Política, cultura e generalidades

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Padres continuam vendendo discos, apesar do PiG

Apesar da campanha do Partido da Imprensa Golpista (da Globo à Record, aqui muito bem sincronizadas) e de alguns blogueiros contra o clero, os padres continuam na crista da onda. Principalmente no mercado fonográfico.

Se bem que, no mercado de discos, poucos deles merecem a alta posição na tabela de CDs mais vendidos. Quase todos são pseudo-cantores que fazem uma música esteticamente modorrenta e adocidada. Muitos deles nem têm voz para cantar. Monsenhor Jonas Abib (o líder e fundador da Canção Nova) é um escandaloso exemplo disso. Outros, como o outrora onipresente Marcelo Rossi, são dados a deixar a plateia cantar bem mais do que eles. Padre Rossi praticamente não cantou (?) no primeiro CD musical que gravou, Músicas para Louvar o Senhor. Sem contar que o saltitante sacerdote é dado a coisas ridículas tipo Aeróbica de Jesus, usar balde para jogar água benta no povo e outras picaretagens. Pe. Antonio Maria, o "padre das estrelas", gosta de fazer parcerias com os mais adjetos nomes da Música de Cabresto Brasileira. Mais populista, impossível. Pe. Reginaldo Manzotti (do Paraná) tem o mérito de não fazer nenhuma Aeróbica de Jesus, mas enche seus discos com as mesmas músicas modorrentas, quase iguais. O patriarca dessa turma toda, Pe. Zezinho, é dado à Teologia da Libertação e outras bobagens. Padre Fábio de Melo (o campeão de vendas de CDs em 2009 e ainda por cima contratado da Som Livre, do mesmo conglomerado que achincalha a classe) é o que grava os discos mais melados de todos, e ainda faz concorrência com os galãs do mercado fonográfico e da TV, atiçando a atenção de moçoilas e de senhoras pseudo-carolas.

A lista é enorme. Poderia passar o dia inteiro pesquisando mais nomes.

Musicalmente, uma exceção que merece ser conferida vem da Espanha. O catalão Padre Jony já gravou dois CDs em que não se limita aos temas tradicionais da música gospel. Também lida com questões como fome, guerras, meio ambiente, capitalismo selvagem e outros. Os arranjos dos discos são muito bons, e o próprio padre toca guitarra como nenhum de seus colegas faz. O sacerdote só falha em ser mais um gringo desinformado da realidade brasileira. Ainda se deslumbra com a figura do ex-operário e hoje presidente Lula. No dia em que o padre conhecer aqueles lulistas do PMDB, do PP e de outros partidos direitistas fisiológicos, a ilusão acabará.

Este é um clipe do Padre Jony: El dinero no se puede comer.

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