sério pelo Governo Federal, e a outra, o desmatamento da Amazônia, que aumenta nos últimos meses.

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