Política, cultura e generalidades

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Zezé Di Camargo & Luciano não querem saber de eleições

Também, depois que Lula assistiu 2 Filhos de Francisco via DVD pirata no Air Force 51... Farinha pouca, meu pirão primeiro.

E a duplinha continua se achando os reis da cocada preta da MPB da qual não fazem parte.

Fonte: O Globo.

Com CD duplo na praça, Zezé Di Camargo & Luciano não querem saber de eleições

Plantão Publicada em 12/05/2010 às 14h27m
Donizeti Costa

SÃO PAULO - Quando Lula ganhou a Presidência da República pela primeira vez, em 2002, teve uma mãozinha e tanto de Zezé Di Camargo, que cedeu a música "Meu país" para ser usada na campanha do então candidato do PT. Nestas eleições, o cantor sertanejo preferiu ficar à margem das questões político-partidárias, sem se comprometer pessoalmente com nenhum candidato.

- Meu voto seria para o Aécio Neves, só que ele não saiu candidato. Mas estou muito impressionado com as propostas da Marina Silva - disse Zezé Di Camargo, em entrevista realizada nesta quarta-feira, em São Paulo, junto ao irmão e parceiro Luciano, pouco antes da festa de lançamento do CD duplo "Double face".

No primeiro volume do trabalho estão músicas que Zezé Di Camargo pinçou do repertório de outros artistas para dar sua própria interpretação. No segundo, canções inéditas feitas sob medida para a dupla, que no ano que vem completa 20 anos de carreira fonográfica, ao longo da qual vendeu algo em torno de 30 milhões de discos. A primeira faixa a chegar às rádios é a balada "Tapa na cara".

- Fizemos um trabalho para vender, pelo menos, 500 mil cópias - prevê Zezé, baseado nos números que alcançou em seu CD anterior, o segundo mais vendido de 2009, segundo dados da ABPD (Associação Brasileira dos Produtores de Disco).

- Perdi apenas para o padre Fábio de Melo - lembra o artista.

No novo trabalho, que sai com 40 mil cópias, Zezé Di Camargo está mais econômico na primeira voz e na instrumentação. Além de não abusar dos agudos que se ouviam no CD de 1991 - fruto dos cuidados que aprendeu a tomar após uma cirurgia para extirpar calos vocais, feita há três anos - Zezé também optou por arranjos mais parcimoniosos, em que guitarras e teclados soam quase imperceptíveis, abrindo espaço para violões, metais e baixo acústico e, claro, para o canto da dupla.

A sonoridade, segundo ele, foi escolhida para acompanhar o jeito que vem tomando a música no país, sobretudo dentro da chamada MPB.

- Nosso estilo continua sendo chamado de sertanejo, mas estou consciente de que o que fazemos está cada vez mais para o gênero pop - reconhece.

A internet é outro instrumento que Zezé e Luciano vêm tentando a aproveitar mais a seu favor, através dos cuidados com o site da dupla, a cargo de Luciano. A segunda voz da dupla só não gostou de uma nota veiculada na coluna de Mônica Bergamo no jornal 'Folha de S. Paulo', recentemente, de que ele teria um perfil falso no Twitter para falar mal do governo.

- Eu tinha um perfil em que eu não me identificava como cantor, mas apenas como um cidadão normal apto a falar tudo o que pensa - explica Luciano. - Não me identificava para não correr o risco de influenciar ninguém. Mas estou investigando para ver de onde surgiram esses boatos, para inclusive processar na Justiça por difamação e calúnia. Porque eu julgo que dizer que tenho perfil falso, da forma como foi colocado, é uma ofensa.

O novo disco é o primeiro de três anos de um novo contrato que a dupla acaba de lançar com a Sony Music, que tem em seu cast outros artistas do gênero, como Victor e Leo, Bruno & Marrone e João Bosco & Vinícius.

- Não temos hoje em dia as mesmas regalias dos tempos em que se vendiam discos aos milhões, mas sentimos que era vantajoso para nós continuar na gravadora que mantém em catálogo praticamente todos os nossos discos, assim como foi vantajoso para ela fechar um novo contrato - opina Zezé.

Jose Almeida
12/05/2010 - 16h 05m

Mais pop ? Estão é tentando arrastar as asinhas para o "sertanejo universitário" com o objetivo de não perderem mais espaço que já perderam...

Fabiano Barbosa
12/05/2010 - 19h 22m

Até quando a música brasileira vai ser refém dos jabas e artimanhas das marketeiros de gravadoras que permitiram que seres como esses aí arruinassem a nossa rica tradição musical? Para quem teve Cartola, Pixinguinha, Tom Jobim, Elis Regina, Tim Maia, Chico Buarque, Noel Rosa, João Gilberto a nossa situação é desesperadora.

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