Política, cultura e generalidades

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Começou a encheção de saco da Copa do Mundo

Fonte: Rio Acima.

11/05/2010 - 14:59 Enviado por: Migliaccio

Ridícula, como não poderia deixar de ser, a entrevista coletiva do técnico Dunga e de seus dois ajudantes para anunciar os 23 carcamanos que vão disputar a próxima Copa do Mundo.

Para começar vocês viram a roupinha dos três. Pareciam membros daqueles conjuntos de covers flash back da periferia. Blazers pretos e camisas berrantes. O Dunga de verde-limão tava perfeito, porque ele deve chupar um limão antes de cada entrevista que dá.

Quanto à lista, não conheço a metade dos jogadores. Michel Bastos, Felipe Melo...

Jogador de nome composto deveria ser proibido. Aí que saudade do Tostão, do Garrincha, do Jairzinho, do Pelé, do Dé.

Jogador bom tem um nome só. Para ter dois, só se for Nilton (ou Djalma) Santos.

Três, só Paulo Cezar Caju, e olhe lá.

As perguntas dos jornalistas, como sempre foram as mais previsíveis e idiotas. Queriam saber dos barrados Neymar, Adriano, Ronaldinho Gaúcho, obrigando o Dunga a dar aquelas respostas que já deu mil vezes.

E o técnico falando em patriotismo, em pátria de chuteiras em dar uma alegria ao brasileiro que trabalha duro o ano inteiro.

Pausa para vomitar.

É só um torneio de sete jogos. Muito mais comércio do que qualquer outra coisa. Quando vão se dar conta de que o futebol morreu, assassinado pela televisão, que tirou o público dos estádios, e por jogadores e cartolas mercenários. Virou uma coisa elitista, de estádios vazios e com as pessoas pobres assistindo pela TV.

Não se vê mais um negro no estádio, já repararam? Elitizaram e descaracterizaram um esporte que o povo abraçou de coração.

A última Copa em que torci foi a de 1978. Em 82, nem liguei para a derrota do time dos sonhos de Telê Santana. Cá pra nós, até dei risada ao ver aquelas pessoas chorando pelas ruas. Não há frivolidade maior do que chorar por causa de uma derrota no futebol.

Se ganhar, legal. Se não ganhar, dane-se.

Sou do tempo em que o jogador amava o clube e se identificava com ele. Hoje é uma beijação de escudo odiosa, multas rescisórias no valor de uma Mega-Sena. O Flamengo deve R$ 20 milhões ao Petkovic, o Vasco mais R$ 20 milhões ao Romário. Fora o que levaram os dirigentes que assinaram esses contratos irreais e absurdos.

Mas o pior começa agora. A mídia vai calçar as chuteiras e tentar nos convencer a todo custo de que temos que torcer que nem débeis mentais para que o Brasil ganhe os jogos, como se aquilo fosse a coisa mais importante do mundo. Na verdade, querem mesmo é nos convencer a comprar os produtos de seus patrocinadores, a encher a cara de cerveja e a sair por aí fantasiado de canário da terra ensandecido.

Além disso, vamos ter que aturar as patriotadas do Galvão Bueno todas as noites e o sorriso mecânico do casal-telejornal no final do noticiário a cada vitória da seleção.

E tome feriado, e tome meio expediente!

E eu que pensei que estava livre de Carnaval até fevereiro. Tinha esquecido da Copa.

Sou Coréia do Norte e não abro!

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